Vaivém: O Sada/Cruzeiro ganha com a presença de Le Roux?



Com a polêmica e inesperada saída de Simon para o Civitanova, da Itália, o Sada/Cruzeiro precisou agir rapidamente para buscar uma reposição à altura. As tratativas com o staff do francês Le Roux avançaram e o jogador deverá ser anunciado em breve como reforço do clube mineiro. Isso não quer dizer que a batalha judicial contra o cubano tenha terminado.

Alguns torcedores têm me questionado sobre a mudança. Ganha ou perde o Cruzeiro com a troca de centrais?

Ganhe e perde, eu diria.

O mais fanático, talvez o mais raivoso após a saída do cubano, tende a minimizar as questões técnicas e levar em conta o cenário da forçada de barra de Simon. Para esses torcedores, o cubano não era tudo isso e já que não tinha vontade de seguir não fará falta. Não é bem assim.

Simon é um central com características bem especiais, por isso é um dos melhores do planeta. Com a versatilidade para atuar também na saída de rede, o cubano tem um ataque muito rápido e sabe se virar bem mesmo quando a bola do levantador não chega na pinta.

Le Roux

Le Roux em ação na última Liga das Nações (FIVB Divulgação)

Neste fundamento é melhor do que Le Roux, que também já se aventurou como oposto. O francês não chega a ser aquele “derrubador de bolas” implacável. Não o vejo como um central capaz de fazer tanta diferença ofensivamente falando sem levantamentos perfeitos.

Simon também tem no saque uma arma brutal. Ganhou a liberdade de Marcelo Mendez para arriscar nas últimas temporadas, mesmo com um alto índice de erros. Quando o serviço entra é dificuldade certa para a recepção adversária.

Le Roux também é um ótimo sacador. Um pouco mais regular do que o cubano, mas sem tanta explosão. Foi o terceiro melhor francês no fundamento nas finais da última Liga das Nações, o sétimo no geral. Caso mantenha a regularidade pode ser uma peça importante na engrenagem do Sada, que depende muito dos saques.

Vejo o francês mais eficiente do que o cubano no bloqueio. Os 2,09m de Le Roux fazem a diferença, além na boa velocidade para o deslocamento. Le Roux ficou em quarto nas estatísticas de bloqueio das finais da última Liga das Nações: 0,56 ponto por set. Ele também esteve no time ideal da competição, repetindo o feito de 2017 quando o nome era ainda Liga Mundial.

É preciso também colocar na balança a questão da ambientação. Apesar de Le Roux já ter atuado em grandes ligas mundo afora, existe um tempo necessário para adaptação ao clima, ao idioma, o conhecimento dos novos companheiros. Será preciso dar um pouco de tempo a ele antes de qualquer avaliação precipitada.

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