O sabor do bi olímpico



Parecia improvável antes de a Olimpíada começar. Parecia impossível depois de a Olimpíada ter começado. Depois do primeiro set da final, então…

Contra a realidade e os prognósticos, a Seleção Brasileira feminina de vôlei conquistou, neste sábado, o bicampeonato olímpico, com o 3 a 1, de virada, sobre os Estados Unidos.

Arrisco a dizer que foi o título relevante mais difícil que um esporte coletivo do país já obteve. Os fatos falam por si.

– Uma saída turbulenta do Brasil após os cortes de Mari e Fabíola.

– Uma chegada a Londres repleta de incógnitas. Quem será a levantadora titular? Natália está recuperada? O abalo pós-corte vai influenciar o desempenho do time?

Algumas respostas foram dadas na primeira fase. O time titular tinha Fernandinha, Sheilla, Paula Pequeno, Jaqueline, Fabiana, Thaisa e Fabi. E ele não engrenou. A vitória por 3 a 2 sobre a Turquia na estreia assustou. E não apenas os torcedores. A derrota para os Estados Unidos, por 3 a 1, pode até ser considerada normal. E aí veio um 3 a 0 para a Coreia. Surpresa geral. O time estava preso, errando em demasia, individualmente e coletivamente. Ali já não se pensava em sair em primeiro do grupo e cruzar com um rival mais fácil. Era brigar pela classificação.

A primeira decisão foi contra a China. Dani Lins, que esteve próximo do corte antes dos Jogos, passou a ser titular no levantamento. Fernanda Garay assumiu o lugar de Paula. A vitória por 3 a 2, com o time perdendo várias chances de faturar em quatro sets, foi pouco comemorada. A situação na última rodada era delicada. O Brasil não dependia das próprias forças para avançar em QUARTO lugar.

China e Coreia fizeram um jogo de compadres, ou melhor, comadres. Um 3 a 2 que garantiu os dois rivais asiáticos nas quartas. No jogo seguinte, os Estados Unidos, já garantidos em primeiro lugar, poderiam eliminar o Brasil. Bastava que perdessem para a Turquia. Poupar atletas? Eliminar as atuais campeãs? Não. O time americano jogou com força máxima e eliminou a equipe de Marco Aurélio Motta. Uma honestidade que merece aplausos. O Brasil entrou em quadra contra a Sérvia precisando vencer para avançar. E fez isso, sem sustos. Para quem podia ter jogado já eliminado, um alívio e tanto.

Nas quartas, duelo com a Rússia. Rival que já havia frustrado essa Seleção duas vezes no Mundial. No jogo mais espetacular que vi, o Brasil superou seis match points e passou para a semi. Neste momento, Sheilla havia recuperado o jogo que encantou o mundo anos atrás, Dani Lins demonstrava muito equilíbrio na distribuição de jogo, as centrais Fabiana e Thaisa ressurgiram, Jackie, Garay e Fabi deram volume de jogo no passe e na defesa. E o time embalou até o título. Um roteiro digno de filme de Hollywood.

Voltando à final, o que foi o primeiro set? Parecia o Brasil do início da Olimpíada. Preso, sem confiança no ataque, errando demais. E o time teve cabeça no lugar para cumprir a estratégia traçada para neutralizar a força americana no ataque.

Saque na líbero Davis. Pode parecer maluquice optar pela jogadora especialista em passe e defesa. Mas foi isso que os estudos da comissão técnica mostravam. E o saque passou a fazer estragos, não com aces, força, mas com inteligência no alvo. Assim, tirou a bola da mão de Berg, minando as jogadas rápidas pelo meio e obrigando Hooker a ser a única opção. Até ela, que voou na Olimpíada, passou a tomar bloqueios.

E o time cresceu como um todo. Jaqueline fez sua melhor partida no ataque que já vi. Um aproveitamento de 63%. 18 pontos marcados no total e a jogadora de segurança de Dani Lins. E ela também foi bem no passe e na defesa. Jogou demais.

Fabiana merece elogios. Até porque fez os sete pontos do time no bloqueio na final. Alguns em momentos importantes. E o restante do time cresceu junto, passou a errar menos, enquanto as americanas não conseguiam sair da encruzilhada que Zé Roberto as colocou.

Título da superação por tudo que escrevi acima. Título que eterniza uma geração. Título que faz de José Roberto Guimarães um tricampeão olímpico. Para poucos.

O Brasil está feliz neste sábado graças a vocês. Parabéns.

 



  • Márcio

    É preciso sempre respeitar um time campeão, por mais que o momento deles não seja bom! Dar apelidos pejorativos é uma tremenda falta de respeito. Li aqui durante esse ultimo ciclo olimpico apelidos como Pani Lins, Jaque Toco…Coisas desse tipo!! Parabéns as meninas Bi campeãs!!
    Vcs que as xingaram deveriam vir qui e se desculpar!! Sem mais!!

    • marcos monteiro

      Tem que parar com esse dodói todo amigo.Elas precisam aprender a jogar sob pressão e sem acomodação.Para tanto ,precisam as vezes pegar no tranco.Voce tem certeza que sem as cobranças,as vezes exagerada,reconheço,elas seriam campeãs?Os times brasileiros de maneira geral sofrem processos de acomodação,e necessitam de cobranças o tempo inteiro. Mas adorei a Jaquetoco hoje

      • Marcio

        Eu não disse q elas não devem ser cobradas, até pq são as atuais campeas mas vc meu caro amigo pelo visto é daqueles que adoram colocar apelidos pejorativos para incentivar…Tenha hombridade e pare de por esse apelidos idiotas!! O voley não é futebol!!

