Polêmicas da arbitragem reforçam coro pelo auxílio eletrônico



A abertura das quartas de final da Superliga Cimed Masculina foi marcada por reclamação de técnicos e jogadores sobre a arbitragem. E eles voltaram a exigir que a CBV passe a adotar o auxílio eletrônico para a arbitragem durante toda a temporada, não apenas a partir das semifinais, como já visto no feminino.

O jogo com mais reclamações foi entre Sesi e Corinthians/Guarulhos, na Vila Leopoldina. Os corintianos foram os maiores prejudicados. A primeira reclamação aconteceu no lance que fechou o primeiro set em 26 a 24. Douglas Souza atacou e o árbitro Luiz Coutinho anotou bola fora, mas voltou atrás após pedido do segundo árbitro Rodolfo Costa. Sobrou muito protesto do time comandando por Alexandre Stanzioni, culminando com cartão vermelho e muita desconcentração na volta para o segundo set.

Stanzioni cobrou a CBV para que o uso da tecnologia passe a acontecer durante toda a temporada. O líbero Serginho Escadinha, um dos mais exaltados após o ponto dado para o Sesi, comentou a situação:

– A arbitragem não segue o mesmo nível do vôlei brasileiro, tricampeão olímpico. Eles sabem que estão errados, mas agem com a autoridade como se nunca estivessem errados. E nós ainda pagamos com o cartão vermelho. Se há dúvida que voltem o ponto – disse o líbero.

O coro pela tecnologia veio inclusive de adversários, como o ponta Filipe, do Sada/Cruzeiro.

O Corinthians voltou a reclamar no fim do segundo set, quando o primeiro árbitro, após dar ponto para o time (toque no bloqueio de Lucão), voltou atrás após ouvir o auxiliar de baixo dizer que o ataque foi para fora.

Para ter noção da importância do desafio basta ver o relato dos dois jogos das semifinais da Superliga feminina. Os técnicos usaram exaustivamente os pedidos e em vários deles o vídeo mudou a marcação humana.

O custo é a alegação da CBV para a inviabilidade da utilização dos desafios de vídeo em toda a competição.

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