O tetra Mikou



Depois do primeiro set, o tetra parecia apenas uma questão de tempo. E faço essa análise pela quase perfeição da atuação do Brasil e a performance apagada da Polônia. Mas a virada dos donos da casa aconteceu, para delírio da torcida em Katowice, e tetracampeonato mundial da Seleção ficou no quase.

Coisas do esporte. Méritos do francês Stephane Antiga, que acertou ao colocar o veterano Zagumny, um remanescente da final do Mundial de 2006, para mudar o jogo. Ele mudou o ritmo da partida, colocando em ação Mika, o atacante que desequilibrou. O bloqueio brasileiro, que estava encaixado, não se encontrou mais no decorrer do jogo e isso fez uma tremenda diferença.

Outro mérito polonês foi ter colocado a cabeça no lugar após a derrota na primeira parcial. O time todo parecia estar sentindo demais a responsabilidade de jogar uma final em casa. Jogadores presos, tensos… E eles se soltaram! Passaram a usar a torcida como combustível, não como adversária. E jogaram melhor do que o Brasil. Tão simples quanto isso.

A Seleção Brasileira errou mais do se aceita para uma decisão. O saque parou de pressionar a linha de passe polonesa, Lucarelli e Lucão tiveram uma queda de rendimento no aproveitamento de ataque, o passe de Mário Júnior não era mais o mesmo e o jogo passou a ficar muito centralizado em Wallace, que virou muita bola, diga-se de passagem. Nesta hora, faltou o Brasil ter mais um atacante em condições de receber mais bolas, já que Murilo estava nitidamente limitado por questões físicas.

Como já escrevi anteriormente, coisas do esporte. Venceu quem controlou mais os nervos em todo o jogo, quem soube tirar do banco de reservas um coelho da cartola e quem jogou melhor. Infelizmente, desta vez, não foi o Brasil.

 



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