Os desafios do Sada/Cruzeiro no Mundial



Começará nesta terça-feira o Campeonato Mundial masculino de clubes, em Betim (MG). E o desafio do Sada/Cruzeiro, nesta edição, me parece bem maior do que foi em 2015.

Explico, em itens.

– Defender o título é sempre um peso extra para qualquer time, em qualquer esporte. É a tal da máxima: “Chegar ao topo é difícil. Manter-se é mais difícil ainda”. Concordo com a tese, por mais que esse time do Cruzeiro seja experiente, testado e comprovadamente vencedor.

– Será o primeiro grande teste do time de Marcelo Mendez sem Wallace, agora no Funvic/Taubaté. O oposto foi uma referência do Sada/Cruzeiro nesta década. Transformou-se em um dos melhores jogadores do mundo. Tinha uma sintonia fina impressionante com o levantador William. Alguém acha que ele não fará falta? Evandro, o substituto, não tem exatamente as mesmas características. É mais alto, porém, menos explosivo. O entrosamento com William foi ganho em toda a preparação da Seleção neste ano para a Rio-2016, já que ambos treinaram quase sempre juntos na equipe reserva de Bernardinho. É esperar para ver em quadra como esse fator poderá ajudar.

– O Sada/Cruzeiro terá mais uma vez o Zenit Kazan como adversário. E os russos são comprovadamente uma potência. Venceram os brasileiros na primeira fase no último Mundial e depois perderam na decisão. Qualquer time com Leon, Matt Anderson e Mikhaylov deve sempre ser tratado com todo respeito do mundo. E mais: desta vez eles chegaram mordidos pelo revés em 2015. Promete ser um duelo à parte no Mundial.

– A edição 2016 da competição está mais forte do que as anteriores. Além de Sada e Zenit, o Trentino carrega toda a tradição vencedora. Vejo o time titular italiano mais fraco do que o de brasileiros e russos, mas ainda assim muito perigoso: Gianelli, Stokr, Lanza, Urnaut, Solé, Mazzone e Colaci. Os argentinos Bolívar e UPCN também se reforçaram e deverão ser dois ossos duros de roer. O Bolívar conta com o australiano Edgar, oposto de 2,12m, como referência. No time também estão jovens com futuro na Argentina, como Bruno Lima, 20 anos, que disputou a Rio-2016, o brasileiro Piá e um técnico de primeira linha: Javier Weber. Na UPCN, figurinha repetida em Mundiais recentes, o central brasileiro Gustavão (2,15m) é uma das caras novas. É um time experiente, “jogueiro” como se trata na gíria do futebol. E com o experiente (e provocador) Vermiglio como levantador. Neste cenário não coloco o Minas, outro brasileiro na competição, na lista de favoritos. Jogará como franco-atirador, tendo o cubano Bisset, que esteve lesionado na reta final do Mineiro, como carro-chefe.

Simon comemora ponto na final do Mineiro (Divulgação)

Simon comemora ponto na final do Mineiro (Divulgação)

Coloquei acima a lista de dificuldades para acreditar em um Mundial mais complicado para o Sada/Cruzeiro. E como driblar tudo isso? Simon é um reforço de primeiríssimo nível para qualquer time do mundo. E certamente dará um peso muito maior ao meio de rede do time, além de ser um sacador potente. William ganha assim uma bola de segurança no meio, uma excelente notícia para não sobrecarregar Leal, o outro jogador top deste elenco. Filipe e Serginho seguem firme na formação de uma linha de passe segura. E no banco Marcelo Mendez faz a diferença.

Qual a aposta de vocês?



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