Os números ajudam a entender melhor o Mundial



Ao fim das duas primeiras fases do Campeonato Mundial, as estatísticas dão boas dicas sobre destaques individuais e fundamentos com potencial de melhoria.

Nada melhor então do que uma análise dos números antes da abertura da fase final, nesta quarta-feira, em Turim (ITA).

Compilei abaixo alguns dados que me chamaram a atenção:

PONTOS

– Dos cinco maiores pontuadores, apenas o quinto colocado está na fase final do Mundial: o italiano Zaytsev, com 118 pontos. Os canadenses Perrin e Hoag (149 e 129) e os franceses Ngapeth e Boyer (136 e 124) foram eliminados. Depois de liderar com folga o Brasil na primeira fase, Wallace terminou a segunda empatado em pontos com Douglas Souza, com 109. A dupla fecha o top 10. O empate mostra a evolução do ponta a partir da segunda metade do Mundial.

ATAQUE

– Os cinco atacantes com melhor aproveitamento no Mundial estão na fase final: os americanos Anderson (59,21%), Sander (56,80%) e Russell (56,60%), o italiano Zaytsev (58,64%) e o brasileiro Douglas Souza (57,67%). A presença do trio dos EUA mostra a difícil tarefa que terão os bloqueadores rivais. Christenson tem à disposição um leque de grandes jogadores, com vários deles vivendo um bom momento.

Wallace em ação diante da China (FIVB Divulgação)

BLOQUEIO

– Os três melhores bloqueadores da competição já foram eliminados: De Voorde (BEL), Kozamernik (ESL) e Parkinson (HOL). A notícia ruim para o Brasil no fundamento é não ter nenhum atleta no top 20. Maurício Souza aparece apenas em 23º e Lucão é apenas o 49º. Em vários jogos os adversários terminaram a partida à frente do Brasil na quantidade de pontos de bloqueio. Em algumas ocasiões, porém, os bloqueadores brasileiros estavam conseguindo amortecer muitas bolas, algo decisivo para gerar contra-ataques. Mas é preciso crescer mais contra as potências que estarão no caminho a partir de agora.

SAQUE

– O russo Mikhaylov, o italiano Zaytsev e o ponta Sander são os três melhores sacadores. Impressiona como o destaque da Azzurra aparece bem em várias estatísticas diferentes no Mundial. Esse também é outro fundamento sem brasileiros bem posicionados. Douglas Souza é o melhor, em 26º. Na comparação com Rússia e EUA, rivais da Seleção na próxima fase, vejam a diferença: são três russos à frente de Douglas, além de quatro americanos. O passe brasileiro será testado de verdade.

DEFESA

– O líbero Thales aparece em terceiro lugar nas estatísticas de defesa. Uma posição a ser comemorado, já que a presença de Maique na lista para o Mundial sugeria um revezamento entre os líderes durante os jogos, com Thales no passe e Maique na defesa. O desempenho do titular, porém, fez Renan Dal Zotto não utilizar a estratégia dos dois líberos em quadra.

PASSE

– Já elogiei a presença de Zaytsev em destaque em vários fundamentos. É a vez de fazer o mesmo com Sander. O novo reforço do Sada/Cruzeiro, já citado acima no ataque e no saque, aparece ainda em terceiro lugar na eficiência de passe, atrás apenas e Ngapeth e de Zatorki, líbero da Polônia. Uma campanha muito boa do ponta americano até aqui.

Bruninho na partida contra a Austrália (FIVB Divulgação)

LEVANTAMENTO

– Cinco dos seis levantadores titulares das seleções sobreviventes no Mundial estão no top 10 do fundamento: Christenson (EUA) é o primeiro, Jovovic (SER) é o terceiro, Grankine (RUS) está em quinto, Bruninho é o sexto e Gianelli (ITA) está em oitavo. O polonês Drzyzga destoa, ocupando o 21º lugar.



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