Opinião sobre a renovação de Zé Roberto



Escrevi algumas linhas para a edição desta sexta-feira do LANCE! sobre a óbvia renovação de José Roberto Guimarães até 2016 com a Seleção feminina.

Nada mais justo, lógico e merecido. Assim encaro a renovação de Zé Roberto até os Jogos de 2016.

Ele vai para o terceiro ciclo olímpico completo com a Seleção feminina (para os Jogos de Atenas, ele assumiu o comando apenas um ano antes da competição). Logicamente, existe um desgaste natural, mas nada que impeça a repetição, no Rio de Janeiro, do resultado de Pequim-2008 e Londres-2012.

O tricampeão olímpico foi do inferno ao céu neste ano, sendo questionado pela primeira vez em dez anos de trabalho. Pode ter errado em algumas decisões, admito. Mas Zé seguiu suas convicções. Assumiu correr riscos, principalmente ao surpreender o próprio grupo e a opinião pública cortando Mari.

Muitos de nós, brasileiros, iríamos crucificá-lo caso a Seleção tivesse sido eliminada precocemente na Inglaterra. Mas ele voltou para casa com mais um ouro e, certamente, com lições aprendidas para não repetir no novo ciclo.



  • Darci

    Espero que o Bernardo renove também. Acho que não há técnicos mais preparados do que os dois para encarar Rio-2016. Vai ser pedreira.

  • Luiz

    Que bom! Como eu escrevi no blog do concorrente, afirmo aqui que esta renovação é pensando em apenas uma possibilidade: vitória em casa, nas olimpiadas de 2016; glória, festa, ruas paradas, atos de heroismo, mídia, Globo em festa, Zé Roberto carregado nos ombros.
    Mas, como a vida dá reviravoltas mirabolantes e gosta de pregar peças, há uma outra possibilidade para tudo isto, não é mesmo? O Zé já esteve lá, e se o mundo for mesmo justo, para lá vontará. O Bernardinho aprendeu. Duramente, mas aprendeu. Hoje é a humildade em pessoa – não sei até quando, é claro.

  • Afonso RJ

    Perfeito o post, Daniel. Concordo inteiramente com tudo.

  • tuliobr

    Particularmente acho que uma permanência tão longa de um técnico no cargo traz o risco de estagnação de idéias, acomodação, desgaste ou uma combinação maligna de tudo isso. Mas a próxima Olimpíada é um caso especial, por ser no Brasil. E nós, brasileiros, somos terríveis e tornaremos um inferno as vidas dos atletas e técnicos que tenham alguma projeção, com requintes de sadismo e crueldade, pelos próximos quatro anos. Muitas vezes parecerá inclusive que torcemos e temos mais prazer com o fracasso e a queda de nossos compatriotas do que nas vitórias e conquistas. Assim, dentre os técnicos disponíveis, somente JRG e Bernardinho têm costas largas o suficiente para terem alguma chance de sobrevivência no cargo sem serem derrubados ou surtarem. (fugindo do assunto, aplico o mesmo raciocínio ao antiquado Felipão na CBF). No caso específico do JRG, com certeza ele manterá o time entre os favoritos, mas eu torço para que ele, agora que a poeira está mais assentada e permite ver as coisas com mais clareza, e o ruído dos elogios e do choro não mais o impedirá de ouvir sua consciência crítica, possa concluir que, se em 2008 ele foi o piloto da nave, em 2012 ele foi passageiro, e um passageiro às vezes inconveniente, e que o pouso só teve sucesso porque o comandante ianque absteve-se de seguir o exemplo do Bernardinho e “jogar com o regulamento”. Para não passar pelo mesmo aperto do conturbado ciclo de Londres, JRG precisará reavaliar suas estratégias. Torço pelo seu êxito.

    • Luiz

      Como eu disse, o que vale é a vitória, não importa como ela venha. O melhor técnico do ano só não foi emilinado das olimpiadas porque o outro técnico é muito honesto. Eu só gostaria que todos vissem a postura do Zé Roberto o ciclo inteiro, até vencer o jogo contra a Russa, em Londres. Depois deste jogo, ele virou o amiguinho, o papai, o molequinho que da peixinho no chão. Que bonitinho!

      Se avaliassem direito, veriam que quem venceu foram as atletas. Fabiana, Taissa e Fabí nem olhavam pra cara dele nos tempos ténicos. Elas não aguentam mais este cara, e o pior de tudo é que vão ter que aceitar. É só ver que as únicas que falaram bem do Zé após a conquista foram Jaqueline e Dani Lins. Por que será? Me recuso a responder.

