Onde está o Darwin do mundo virtual?



As redes sociais aproximaram os fãs dos seus ídolos. Os blogs abriram espaço para que entendedores dos mais variados assuntos pudessem debater abertamente. Mas será que todos os envolvidos nesta nova realidade estavam preparados para tamanha mudança?

A cada dia que passa acredito que não. O mundo virtual virou uma terra de ninguém, sem qualquer limite. É possível esconder-se se atrás de um codinome, um e-mail, um IP qualquer. E assim os covardes aparecem para denegrir quem não pensa como eles. Ter uma opinião diferente o transforma em adversário. A partir daí, questiona-se o seu caráter, sua história de vida, como se cada vírgula fora do lugar tivesse a intenção de beneficiar A e prejudicar B.

Os “donos da verdade” não aceitam a pluralidade de ideias e a discussão democrática, educada, pontuada por fatos e argumentos. Preferem o fanatismo, que leva ao radicalismo total. Tudo isso cansa e exige uma reflexão. Vale a pena? Ou será que os verbos bloquear e apagar serão cada vez mais conjugados neste mundo de Twitter, Facebook, blogs e afins?

Espero, de verdade, que valha. Como aconteceu séculos atrás, uma seleção natural precisa acontecer também no mundo virtual. Quem é extremista, adora xingar, não sabe dialogar e gosta até de ameaçar, vai encontrar seus iguais e terá espaço para destilar diariamente seu veneno. Enquanto isso, as pessoas que sabem ler, conseguem organizar um pensamento lógico, possuem educação e respeitam o outro, vão encontrar um ambiente inteligente, democrático, livre de preconceitos e que possa, de alguma forma, ajudar esta sociedade cada vez mais desumana a encontrar o rumo do bem.

Que o novo Charles Darwin chegue logo!



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