Os cortes na Seleção masculina



Murilo, Isac e Tiago Brendle foram os três últimos cortes na Seleção masculina para a Rio-2016. A definição aconteceu após a derrota do Brasil para a Sérvia, na decisão da Liga Mundial, ontem, em Cracóvia (POL).

Não dá para tratar como 100% esperado, concordam?

A principal novidade é a ausência de Murilo na lista dos 12. O ponta vinha há alguns anos lutando contra um problema no ombro direito. Ele passou por cirurgias, viveu um ciclo olímpico de incertezas, mas sempre fez parte das principais convocações. Mas na Liga Mundial outros problemas físicos o tiraram de ação: no peitoral durante a gira europeia e depois na panturrilha, ficando fora das finais.

Antes da Liga, conversei com Murilo em Saquarema, no lançamento do uniforme olímpico (ele é o principal garoto propaganda da Olympikus, fornecedora de material esportiva da CBV). Foi o dia do anúncio da despedida da Seleção depois da Rio-2016, vocês devem ser lembrar. Ele dizia estar mais confiante para fazer o movimento de saque e com menores limitações para atacar.

Murilo , Escadinha e Sidão na apresentação do uniforme (Wander Roberto/Inovafoto)

Murilo , Escadinha e Sidão na apresentação do uniforme (Wander Roberto/Inovafoto)

É indiscutível o currículo de Murilo. Ninguém é eleito o melhor jogador de um Campeonato Mundial e de uma Olimpíada, como acontecido com ele em 2010 e 2012, à toa. Mas também não dá para negar sua queda de rendimento após a última cirurgia. Um corte duro de ser feito por Bernardinho, que vai apostar em Lucarelli, Maurício Borges, Lipe e Douglas Souza para a posição. Admito que achava que Murilo seria mantido entre os 12, mesmo sem estar 100% fisicamente.

Além do quarteto, o Brasil terá os levantadores Bruninho e William, os opostos Wallace e Evandro, os centrais Lucão, Maurício Souza e Eder, além do líbero Escadinha.

Isac foi outro a perder espaço por problemas físicos. O técnico, ainda durante os amistosos preparatórios para a Liga, reclamou da forma do central ao se apresentar após a Superliga. Durante a Liga Mundial ele teve chances, mas estava tecnicamente abaixo dos outros três. Já Brendle, apesar da boa temporada pelo Brasil Kirin, sempre foi a segunda opção do setor.



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