      • Juju

        Tulio e Luiz, fizeram uma sintese perfeita do que penso. Mas ainda acrescento o fato do Zé Roberto estar treinando um time feminino, acho extremamente ruim, fico me perguntando será que alguma jogadora do Amil pode ser convocada em razão pura e simplesmente por jogar no clube de Campinas? Seja por protecionismo ou conveniência ao patrocinador? A Copa Yeltsin me deixou uma péssima impressão, bem como o corte da Fabiola e a presença da Fernandinha em Londres. A Fernandinha é melhor que a Fabiola? Na minha opinião não, mas opinião é pessoal, então fica sempre uma interrogação, entre o que é opinião do treinador e o que é interesse. Acredito que a renovação do Zé Roberto e do Bernardinho não são tão definitivas assim para 2016, apesar do excelente relacionamento entre os técnicos e o Ari Graça, o Luiz disse bem: no final só o resultado interessa, e se este não vier em 2013 e 2014, acho sim que pode haver mudanças, até porque o Ari Graça já começa a ser questionado pelas incoerencias na SLV, mesmo que este questionamento ainda não chegou as grandes mídias, leia-se Rede Globo/SPORTV, que ainda infelizmente tem uma forte capacidade de formação de opinião no país. A renovação agora era o mais óbvio, mas para um futuro próximo a permanência até o Rio 2016 vai depender de outros fatores.

        • Luiz

          O pior de tudo é que os jornalisas estão todos felizes com a renovação dele. É claro! Ninguém tem peito de ir atrás da verdade.

      • Eduardo Araujo

        A entrevistas que eu li e vi a Jaque não defende ele não ela não ataca o mesmo, para o BandSport a mesma declarou que pensou em sair apos o corte da Fabíola, se vc quiser ver a matéria a mesma esta no youtube.

        • Daniel_Sam

          Concordo com vc, a Jaqueline deixou sua opinião escapar, e até com lágrimas nos olhos, dela e também da Fabíola!
          A Fabíola inclusive, quase soltou isso antes da própia Jaque falar isso, basta observar a hora em que a Fabíola fala a seguinte frase:
          “conversei com as meninas e pedi que elas ficassem tranquilas e fossem para jogar tudo o que podem, e não pensassem em mim, pois eu estaria em casa orando por elas”…

  • Thamyres

    Que venha mais um ciclo com muitas vitórias da nossa seleção.
    2016 vai ser pesado, pessoas quem nunca se interessaram por certos esportes vão se achar no direito de cobrar resultados e os únicos resultados que serão validos serão aqueles que nos trouxerem medalhas.
    Mas falando do vôlei, antes de 2016 temos o Mundial de 2014, titulo que as meninas ainda não tem. Então, bora lá ZRG, bora continuar sendo o esporte mais campeão do Brasil.

  • Eduardo Araujo

    Daniel eu particularmente não gostei, não vou discutir a capacidade dele afinal tem 3 medalhas, no final do ultimo ciclo olímpico ele fez muita besteira, tanto que o quadro que as atletas pintam é totalmente diferente do que ele pinta, basta ver as poucas e curtas entrevistas das atletas.

    A jaque para o BandSports declarou que pensou em sair da seleção depois do corte da Fabiola, outras jogadoras não gostaram desse corte assim como o corte da Mari, a declaração da Fabizona falando que falou com ele e colocou os pingos nos Is depois da reunião com as atletas e nenhuma delas desmentiu a Mari, isso prova que o clima entre as principais jogadoras da seleção e o treinador não é legal!!!

    O mérito dele foi aceitar as reclamações das jogadoras e colocar o time que elas queriam em quadra, claro que teve a parte tática de toda a equipe e isso não é somente mérito dele, mas sim de todo um trabalho da comissão técnica.

    Agora ele pode ser um grande técnico, mas sem boas jogadoras ninguém faz milagre, a Sheilla já pediu dispensa alegando que esta cansada e quer se dedicar mais ao Sollys, quem não garante que as jogadoras não façam alguma coisa para tirar o ZR da seleção, afinal se o clima é ruim será que as atletas vão querer trabalhar com ele? é bom agente lembrar que no esporte geralmente quem manda são os atletas afinal tem muitas histórias do grupo mandar embora o técnico e na seleção feminina já aconteceu.

    • Luiz

      Antes do primeiro jogo das olimpiadas o Zé Roberto disse: “Se alguma jogadora estiver insatisfeira com os cortes que fiz, que veham valar comigo”. Esta frase foi dita em tom de arrogancia. Então, prova que a coisa não estava boa.

