Quinta-feira pode ser Dia D para o vôlei brasileiro



A semana promete ser agitada no vôlei brasileiro. Estão marcadas reuniões importantes entre a Confederação Brasileira (CBV) e os clubes.

De manhã, encontro por vídeo-conferência com as dez primeiras colocadas da Superliga feminina. Em pauta, a nova votação sobre ranking de atletas e aumento na quantidade de estrangeiras, após o cancelamento do resultado do encontro da semana passada.

Em tese, caso ninguém tenha mudado de opinião, o ranking deixará de existir por 6 a 5, enquanto a quantidade de jogadoras do exterior por time subirá para três, pelo placar de 7 a 4. Lembrando que o colégio eleitoral é formado pelos dez primeiros colocados da atual Superliga feminina (Dentil/Praia Clube, Sesc, Itambé/Minas, Sesi Bauru, Osasco Audax/São Cristóvão Saúde, São Paulo/Barueri, Fluminense, Curitiba, Pinheiros e Flamengo), além da comissão de atletas.

A CBV também conversará com os clubes do masculino na quinta-feira à tarde. E a discussão sobre a sequência da Superliga 2019/2020 estará em pauta. O torneio parou, sábado, antes do encerramento da fase de classificação. Sete das oito vagas para os playoffs estão definidas, faltando a decisão da última entre Vôlei UM Itapetininga e Pacaembu/Ribeirão, além da briga pela liderança entre EMS/Taubaté e Sada Cruzeiro e pelo quarto lugar entre Sesi e Vôlei Renata.

Mais do que isso, a pergunta do milhão será feita. A Superliga voltará a ser jogada nesta temporada? Já existe uma corrente cada vez maior acreditando que a resposta é não. O Denk Maringá, por exemplo, não esperou a decisão e já liberou o elenco. Outros times, como o Sada Cruzeiro, cancelaram os treinamentos por tempo indeterminado.

vôlei

Radamés Lattari é o diretor executivo da CBV (Divulgação)

Com os números da pandemia de coronavírus em franco crescimento no país e uma expectativa de o pico de contaminação ser atingido em abril, segundo especialistas, diferentes entidades esportivas já cogitam um primeiro semestre perdido. A própria CBV já adiou etapas de vôlei de praia previstas para abril, maio e junho. Se a Superliga seguir o mesmo caminho eu não ficarei surpreso.

É claro que não é uma decisão fácil de ser tomada no viés exclusivamente esportivo, com tantos interesses envolvidos. Mas o vôlei, ou qualquer outro esporte, está em segundo plano num cenário de uma guerra sanitária mundial, expressão bastante utilizada no exterior. A prioridade hoje é a saúde de todos nós.



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