Passeio sobre a Azzurra e título



Um 3 a 0 sem dó da Seleção Brasileira feminina sobre a Itália, na decisão do Torneio de Alassio, com direito a 25 a 10 na última parcial.

Depois de jogar em Montreux, o time de Zé Roberto se mostrou mais encorpado neste início de ciclo olímpico.

Não vi todos os jogos, mas gostei da atuação das centrais Juciely e Adenízia, vi uma Dani Lins mais tranquila e serena na distribuição, além da comprovação que Fernanda Garay vive uma fase iluminada. A oposto Monique foi uma grata surpresa também.

Gostaria de ler o balanço de vocês sobre a Seleção.



  • Afonso RJ

    No primeiro set, o Brasil ficou um bom tempo atrás no placar, e as italianas chegaram a abrir 4 pontos. Mas na reta final parece que o time italiano sentiu a responsabilidade enquanto que o Brasil manteve a frieza e virou o placar, abriu no marcador e venceu por 25×17. Daí para a frente foi um passeio, com as italianas aparentemente nervosas cometendo um número absurdo de erros – principalmente na recepção e no ataque – enquanto que no lado brasileiro o bloqueio tocava em todas e as atacantes usando mais a habilidade que a força conseguiam botar as bolas no chão. Vitória folgada e incontestável.

    Minha avaliação da seleção:

    O que mais me impressionou foi a frieza. O time jogava do mesmo jeito se estivesse à frente do placar ou em desvantagem. Perdeu o primeiro set para o Japão e no primeiro set hoje esteve boa parte do tempo atrás no placar, e nem por um momento se abalou. Me parece que no aspecto emocional é um time pronto. Claro que os torneios de Montreux ou Alassio não tem o mesmo peso psicológico que uma decisão de Grand Prix, Mundial ou Olimpíada, mas pelo que vi, arrisco a dizer que o comportamento do time brasileiro seria o mesmo. Os altos e baixos normais se dão mais pelo quesito concentração.

    Outra observação, é que a oposta teoricamente seria a bola de segurança, mas no caso desse time, a bola de segurança tem sido a Garay, que concentra muito a pontuação. Eu sentiria mais firmeza no time se a pontuação fosse um pouco mais distribuida. Fico pensando, que se um time conseguir marcar bem a Garay, o Brasil vai ter dificuldades (o problema é algum time conseguir marcar a Garay, visto o que ela está jogando). E também fiquei com pena do Zé não ter colocado em quadra para jogar pelo menos um pouco mais a Claudinha e a Letícia Hage.

    Por fim, creio que esse time faria um bom papel num torneio mais forte. E principalmete com um reforço no ataque, talvez com a Tandara voltando para dividir um pouco mais a pontuação com a Garay, dá folgado para disputar título.

    PS: E o Brasil continua em segundo no ranking feminino, atrás dos EUA. Rankingzinho sem vergonha esse, heim?

    • Nossa falou só besteiras..sua visão de fato é meio deturpada!!De toda sorte vi que vc se esforçou pra entender um pouco do esporte volei e isto já é um grande passo pra vc!

      • Afonso RJ

        Tudo questão de opinião. Respeito a sua. E por falar nisso… cadê ela? Poderia ao menos colocá-la aqui para eu poder beber nas águas da sua augusta sapiência…

  • César Castro

    O Brasil esteve bem, mas os parâmetro não são confiáveis. Parabéns para a equipe brasileira, porém vamos ver como vai ser o Grand Prix com a Natália e Tandara no time.
    Esse time da Itália sentiu muito a pressão e o Brasil jogou solto. Vale lembrar que o time do Brasil é uma mescla de equipe C e D, enquanto os times enfrentados são renovados mesmo e que pesa muito a inexperiência.
    Bem, quero ver de perto os times que realmente importam: Rússia, EUA, Sérvia e Itália com suas formações completas e com as estrelas em quadra.
    Acho que isso só para 2014!

  • Marcelo!

    Você conhece os critérios de pontuação do ranking para estar reclamando do mesmo? A última vez que o Brasil ganhou um Grand Prix foi em 2009 e de lá para cá os EUA já são tri, na Copa do Mundo não chegamos nem ao pódio enquanto elas ficaram com a prata, nos respectivos torneios continentais as duas seleções não tem adversários a altura, só nas Olimpíadas que somos superiores. E obviamente torneios amistosos como China, Yeltsin, Montreaux ou Alassio não contam na pontuação. De grão em grão a seleção americana encheu o papo.