  • romano

    vou entrar no achismo, era a escolha óbvia, mas ele neste último ano já demonstrou não ter mais o time nas mãos, fez cortes polêmicos que derrubaram o time para que depois as jogadoras conseguissem se levantar mais fortes, o que aconteceu de fato, mas duvido que esse era o planejado.

    outra coisa que já se percebe nesta superliga, e visto no campeonato paulista, é que ele está mais nervoso que o normal, nas olimpíadas as instruções deles eram sempre negativas, tipo “viu a merds que vc fez…”, era chutar o cachorro ferido, depois melhorou, e vejo o mesmo comportamento na Amil. Espero que ele perceba que precisa também se trabalhar, os tempos, jogadoras, times e etc mudam, e parece que o Paulo Coco está com mais espaço também, o que não sei se é o melhor, já o vimos no Volei Futuro… Nos tempos técnicos não gosto de vê-lo falando das fragilidades das jogadoras que ele conhece da seleção, nem o aproveitamento que ele faz das jogadoras da Amil nas seleções B, há tantas boas jogadoras jovens que não tem oportunidade

    è torcer para este ciclo seja de renovação, mas não só das jogadoras.

  • daniel

    “Dai a César o que é de César”.
    Não dá para tirar os méritos de um técnico tri-campeão olímpico, mas nesta Olimpíada o grande triunfo foi de Thaísa, Sheilla, Jaqueline, Dani Lins, Fabiana, Fabi, Fernanda Garay, Adenízia e Paula Pequeno. Essas sim, saíram do fundo do poço no qual foram jogadas e venceram.
    Mesmo assim, concordo com a manutenção dele no cargo, afinal não é porque meteu os pés pelas mãos neste ciclo olímpico, que repetirá no próximo. A fatídica derrota para a Coréia fez com que ele entendesse (depois de todo mundo!) as lambanças realizadas.

  • Leoo

    Eu so’ quero ver um BASILxALEMANHA com MARIxZE’ ROBERTO e com vitoria da MARI, CLARO!!!

    • Juju

      Ah essa eu também quero ver…rssrsrsrsrsrssss

    • Luiz

      Gente, esta história de Mari na Alemanha foi super mal interpretada. Ela não disse que quer jogar, apenas disse que se quisesse jogar internacionalmente por seleções teria onde jogar. Ela NUNCA faria isto.

      • Juju

        Eu sei Luiz, mas acredito que mesmo se as lesões deixarem ela voltar a jogar em alto nível o Zé não convoca mais a Mari. E ela merecia muito realizar esse sonho de jogar mais um mundial e olimpiada. Se pra realizar o sonho tem que ser pela Alemanha, que seja, torcerei muito pra que ela consiga jogar o seu melhor voleibol. Também depois de tudo que muita gente falou e esta falando mal dela, acho que seria até melhor ela jogar pela Alemanha. Sinceramente, eu tento, mas não consigo entender essa perseguição de grande parte do público e da imprensa contra a Mari, uma baita jogadora, uma das melhores jogadoras de volei que tive o prazer de ver jogar.

    • Aline

      Acho q a MARI foi corajosa,falou muitas verdades q estavam entaladas na garganta de muitas jogadoras e de muitos jornalistas esportivos q não tiveram coragem de falar!Admiro essa atitude de MARI, principalmente pela forma como foram feitos os cortes:muito dolorosos e sem agradecimentos pelos serviços prestados.O próprio depoimento da Fabíola prova isso, foi cortada no saguão do aeroporto de forma fria,Zé Roberto não a abraçou, nem sequer lhe apertou a mão e agradeceu,o que custaria um pequeno gesto de gratidão num momento tão delicado? Quero ver também esse confronto Mari x ZRG nesse Alemanha x Brasil, vou torcer p/ Mari óbvio!

  • Paula

    Eu fiquei muito feliz com a renovação do Zé Roberto e não concordo com tantas críticas direcionadas a ele nem com a postura de suas comandadas. Já escrevi anteriormente, se o time dos sonhos das jogadoras com Mari, com Fabíola e com Camila Brait fosse realmente o ideal, essas meninas tinham conseguido faturar os dois últimos Grand Prix e a Copa Mundial ano passado. Não conseguiram nem garantir a classificação antecipada para os Jogos de Londres. A equipe só reagiu depois dos cortes e de quase ficar pelo caminho na primeira fase das olimpíadas. Será que a Dani Lins revelaria a excepcional levantadora que é se ainda dividisse a responsabilidade com a Fabíola? E o mesmo para as demais jogadoras. A Fabi deveria ser a primeira a ficar quieta porque se fosse pela opinião pública, a convocada teria sido a Camila Brait. E sobre a Natália, realmente foi uma convocação que não entendi, mas acredito que o Zé teve seus motivos. Ele pode ter errado por isso, mas o fez consciente de que ele teria que arcar com as conseqüencias de suas escolhas. E ele conseguiu trazer o ouro não apenas por ter um grande elenco como também ser um excelente estrategista, conseguindo matar o jogo dos EUA. E se essa historia de que a seleção só foi ouro porque as atletas se reuniram e resolveram dar tudo de si for verdade, eu fico imaginando o que há de bom nisso. Quer dizer que elas quase perderam a primeira fase porque estavam de biquinho para o chefe? Isso é profissionalismo? Quem elas estavam representando em Londres? Parabéns Zé!

