Pausa no jogo para show musical. Novidade da Liga das Nações



Um show musical das DJ´s australianas Nervo ao fim do segundo set da partida entre China e Holanda, no primeiro dia da fase final da Liga das Nações feminina, em Nanjing (CHN).

Uma das novidades da Federação Internacional de Vôlei pôde ser vista nesta quarta-feira. E certamente vai dividir opiniões (ainda mais neste momento do mundo cada vez mais separado entre A e B, direita e esquerda, sim e não, coxinha e mortadela, etc).

Para a realização do show, as jogadoras chinesas e holandesas deixaram a quadra e foram para os vestiários. Assim como é feito nos esportes americanos, o protagonismo naquele momento era todo das artistas.

Minutos depois, a volta das atletas, um rápido aquecimento e o reinício da partida.

Aumentar a dose de entretenimento no vôlei está na lista de prioridades atuais da Federação Internacional (FIVB). As DJ´s Nervo, por exemplo, fizeram o lançamento mundial da música Worlds Collide, criada exclusivamente para a Liga das Nações, durante a partida entre Canadá e EUA, em Ottawa, pela versão masculina da competição, semanas atrás.

Nesta quarta elas voltaram como atração nas finais da competição, na estratégia de ativação. Nas cadeiras do ginásio em Nanjing, a TV mostrou a empolgação do elenco brasileiro que acompanhava o show e antes via as próximas rivais.

Nervo durante ativação da Federação Internacional (Divulgação)

– O esporte e a música são uma mistura fantástica, pois ambos lidam com a criatividade humana e a capacidade de se envolver com as pessoas. O voleibol tem uma base de fãs global e a Liga das Nações proporcionará uma plataforma para um grande esporte, além de entretenimento fantástico e uma experiência de fãs inesquecível – comentou Luiz Fernando Lima, Secretário Geral da FIVB.

Na nota oficial enviada pela Federação, dias atrás, a estratégia fica clara: “A parceria com a Nervo é mais uma iniciativa da FIVB para oferecer aos fãs uma experiência cada vez mais atraente, maior engajamento e participação mais efetiva”.

A nota segue: “A FIVB vem trabalhando para tornar o vôlei um esporte global com grande participação do público, buscando parcerias com algumas das principais empresas do mundo, incluindo IMG e Microsoft”.

Talvez poucos sejam contra a presença do entretenimento no esporte, algo cada vez mais presente e comum. Existe uma necessidade de criação de novos fãs, fidelização dos que já existem, além de todo o marketing/exposição gerado para patrocinadores com boas ações. A questão aqui é saber se existirá alguma influência no lado técnico do jogo. A paralisação é ruim para o time que ganhou o set anterior e ajuda um pouco o derrotado? Ou uma parada é boa para os técnicos terem privacidade com as atletas no vestiário?

As respostas precisarão ser dadas por técnicos e atletas nos próximos dias.

Como experiência dentro de um plano estratégico definido, a FIVB pode e deve testar ações para engajar, modernizar, arejar e/ou revolucionar o esporte. Use o verbo que quiser.

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