Os dois melhores estão na final



Não foram aqueles jogaços que muita gente esperava (me incluo nesta lista), já que os playoffs eram de arrepiar até então. Não teve aquela alternância que partidas decisivas costumam mostrar. Mas é inegável que a presença de Rexona-Ades e Dentil/Praia Clube na decisão premia os dois melhores times da Superliga.

Nesta segunda-feira, os dois primeiros colocados da fase de classificação fizeram valer o fator casa e festejaram, no Rio de Janeiro e em Uberlândia, a vaga na final.

Na abertura da rodada, o Rexona garantiu a incrível marca de 12 decisões consecutivas ao atropelar o arquirrival Vôlei Nestlé por 3 a 0, parciais de 25-20, 25-23 e 25-16. Se eu pudesse escolher apenas uma palavra para definir o jogo ela seria tranquilidade. O time carioca teve tal qualidade, enquanto o rival de Osasco sofreu com a falta dela.

A vitória foi construída com poucos sustos, com mais uma atuação maiúscula de Natália e com a presença merecida de Roberta na equipe titular, após ter entrado bem nos jogos anteriores saindo do banco de reservas. O fundamento que fez mais diferença a favor do Rexona foi o saque. Pobre recepção do Vôlei Nestlé, que sofreu durante grande parte do jogo. Carcaces, Gabi, Suelle… Ninguém conseguia dar consistência para o fundamento. E não dá para vencer um rival tão acertadinha sem passe.

O Praia Clube, por sua vez, garantiu presença pela primeira vez em uma decisão de Superliga. E também tem muito direito de festejar tal feito. No clássico contra o Camponesa/Minas soube tirar, uma a uma, as melhores jogadoras do rival de quadra. Mari Paraíba, Rosamaria, Tandara… Os pilares ofensivos do Minas foram, aos poucos, sucumbindo. A talentosa Naiane também sofreu. Errou mais do que está acostumada. Vai tirar um grande aprendizado da pressão de um jogo decisivo. Do outro lado, tudo dava certo. Até a levantadora Claudinha dando tocos em sequência em Tandara, a melhor do confronto anterior. Mas deve ser ressaltada também a atuação de gala da jogadora no levantamento, fazendo o time todo jogar em um 3 a 0 incontestável.

Para encerrar a noite, uma daquelas coincidências que apenas o esporte pode promover. Monique foi eleita a melhor do clássico dos clássicos. A irmã gêmea Michelle ganhou o troféu no duelo mineiro. Fico imaginando o tamanho do orgulho da família Pavão neste 28 de março de 2016.

 



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