O ranking acabará. Mas longe de ser unanimidade



A Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) deve confirmar em breve a extinção do ranking de atletas, regulamentação existente há décadas na Superliga. A notícia foi divulgada em primeira mão pelo site do jornal O Tempo, na quinta-feira.

Entre os clubes masculinos, um voto de diferença sacramentou o resultado final após discussões via e-mail entre a entidade e os clubes. Para que vocês tenham uma ideia melhor, os quatro primeiros colocados na atual competição nacional votaram assim: Sada/Cruzeiro e Sesc pelo fim. EMS/Taubaté e Sesi pela continuidade. O colégio eleitoral inclui os dez primeiros colocados na Superliga e a comissão de atletas da CBV, todos com o mesmo peso nos votos.

No feminino, a definição ficará para a reunião marcada para a próxima terça-feira, em São Paulo.

A discussão é antiga, com bons argumentos de quem defende o fim e também de quem vê a permanência como algo positivo. E a falta de unanimidade prova a clara divisão. Nos últimos anos vários votações aconteceram, com os clubes sempre longe do alinhamento sobre o tema.

Voltando no tempo para entender a criação do ranking de atletas, a CBV tentava impedir a criação de supertimes. Com o justo discurso de buscar o equilíbrio. Mas foram vários os exemplos de esquadrões montados dentro das regras. No feminino Rio e Osasco, com os diversos nomes de patrocinadores que por lá passaram, monopolizam as decisões de Superliga há muito tempo. No masculino, existe o ditado recente: “Todos jogam, mas o campeão vai ser o Sada/Cruzeiro”. O ranking permitiu isso.

Jogadoras em uma apresentação da Superliga

Desde sempre existiu impasse sobre o ranking de atletas. Na foto, atletas em uma antiga apresentação da Superliga (Divulgação CBV)

Existe ainda o lado dos atletas. Aqueles com pontuação máxima, os tais sete pontos, sempre reclamaram muito em comparação com os demais. Sentiam-se limitados, já que a regra liberava dois ou três, no máximo, em cada time. E para os tops as opções de grandes times, consequentemente, altos salários, sempre foram restritas. Alguns saíam do Brasil e culpavam o ranking. Para outros, com pontuação entre 2 e 5, a regulamentação não gerava qualquer impedimento.

O que ouvi nos últimos dias de gente do meio:

– Os clubes “derrotados” não se mostram apavorados com a mudança, apesar de alguns se sentirem mais fragilizados.

– Equipes com orçamentos medianos temem pelo desestímulo de patrocinadores caso eles percebam um abismo maior do que o já existente em comparação com os times de ponta (os mais ricos)

– A lei de oferta e procura será capaz de ajustar o mercado de atletas? Em tese, sim.

– Os atletas, de diferente graus de pontuação, estão satisfeitos

É esperar para ver!

 



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