    • Afonso RJ

      Conheço bem os ritérios de ranking. Determinados torneios valem mais que outros e a pontuação de conquistas cai conforme se distancia no tempo. Mas…

      Porque não contar com Montreux, Yeltsin ou Alassio? A verdade é que o Brasil está em atividade contra grandes seleções e vencendo, enquanto as americanas se estiverem jogando é contra times tão inexpressivos que a gente nem tem notícia. De mais a mais, o Brasil de 2008 para cá tem 2 títulos olímpicos e 1 Grand Prix. Tá certo que as americanas venceram 3 Grand Prix (2010,11,12), mas é bom lembrar que o Brasil ficou em segundo lugar nos três.

      • bsb

        Eu prefiro ser bi olimpico do que ter 10 Gran Prix o ranking é pura enganação.

      • Periico

        Eu concordo com Afonso.

        Campeãs do Grand Prix 2009, vice na copa dos campeões 2009 (competição que USA nem participou), vice no Mundial 2010 (USA nem chegou ao pódio), campeãs do PAN, (bi)campeãs olímpica. So isso já seria suficiente para sermos número um.

        Querer dizer que 3 Grand Prixs consecutivos e um pódio na Copa do Mundo valem mais do que tudo isso mais os campeonatos sem expressão, porém com seleções importantes, é que não faz sentido algum.

  • Samuel

    Parabéns à Seleção! Concordo em partes com meu amigo acima, Afonso. A seleção está mesclada, porém, acho que o Zé deva aproveitar muitas dessas jogadoras. É o caso de Jucy, Michelle, Monique e Daroit. O Grand Prix pode inscrever cerca de 25 jogadoras. Para time titular usaria Dani Lins, Sheilla, Thaísa, Fabiana, Garay, Daroit e Fabizinha. Natália, Michelle, Tandara, Monique, Adenízia, Jucy, Fabíola, Brait, comporiam o banco. O Brasil, como sempre, tendo tantas opções que chega a serem “injustas” algumas convocações e cortes. Mas, confio no trabalho do Zé Roberto e a comissão. Seja qual for o Campeonato que o Brasil entre, sempre estará entre os favoritos, por isso temos que nos orgulharmos e torcemos!! Ah! Acho que o Zé deveria dá oportunidades para jogadoras como a Ana Tiemi, Joycinha e Fofinha. Mas, estou feliz com nossas boas opções.

  • Samuel

    Primeiramente, Parabéns à Seleção!! O Zé Roberto, como sempre, escolhendo peças importantes para futuros frutos Olímpicos. Jogadoras como Daroit, Monique e Monique, vieram para ficar. Como assim As gêmias? Sim, as duas. Michelle tem um passe perfeito, fundo de quadra perfeito e além do mais saca muito bem. Monique ataca com inteligência, saca muito bem e ainda defende, diferente da Sheilla e Tandara. Ou seja, não descarto Sheilla e Tandara, mas não podemos esquecer da importância da Monique. Como sempre o Brasil tendo muitas opções. Das novatas, destaco essas três. Do mais, convocaria para titular no Grand Prix: Dani Lins, Fabíola, Sheilla, Tandara, Monique, Fabiana, Thaísa, Juciely, Garay, Natália, Daroit, Michelle, Fabi e Brait. O Zé Roberto deveria dá oportunidade para a Ana Tiemi. Que venha o Grand Prix, pois eu confio e acredito na nossa Seleção. É notório, o amadurecimento delas. A frieza das jovens e a seriedade.

    • Também acho que a monique cumpriu seu papel,jogou bem e para o bem da seleção é preciso renovar sim!Este foi um teste para todas que foram chamadas pela primeira vez para seleção.Muitas pessoas só sabem falar de sheilla ,garay e jaque,só que esquecem que é peciso renovar ,assim como as equipes estão fazendo.Claro que a Italia e cia tem grandes jogadoras,porém a mentalidade deles é um pouco diferente da nossa,eles sabem da importania deste ciclo natural de renovação a gente não…!

  • Emanuella

    Só acompanho volei feminino em torneios grandes, mas fico feliz pela vitória e pelas jogadoras jovens que estão tendo chance. Não vi nenhum jogo.

