Por vaga na fase final, Brasil não pode mais errar



A cota de erros do Brasil na segunda fase do Campeonato Mundial feminino de vôlei está esgotada. Nesta madrugada, a Seleção saiu atrás, mas virou sobre o México, parciais de 23-25, 25-23, 25-13 e 25-19.

O resultado manteve o time verde-amarelo em quarto lugar no Grupo E, com cinco vitórias e 16 pontos, atrás de Sérvia (7V e 21pts), Holanda (7V e 20pts) e Japão (6V e 18pts).

Nesta quarta-feira, duelo de vida ou morte com as invictas holandesas, novamente à 1h25, com transmissão pelo SporTV 2. Como japonesas e sérvias jogarão no mesmo dia, os resultados poderão ser decisivos para a classificação.

Drussyla entrou bem na partida (FIVB Divulgação)

Vamos aos cenários:

* Vitória do Brasil e derrota do Japão

Se a Seleção bater a Holanda por 3 a 0 ou 3 a 1, subirá para seis triunfos e 19 pontos. Assumirá o terceiro lugar caso a Sérvia vença o Japão por um dos dois placares acima.

* Vitória do Brasil no tie-break e derrota japonesa

Caso some dois pontos e veja o Japão perder sem pontuar, a Seleção empatará em vitórias e pontos com as japonesas (6V e 18pts)

Nas duas combinações, a última rodada passa a ser ganhar ou dar adeus, já que o time de José Roberto Guimarães irá duelar com as donas da casa. Quem vencer passará para a fase final. O derrotado voltará para casa.

* Derrota do Brasil

Se perder para a Holanda, a Seleção precisará torcer desesperadamente para o Japão também ser derrotado. Se as japonesas surpreenderem a Sérvia por qualquer placar a eliminação verde-amarela estará confirmada.

Caso brasileiras e japonesas percam, holandesas e sérvias estarão classificadas. E o confronto direto na última rodada definirá o outro classificado, como já escrevi acima.

Para vencer os dois confrontos diretos, a Seleção Brasileira precisa, antes de pensar em evolução em qualquer fundamento, ter a cabeça no lugar, jogando com tranquilidade. Faltou isso contra o limitado México, muito dependente da força do saque (foram sete aces no jogo). A ponto do revés no set inicial quase ter custado também a perda do segundo.

À distância parece que o Brasil está se cobrando demais pelas atuações abaixo do esperado. E o resultado tem sido pressão extra, jogo mais preso e uma dificuldade contra rivais sem tanto gabarito.

– O começo do jogo foi reflexo da partida de ontem com o time querendo muito, mas sem tranquilidade para executar os movimentos. O equilíbrio faltou no começo da partida, mas com a entrada da Drussyla tudo se acalmou e a equipe se ajustou durante o confronto – comentou Zé Roberto.

Drussyla entrou ainda no primeiro set no lugar de Natália, que foi titular, para não sair mais do jogo. Ela terminou com 14 pontos, atrás de Gabi (15) e Tandara (25).

– Acredito que a nossa atitude no jogo de hoje foi muito importante. Revertemos uma situação difícil no início da partida para conseguirmos a vitória. Nenhum jogo nesse Mundial será fácil – comentou Drussyla.

OUTROS JOGOS

No grupo do Brasil, os demais favoritos venceram sem sustos e em sets diretos: Sérvia 3 x 0 Alemanha, Holanda 3 x 0 República Dominicana e Japão 3 x 0 Porto Rico.

No Grupo F, a disputa pelas três vagas agora está restrita a somente quatro seleções: Itália (7V e 21pts), Estados Unidos (7V e 19pts), China e Rússia (6V e 18pts). Tailândia, Turquia, Bulgária e Azerbaijão agora só cumprem tabela.

E as duas próximas rodadas reservam os clássicos tão esperados. Na quarta-feira, os confrontos serão Itália x Rússia e China x Estados Unidos. Novas vitórias italianas e americanas confirmarão a classificação de ambos.

Na rodada final estão previstos os duelos entre Itália x Estados Unidos e China x Rússia. Dependendo dos resultados da véspera, eles poderão ser os confrontos diretos pela liderança e pela terceira vaga na fase final.



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