Pela enésima vez, a “mãe de todas as finais”



Haja criatividade para escrever mais uma vez sobre uma decisão Rexona-Sesc x Vôlei Nestlé, Rio x Osasco, Unilever x Sollys, Ades x Molico, BCN, Finasa…

Antes de tudo, independentemente de qualquer questionamento sobre o equilíbrio da Superliga ou eficácia do ranking, uma coisa precisa ficar bem clara: sobra competência para a dupla. Ninguém alcança tantas vezes a final de uma competição nacional por sorte, casualidade ou incompetência dos adversários. Os projetos são vencedores. Os trabalhos realizados foram e ainda são bem sucedidos. Como gostam de dizer os moderninhos, viraram “cases”.

O Rexona fará a 13ª final de Superliga consecutiva.  Já o Vôlei Nestlé fará 14ª decisão em 16 temporadas, a sexta em oito anos com o atual patrocinador. Eu nem consigo me lembrar como era o mundo quase uma década e meia atrás. Pessoalmente eu não era pai de dois filhos, ainda morava em São Paulo, certamente tinha menos quilos e mais cabelos.

Recordações de outros tempos à parte, o vôlei brasileiro deverá presenciar mais um belo espetáculo no dia 23, na Jeunesse Arena, no Rio de Janeiro. Infelizmente em jogo único, algo que invariavelmente vocês são obrigados a ler neste espaço ano após ano. Nada melhor do que o parâmetro da série entre Rexona e Camponesa/Minas, encerrada nesta sexta, para ratificar o meu ponto de vista. Teríamos três, quatro ou cinco vezes um ginásio cheio, boa audiência nas transmissões de TV, veríamos as mais diversas variáveis de jogo… Deixa pra lá!

O time de Bernardinho chega à final após sair de um grande buraco. Esteve atrás em 2 a 1 no playoff, precisou vencer o quarto jogo em BH e mostrou mais força mental no momento de decidir. Peguem apenas o início do primeiro set nos dois últimos jogos para a comprovação deste psicológico mais forte das cariocas em comparação com as mineiras. Individualmente, Drussyla foi a surpresa. Entrou no primeiro set do terceiro jogo no lugar da holandesa Anne Buijs, principal contratação do time, para não sair mais. Juciely, com méritos, foi a melhor no quinto confronto.

Enquanto o Rio encontrou forças para reagir, o Vôlei Nestlé teve tempo para descansar e treinar, após ter liquidado o Dentil/Praia Clube em três jogos. Luizomar de Moura, depois de um início irregular, encontrou a melhor formação no decorrer do segundo turno e viveu na semi o melhor momento na temporada. Tandara e Bia cresceram muito de produção, as sérvias Malesevic e Bjelica mostraram o porquê da contratação, enquanto Dani Lins e Camila Brait não precisam mais provar nada. Fica a dúvida: os 16 dias sem jogar até a final comprometerão o ritmo de jogo?

Resposta no dia 23.

 



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