Quando um erro estraga um clássico



A vitória do Sesc por 3 a 0 no EMS/Taubaté, ontem, no Vale do Paraíba, ficou marcada por uma marcação errada da arbitragem ao fim do primeiro set. A reprodução abaixo explica melhor do que qualquer texto.

Erro claro da arbitragem após saque para fora do Sesc (Reprodução de TV)

O lance aconteceu no segundo set. 23 a 23, saque do Sesc. A bola nitidamente fora foi marcada dentro pelo juiz de linha. O árbitro Flavio Campos, segundo o áudio ambiente do SporTV, disse que não viu a jogada e aceitou a  decisão do auxiliar.

O erro causou uma óbvia reclamação da comissão técnica e jogadores do Taubaté. E a consequência foi um cartão vermelho para o argentino Daniel Castellani, resultando na vitória carioca por 25 a 23.

Outro cartão vermelho foi dado para os donos da casa no início do terceiro set. E a desconcentração tomou conta do Taubaté. O Sesc, que não tinha nada a ver com a confusão, aproveitou para fechar em 3 a 0 e conquistar uma importante vitória.

Na entrevista pós-jogo, Ricardo Navajas, gestor de Taubaté, cobrou a arbitragem. Disse que a marcação influenciou no decorrer do jogo. Corretíssimo. Impossível dizer o que seria da partida se o saque fosse marcado fora e o time da casa fizesse 24 a 23. Só não dá para transformar o erro em acusação de benefício a times A, B ou C.

Nas redes sociais, torcedores e atletas reclamaram e pediram o óbvio: o auxílio da tecnologia aos árbitros.

Infelizmente a ajuda eletrônica aos árbitros será implantada apenas a partir das semifinais, enquanto ligas mundo afora já utilizam há algum tempo. Como escrevi no Twitter, os árbitros deveriam ser os primeiros a pedir pelo vídeo challenge com urgência. Admitir a necessidade de ajuda é o primeiro passo para evoluir.



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