Os deuses estão do nosso lado?



Chego à redação do LANCE! e ouço de repórteres e editores aqui a mesma linha de pensamento: “tudo está conspirando a favor do Brasil, hein?”.

Eles se referem ao sorteio que colocou a Argentina no caminho da Seleção masculina, nas quartas, e também à definição da Itália como rival na semifinal.

E eles não deixam de ter razão. Pegar os hermanos era a melhor situação do sorteio para o Brasil. O time de Bernardinho provou isso nesta quarta, fazendo um 3 a 0 com autoridade nos vizinhos sul-americanos. Terminado o duelo, hora de ver EUA x Itália. E não é que a Azzurra aplica um outro 3 a 0, sem dó nem piedade, nos atuais campeões olímpicos?

Isso deixa o caminho para a final bem mais aberto para o Brasil. Mesmo com a provável ausência de Leandro Vissotto, que teve um problema muscular na virilha ainda no primeiro set do jogo de hoje, a Seleção é melhor do que a Itália. Sem querer menosprezar os italianos, tenho muito mais respeito atualmente pelos americanos, que hoje fizeram uma das suas piores partidas nos últimos dois ciclos olímpicos. Temos de ter muita atenção no passe, já que o saque da Itália foi arrasador hoje, com Savani e Travica marcando quatro aces cada.

Sobre o clássico sul-americano, alguns pontos positivos do Brasil. Murilo tem voltado a ser constante em todos os fundamentos, algo que havia feito com louvor no Mundial de 2010. Foram 14 pontos, sendo 12 no ataque e dois no bloqueio. Além disso, teve 73,6% de acerto no passe. Wallace substituiu Vissotto à altura, mas agora teremos de improvisar, provavelmente Thiago Alves, na inversão de 5-1. E tenho gostado bastante da atitude e da reguridade de Sidão. O time está encorpando. E, para desespero dos rivais, sabe ganhar. E isso pesa numa Olimpíada.

 

 



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