    • vc é loira???seu comentário não disse nada,pq se vc sabe ler ,o daniel pediu pra falar sobre os jogos ,estes mesmos que vc disse que não viu;logo sem noção vc..kkkk

      • Afonso RJ

        Não tenho costume de tomar as dores de outrem, mas não podia deixar passar tamanha descortesia, para não dizer grossura. A menina tem perfeitamente o direito de se expressar, tornando pública sua satisfação com as vitórias da nossa seleção. Está perfeitamente dentro do assunto do tópico. Além disso ainda demonstra preconceito contra loiras…

      • Emanuella

        ué, fiquei feliz pela vitória, então estou falando do jogo. Até o Daniel falou que não viu os jogos.

  • bsb

    Neste ultimo jogo a Juci não foi bem, na maioria das vezes foi bloqueada e ao meu ver a Monique não é uma atleta de nível internacional e para defender o Brasil no Grand Prix. Vamor precisar de algumas mudanças para essa competição e ter a Tandara com condições de jogo. A Daroit foi muito bem e a GARAY sobrou em todos os jogos.

    • Michel Pereira de Oliveira

      Concordo plenamente: Monique não é atleta de nível internacional. Se for pra sacar, defender e passar bem, fico com a gêmea dela (a Michele), visto que a função de oposta tem a premissa de ser definidora, algo que ela efetivamente não é.

  • Neide

    Impressionante a personalidade, frieza, tecnica e classe da Monique.
    Monique nunca havia jogado pela selecao, nem pela equipe B, esta estreando na selecao justamente agora e como titular.
    Das titulares Monique era a unica que nunca tinha representado a selecao e dentro de quadra em nenhum momento sentiu a pressao de vestir a camisa da selecao Bi-Campea Olimpica. Atuou com extrema frieza, tecnica e competencia como se fosse uma veterana e nao uma estreante. Qdo ia para o saque destruia o passe adversario com um viagem flutuante, venenosissimo e muito eficiente, se posicionava muito bem defensivamente e com muita agilidade recuperava varias bolas e ja estava pronta para o contra-ataque pela saida-de-rede. Tanto contra as gigantes Russas e Dominicanas,qto contra a defesa das japoneses atacava com muita eficiencia, variando os golpes com muita tecnica. Em pouco tempo de selecao foi fundamental na conquista de 2 torneios seguidos dando muito volume de jogo e tranquilidade e seguranca p/as companheiras.
    Quem esta acostumado a ver a distribuicao da Fofao, e dificil se acostumar com a mesmice e a previsibilidade de Dani Lins.
    Mesmo com passe ruim, Fofao eh dificil prever p/ quem Fofao vai levantar, pq ela eh muito mais corajosa, ousada e imprevisivel q D.Lins.
    A bola da D.Lins eh a entrada de rede, 90% das bolas vao p/lah. Ela eh muito precisa, mas arrisca pouco, nao eh nem um pouco corajosa p/ isso. Assim nas estatisticas eh facil aparecer com bom aproveitamento, levantar soh para a entrada de rede eh facil e previsivel.
    Outra coisa, D.Lins anda escolhendo uma jogadora p/ sobrecarregar, mesmo com passe A, ela levanta bolas seguidamente p/Garay.
    Mesmo com placar confortavel ou no inicio do jogo eh soh bola p/ Garay. Fica um jogo chato, feio e previsivel.
    Qdo Fabiola entra, jah muda logo o jogo. A criatividade em pessoa. Jah puxa logo uma bola p/ saida, uma china, uma meio-fundo ou uma chutadinha pelo meio. Com Fabiola o jogo fica ousadia pura, mais bonito, mais dinamico.
    Infelizmente o Ze nao gosta da Fabiola.
    O Ze prefere a precisao e o conservadorismo da Dani Lins com suas bolas para entrada de rede, a arriscar com a ousadia da Fabiola.

  • LEO

    Monique foi um grata surpresa na selecao, novata atuou com a classe de uma veterana. Eficiente e concentrada em movimentos decisivos, na permite a ansiedade interferir no seu jogo. Vale lembrar que Monique foi eleita MVP da Final da Superliga 2009 qdo entrou no lugar de Joycinha e virou um jogo que ja estava praticamente nas maos de Osasco, sendo super decisiva principalmente no tie break,sacando com eficiencia, defendendo muito e virando bolas importantissimas. Essa Monique fria, guerreira e altamente tecnica veio p/ ficar na selecao.

