Quando os números dizem algo



Um dia depois da decepção em Tóquio, ainda vejo muita gente tentando desmerecer o Brasil, ignorando as virtudes da Rússia.

Para quem ainda acha que a Seleção perdeu o título mundial para um “bêbado” qualquer, observem apenas uma estatística, que fez muito a diferença na final.

No ataque, o time russo teve três das quatro melhores jogadoras. A jovem Kosheleva teve 53,88% de aproveitamento e foi a primeira colocada. A gigante Gamova veio em terceiro, com 51,51%. Em quarto, a experiente e craque Sokolova, com 50,22%. A única intrusa foi a chinesa Yunwen Ma, com 53,27%, mas com uma quantidade muito menor de bolas atacadas: 95, enquanto Gamova, por exemplo, bateu 188 bolas.

A intenção nem sequer é comparar com o Brasil, que teve Sheilla em sexto, Natália em 14º e Jaqueline em 17º. É simplesmente mostrar que a Rússia teve méritos para vencer.



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