    • Juju

      Discordo Paula, na parte que vc diz que foi biquinho para com o chefe. Quando trabalha-se mal psicologicamente, o rendimento cai, em qualquer área de trabalho, é involuntário não conseguir render. Aliás, no Brasil tem uma concepção, totalmente equivocada, que o técnico tem o direito de esculachar o atleta, oras o atleta é um profissional que merece respeito no desempenho de sua profissão, este modelo “Karpol” está totalmente ultrapassado. E essa coisa que o técnico está sempre certo também não é correto a maioria dos técnicos são ex altetas, não dá pra ficar ouvindo o time inteiro, é lógico, mas posar de dono da verdade também não é legal,nunca sabemos tudo, a vida é um eterno aprendizado. O Zé anda muito nervoso, gritando com as atletas, e o Paulo Côco ainda é pior que ele, totalmente grosso, eu não falo do jeito que ele fala nem com os meus cachorros ainda mais com alguém que trabalha comigo.

      • Paula

        Juju, até agora não ouvi o Zé esculachar nenhuma jogadora. Se no calor do trabalho ele é grosso e nervoso, acho isso totalmente normal, desde que não se recorra a xingamentos de baixo calão. Na vida profissional, os líderes mais talentosos costumam tambem ser perfeccionistas e não tão fáceis de lidar. Isso não é só no esporte, mas em qualquer área de trabalho. Acho que as meninas, como profissionais que são, tem que entender isso. Quem faz parte da seleção brasileira tem que saber conviver com pressão, que é muita e de todos os lados. Estou achando muito feia essa postura de algumas delas em expor o Zé dessa forma na mídia. Coisa de fazer picuinha. Acredito que o Zé também estava insatisfeito com algumas delas e com motivos. A diferença é que ele é ético e profissional o bastante para saber que roupa suja, se lava em casa.

        • meyre

          Concordo plenamenta contigo Paula.
          O ZRG sempre foi muito correto com a Mari, inclusive dando varias chances à esta garota.A Mari devia falar menos, e cuidar de jogar bola, isto sim. Se tivesse jogando um bolão , não teria sido cortada, obvio.
          O ZRG foi certeiro nos cortes, a prova é que faturamos o ouro.
          E para as jogadoras que nao estão satisfeitas , que conversem com o técnico, e não fiquem mandando indiretas através da imprensa.

  • Logan

    Maracanazinho, Pan 2007.

    • Luiz

      kkkkkkkkkkkkkkkkkk

      É o que eu disse: todo mundo só está pensando em vitória em 2016, mas esquecem que há duas possibilidades.

  • André

    O mérito maior da medalha de ouro foi sem dúvida das jogadoras, mas não entendo o motivo de diminuir a conquista por parte do ZRG. Li muitas vezes nesse blog críticas sobra a escolha de determinadas jogadoras: jaqueline era chamada de Jaquetoco, Toqueline, mtos achavam que a escolha por ela tinha um viés pessoal ou até o dedo de algum patrocinador por trás. Ora, quem bancou ela de titular e viu ser a melhor jogadora da final foi o técnico. O mesmo vale para a Fabizinha, a grande maioria (inclusive eu) teria optado pela Camila Brait, mas a experiência prevaleceu e vamos concordar que ela jogou muito bem a partir das finais. O raciocínio pode ser estendido à própria Pani Lins (ops, Dani Lins).
    Outro ponto, não vejo como favor a classificação do Brasil com a vitória americana na última rodada. Elas sabiam que o primeiro colocado da outra chave era a Rússia. Ao meu ver, as americanas preferiam enfrentar a nossa seleção em uma eventual final, pelo fato de saberem anular nosso jogo e terem ganho os últimos jogos da gente, do que a incógnita Rússia. Por esse motivo eu acho que elas jogaram pra vencer sim, mas pra botarem um time forte e não a baba da Turquia contra as gigantes russas.

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