O vôlei vai lutar contra o racismo, parte 2



A CBV iniciou nesta quinta-feira a prometida campanha contra a discriminação no esporte. Relembre aqui: Vôlei contra o racismo

Foi divulgada pela entidade um decálogo de princípios (veja abaixo) que deverá ser observado nas competições realizadas no país.

Nesta sexta-feira, nos jogos Rexona-Ades x Pinheiros e Sada/Cruzeiro x Funvic/Taubaté, válidos pela Supercopa, os atletas entrarão em quadra, em Itapetininga (SP), com faixas pedindo “não à discriminação”. A expressão será ainda transformada em hashtag e usada pela CBV nas mídias sociais.

Na próxima semana, durante a etapa de Bauru (SP) do Circuito Banco do Brasil de vôlei de praia, os atletas voltarão a expor as faixas contra o tema.

Por fim, a CBV repassará uma instrução aos delegados dos jogos para relatem nas súmulas qualquer atitude discriminatória, permitindo julgamento dos casos no Tribunal de Justiça Desportiva da entidade.

Que seja um marco para o vôlei não conviver mais com os casos de Fabiana, Wallace, Ramirez, Fernanda Ísis e Michael.

Desabafo de Fabiana após sofrer racismo em BH

Desabafo de Fabiana após sofrer racismo em BH

Confira a íntegra do documento divulgado hoje pela CBV:

“O esporte é arena de confraternização de todos e a Confederação Brasileira de Voleibol (CBV) estimula e encoraja todos os atletas, treinadores, membros de comissões técnicas, dirigentes, árbitros e demais profissionais ligados ao desporto a praticarem regras de bom convívio, tolerância e respeito à diversidade. Desta forma, vejamos os preceitos:

Não ao preconceito – A CBV refuta qualquer forma de juízo preconcebido.

Não à discriminação – A CBV não aceita nenhum ato discriminatório em relação a raça, etnia, nascimento, moradia, língua, religião, condição social ou econômica, posição política, nível de instrução, gênero, opção sexual, idade, condição de pessoa idosa ou portadora de deficiência e qualquer outra motivação.
Não ao privilégio- A CBV também não aceita qualquer tipo de favorecimento.

Estimular a aceitação da diversidade – A CBV estimula iniciativas em favor da diversidade.

Exigir respeito da torcida com relação à condição humana – A CBV não tolera qualquer manifestação de torcida que desrespeite a condição humana de outros torcedores, profissionais do desporto e demais envolvidos em eventos esportivos.

Coibir atitudes discriminatórias nas competições – A CBV cobra de todos os organizadores de jogos e competições que tomem sempre todas as providências necessárias no sentido de coibir quaisquer atitudes discriminatórias.

Zelar pela comunidade do voleibol – A CBV espera atitude proativa de toda a comunidade do voleibol de forma a preservar o ambiente de respeito ao outro.

Invocar a lei – A CBV informa que a prática de discriminação é passível de ser punida de acordo com as normas do Código Brasileiro de Justiça Desportiva e das leis vigentes no país.

Reconhecer a dignidade da pessoa humana – A CBV é solidária à Declaração Universal dos Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas que estabelece que todos os homens nascem iguais em dignidade e direitos.

Fazer valer a igualdade de direitos – A CBV exige respeito à Constituição Brasileira vigente, que explicita que todos os brasileiros são iguais, sem distinção de qualquer natureza”



MaisRecentes

Joelho afastará Gabi das quadras



Continue Lendo

As primeiras transmissões da Superliga na TV



Continue Lendo

Vaivém: Thaisa jogará a Superliga



Continue Lendo