Quem se deu bem nos grupos da segunda fase do Mundial masculino?



O caminho da próxima fase do Campeonato Mundial masculino de vôlei foi delineado nesta terça-feira.

E com uma unanimidade: o Brasil se deu bem.

A Seleção se recuperou da derrota para a Holanda, venceu dois jogos em sequência e conseguiu terminar o Grupo B na liderança, com uma mãozinha também da França, que bateu o Canadá por 3 a 1, no encerramento da rodada.

Desta forma, o Brasil irá enfrentar na próxima fase do Mundial belgas, eslovenos e australianos. Nenhum deles já foi ou está entre as atuais potências do esporte, algo que transforma assim o time de Renan Dal Zotto em favorito para avançar à terceira fase.

Em tese permite uma caminhada menos turbulenta. E digo em tese pois o time verde-amarelo caiu na armadilha contra uma seleção rotulada desta mesma forma dias atrás. Que tenha servido como aprendizado o revés diante dos holandeses!

Douglas Souza, à direita, cresceu nos últimos jogos do Brasil (FIVB Divulgação)

Abaixo todos os grupos (tabela deve ser confirmada nesta quarta-feira), classificação e uma explicação sobre o regulamento da competição. Os pontos da primeira fase são mantidos na segunda e agora apenas o líder e os dois melhores segundos colocados dos quatro grupos avançarão na competição.

GRUPO E

Itália – 5 vitórias, 15 pontos
Holanda – 4 vitórias, 11 pontos
Rússia – 3 vitórias, 10 pontos
Finlândia – 2 vitórias, 6 pontos

GRUPO F

Brasil – 4 vitórias, 11 pontos
Bélgica – 3 vitórias, 10 pontos
Eslovênia – 3 vitórias, 9 pontos
Austrália – 2 vitórias, 7 pontos

GRUPO G

Estados Unidos – 5 vitórias, 13 pontos
Irã – 4 vitórias, 11 pontos
Bulgária – 3 vitórias, 9 pontos
Canadá – 3 vitórias, 9 pontos

GRUPO H

Polônia – 5 vitórias, 15 pontos
Sérvia – 4 vitórias, 12 pontos
França – 3 vitórias, 11 pontos
Argentina – 2 vitórias, 6 pontos

Tal forma de disputa já coloca, por exemplo, Finlândia e Argentina, praticamente eliminadas. Elas são três vitórias e nove pontos atrás dos líderes dos Grupos E e H, respectivamente. Serão “minas vagantes”, como dizia Bernardinho, podendo atrapalhar algum desavisado pelo caminho.

A divisão dos grupos e o desempenho na primeira fase também permitem algumas outras conclusões:

1) A Holanda, responsável por bater os favoritos Brasil e França, ganhou de “presente” a dona da casa Itália e a poderosa Rússia. Terá de tirar mais alguns coelhos da cartola se quiser seguir para a terceira fase.

2) Polônia, Sérvia e França formam o grupo da morte. Três potências europeias com times gabaritados e com totais possibilidades de sonho com o título. Promessa de jogaços a partir de sexta-feira. Neste caso, apesar da campanha 100% e da pontuação máxima até aqui, a seleção polonesa, atual campeã do mundo, corre risco de ficar pelo caminho.

3) O Grupo G apresenta três seleções ranqueadas entre os oito melhores do mundo segundo o ranking da FIVB: os Estados Unidos estão em segundo, o Canadá é o sexto, duas posições à frente do Irã. Mesmo sem a grife de algumas potências europeias, o trio tem um estilo de jogo menos físico e mais técnico. Para quem gosta, um prato cheio. Completa a chave a dona da casa Bulgária, que simplesmente por jogar em casa merece respeito.

Zaytsev e a torcida: duas armas da Itália (FIVB Divulgação)

4) Vale ficar de olho na Itália. Mais do que jogar em casa, a Azzurra tem um time mais maduro após o vice-campeonato na Rio-2016. Zaytsev e Juantorena formam uma dupla poderosa, capaz de incomodar qualquer adversário.

5) Entre as decepções da primeira fase eu incluo Rússia e França. Os finalistas da última Liga das Nações perderam dois jogos cada. Eu esperava ambos em um patamar acima. Apesar disso, estão vivos e, de forma alguma, eu os descartaria da briga por um lugar no pódio.

 



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