  • maria tereza

    Gostei muito da Adenízia acho que ela esta subindo muito de produção, a Fê Garay como sempre a melhor de todas Pricila Daroit muito bem também, Dani Lins mostrou que pelo menos no inicio desse novo circulo Olímpico as outras vão ter quelutar pela segunda vaga de levantadora, gostei tb da Juci e as gêmeas para mim foram uma grata surpresa principalmente Monique. Agora acho que a Elen deveria ter tido uma outra chance ela não foi bem no primeiro jogo de Montreux e depois não teve mais chance com Tandara bem Natália voltando e Gabi se integrando ao grupo creio que teremos um grupo muito competitivo.

  • Carla

    Jaque se sentiu vingada com os tocos que a Juciely levou hoje hauhauhuahua.
    Parabéns meninas!

    • Carla

      Jaque se sentiu vingada com os tocos que a Juciely levou hauhauhuahua.
      Parabéns meninas!

  • Michel Pereira de Oliveira

    Concordo com o Daniel em relação à Lins e à Garay. Quanto às meios: a) a atuação de Jucy não fez jus ao que ela jogou durante todo o campeonato, ontem ela estava um pouco aquém daquela monstruosa atuação que teve nos demais jogos. b) Em termos de ataque Adê só jogou bem na final, nos demais jogos ela foi incrível no bloqueio mas pecou excessivamente no ataque.
    Gostei que o Zé poupou a Tandara, ainda mais tendo em vista a proximidade do Grand Prix. Entretanto, não gostei da atuação da Monique, ela é muito instável pra jogar em uma posição reconhecida por se tratar de ‘jogadora de confiança’.
    Helen merecia uma nova chance, mas, foi precocemente preterida após o primeiro jogo que ela atuou pela Seleção (nervosismo natural). Pri Dairot foi regular: não achei essa mostruosidade toda que alguns sites dizem; é perceptível que ela é jogadora de força, não de passe e defesa, mas, ainda assim sofreu vários brancos e sequer conseguia virar bola. Camila foi bem, muito embora lhe falte a fibra de uma Fabi, mas, a tendência é evoluir.

    • Samuel

      Amigo, respeito sua opnião, mas não concordo quanto fala da Monique. Pra mim, a Monique é uma excelente jogadora, muito mais inteligente que a Tandara. A Monique fez com que eu “queimasse” minha língua, pois eu achava um absurdo uma jogadora da altura dela, na seleção principal. Mas, diante de suas atuações, que por sinal, foram belíssimas ao meu ver. Sheilla continua reinando, Tandara deve ser a segunda opção, mas esquecer do trabalho e importância que a Monique representou para a Seleção, é INCONTESTÁVEL.

      • Robert Lopes Rj

        A Monique foi super bem mas se fosse pra escolher umas das gêmeas escolheria a Michele,muito técnica,defende demais,acho que funcionaria como a Sassá funcionava pra seleção em alguns jogos! Acho que pra Monique que joga na posição de oposto é mais complicado pelos adversárias que brigam pela vaga Sheila e Tandara. Mas ela não deixou a desejar e cumpriu super bem o seu papel na seleção.

    • romano

      concordo em relação à Garay, nossa melhor jogadora [incluindo as que ficaram de férias]. Dani Lins foi bem, mas parecia que tinha esquecido das centrais, não jogava com velocidade, abusando das bolas de ponta. Camila Brait ainda precisa melhorar muito na defesa, muitas bolas caiam por que ela estava plantada, o que não acontecia com a Fabi.

      A Monique foi bem, mas não vejo como ela pode ser uma oposto de nível internacional, falta potência e explosão nos ataques. O jogo dela lembra muito o do oposto Theo, que defende e bloqueia bem, mas deixa a desejar no principal, no ataque potente e preciso na hora da decisão. A Tandara pode ser nossa matadora, como o Vissoto.

      Tomara que a Natália se recupere, vai ser uma beleza ver a Garay, Nati e Tandara jogando, as duas primeiras vão ter muito trabalho no passe, mas isso é o que elas precisam para melhorarem. A Gabi também tem que vir pra seleção adulta, a Michele e a Helen ainda não estão no mesmo nível da Natália e até da Gabi.

      Não gostei das entradas da Fabíola, ela nunca muda o jogo, só sabe levantar pra entrada de rede… E olha que boa parte do time jogava com ela no Sollys, ela tem que se soltar mais e ser mais ousada, senão corre o risco de ficar fora do grupo. Gostaria de ver a Claudinha atuando assim como a Tieme.

      Espero ainda ver a Bia e a Angelica de titulares, ou tendo a chance de jogarem. Adenizia e Juciely merecem muito estar na seleção, mas acredito que devemos fazer uma renovação, com jogadoras mais inexperientes e com potencial de crescimento.

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