Quatro favoritos, equilíbrio por G8 e selecionáveis: a Superliga masculina 18/19



Alguém conseguirá quebrar a hegemonia do Sada/Cruzeiro, vencedor das últimas cinco edições da Superliga masculina?

A pergunta acima vem sendo repetida temporada após temporada, com o time dirigido por Marcelo Mendez respondendo em quadra, com uma competência acima da média.

Na temporada 2018/2019, que começa nesta quarta-feira, em Campinas, com o campeão enfrentando o Vôlei Renata, os principais rivais estão mais confiantes de uma mudança no lugar mais alto no pódio.

O principal motivo é a profunda reformulação enfrentada pelo Sada/Cruzeiro após a saída de um trio titular de peso: o levantador argentino Uriarte, o central cubano Simon e o ponta cubano naturalizado brasileiro Leal. Não é fácil para nenhum time perder atletas deste quilate e se remontar. Marcelo Mendez sabe disso e pede paciência ao torcedor.

O argentino Marcelo Mendez vai para a décima temporada no Brasil (Divulgação)

Ele precisa de tempo para entrosar o americano Sander e o francês Le Roux, dois nomes de peso para reposição das baixas. E precisa de paciência do torcedor com o levantador Fernando Cachopa, que vem sendo trabalhado há anos para assumir a titularidade. Após a derrota para o Sesi, na Supercopa, li muitas críticas a ele. Muita calma nesta hora, já diria o poeta. Cachopa tem passagem por todas as Seleções de base, já foi convocado para a Seleção adulta e sabe do tamanho da responsabilidade de substituir os campeões William e Uriarte na posição.

Pelo cenário explicado acima, Funvic/Taubaté, Sesi e Sesc podem, sim, acreditar no fim da hegemonia mineira na Superliga. O trio possui investimentos milionários no patamar do Sada, estão recheados de atletas da Seleção Brasileira e vêm batendo na trave nas últimas temporadas.

Taubaté manteve o domínio no Campeonato Paulista e foi quem mais se reforçou para a temporada 2018/2019. Com exceção dos selecionáveis Lucarelli e Thales, todo o restante do time titular chegou agora: Lucão, Douglas Souza, Uriarte, Leandro Vissotto, sem contar Facundo Conte, atualmente um reserva de luxo. Tamanho investimento não aceita menos do que título.

O Sesc fez mudanças pontuais, mas não menos impactantes: contratou o oposto Wallace, na minha opinião o melhor jogador brasileiro nas últimas temporadas, e o ponta búlgaro Rozalin Penchev. Com eles e o entrosamento da base titular da Superliga passada, o time de Giovane Gávio, os cariocas estão no páreo.

sada/cruzeiro x Sesi

Sada/Cruzeiro e Sesi decidiram a última Superliga (Karen Griz/Divulgação)

O Sesi, já citado acima, vem embalado pelo título da Supercopa sobre o Sada, cada vez mais afinado graças ao levantador William. A dupla com Alan já funcionou muito bem na temporada passada e promete ser um tormento para os adversários. Com Lucas Lóh e Eder nos lugares de Douglas Souza e Lucão, Rubinho conseguiu uma reposição nacional interessante.

Abaixo dos favoritos, a briga pelas outras quatro vagas no playoff deverá ser acirrada. Vejo o Minas um pouco à frente dos demais candidatos. Vôlei Renata e Corinthians/Guarulhos, recheados de jogadores experientes, também devem fazer parte do grupo dos classificados, deixando apenas mais uma vaga em disputa.

E aí entram São Francisco Saúde/Ribeirão, Vôlei UM/Itapetininga, Caramuru e, um pouco mais abaixo, Copel Telecom/Maringá e São Judas.

Vale lembrar que apenas o levantador Bruninho e o ponta Kadu, entre os campeões mundiais com a Seleção, semanas atrás, não estarão jogando a atual edição da Superliga. Um ponto positivo para melhorar o patamar da Superliga 18/19.

Façam suas apostas!

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Confira a reportagem publicada hoje pelo repórter Jonas Moura nas plataformas do LANCE!



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