        • Carlos

          Marcio tem toda a razão, assino embaixo.

      • Sam

        Até parece que troll em caixa de comentários de blog, ou no Twitter, tem algum poder de pressionar as jogadoras de vôlei.

        De todo modo, que divertido ler as publicações passadas e ver tantos “analistas” de língua ferina prevendo coisas que, hoje, soam patéticas, ou mesmo cômicas…

        • marcos monteiro

          Tentem ver as coisas com humor moçada.É só um jogo de volei.Sam,afinal a quem se dirigia a nossa líbero durante as comemorações?Marcio,cuidado com a agressividade.A palavra “idiota” é bem mais agressiva que apelidos como :Jaquetoco, ou Fubazinha.E, volto a repetir:Quem não aguenta pressão não pode ser atleta de ponta,muito menos jogar na SFV.

    • Héllenne Vivian

      Daniel, o primeiro set fomos nós que demos aos EUA, erramos demais por afobação, determinado momento vi a Hooker comemorando “se achando”, menos Hooker!!!!
      Márcio, quando vi a Jaqueline arrebentando,kkk eu lembrava desse apelido desrespeitoso, me perguntava com que cara está ”fulano” agora que a Jaque Toco é nome do jogo.Temos que apoiar nossos atletas, não é fácil chegar na Olimpíada e nunca agredí-los por preferencias pessoais e sim criticá-los pelo desempenho com intuito de ajudar, com certeza foi utilizado cada crítica para motivá-las.
      O Zé Roberto leu os comentários que fizemos, reporto quando ele deu a entrevista após o ouro na Rede Record:”disseram
      no Brasil que perdemos para EUA pq não estudamos” não lembro exatamente as palavras, mas me senti lisonjeada pq fui uma das que escreveu isso e nesse site, juntamente com outra moça que concordou, não recordo nome desta,kkkk; a declaração dele comprovou que não estudou da forma que eu havia criticado, claro que estudou, só não da forma que declarei, pois quem viu o jogo o que foi que ele disse para Jaqueline e Garay? Batam no meio do bloqueio que as bloqueadoras estão fechando mais as diagonais, foi o que Jaqueline fez e não deu outra, anulamos todas as jogadoras, jogamos pressão nelas, Larson, Logan Tom (tendo que lagarrrrrrrrr, genteeeeeee,kkkk), agora quem eu estava louca para ver jogar era a Megan Hodge que foi diferencial no Grand Prix deste ano na fase final, perdemos pq ela não foi marcada(ainda lembro a manchete no site americando, “Brasil não resiste a Megan Hodge” “Megan Hodge bate o Brasil” , mas na Olimpíada o verbo “bater” dessa vez foi verde-amarelo, tanto que o técnico estava acostumado a não modificar o time contra o Brasil, na final em Londres ele trocou quase time todo, até a simpática Danielle Scott entrou, mesmo assim ninguém na minha vizinhança aguentava mais eu gritando : Garaaaaaaaaaaaaaaaaay,kkkk, faz a china Fabianaaaaaaaa, pega elas Fabianas , nome do jogo do Brasil na reta final.
      Dani Lins foi a maior surpresa desta final, meu Pernambuco imperou nessa final: Jaqueline e Dan Lins estavam “arretadas”. Quero destacar do Zé Roberto a humildade de abraçar a torcida quando surgiu o canto “campeão voltou”, ali eu vi a medalha de ouro nascer contra as russas. Zé Roberto e toda comissão técnica, muito obrigado pelo passeio de voleibol que demos nas americanas, eu estava engasgada com isso, até hoje lembro aquela narração em Los Angeles: “olha o bloque dos EUA”, a bola lentamente caindo e carinha da Jacque Silva triste.Fabi, não precisava mandar calar a boca nas imagens, uma atleta do seu nível não tinha mais que provar nada a ninguém,suas defesas calaram a todos que por razões desconhecidas lhe criticam de forma tendenciosa. É oooouro!!!

  • Caed

    Que bom Daniel que você estava errado…. Brasil bicampeão!!!!!!

    • Daniel Bortoletto

      Verdade. Antes da Olimpíada apostei em prata para este time. Neste caso, é muito bom ter errado o palpite

  • lucas

    Curioso pra saber a MVP…

    • Fabio

      Eu tb, não teve premiações individuais?

  • Kleber Rodrigues

    José Roberto Guimarães.

    O MAIOR técnico brasileiro de todos os tempos. De todos os esportes.

    #simplesassim

  • Jailson

    Maravilhoso…

  • Darci

    Nossa, nem sei o que escrever. Dramático do início ao fim. Delicioso.

    Jaque, a nossa pior atacante, foi a nossa melhor jogadora em quadra e o nosso diferencial justamente no ataque. Arrasou, assim como a tão contestada Dani Lins.
    Nossas jogadoras foram demais. Encararam a mais importante competição do mundo com uma atleta a menos na equipe e, ainda assim, se sagraram campeãs. Guerreiras!

    Valeram a pena todo o sofrimento e todas as madrugadas perdidas. É ouro!

  • espilingarda

    enfim nao tenho o q dizer, pra mim o brasil dificilmente ganharia o ouro mas que bom que eu sou uma retardada e o brasil é BI CAMPEAO realmente sem palavras #meninasdeouro (ao quadrado).

    • Geovanne Angelo

      Na verdade vc ñ é retardada ñ, de certa forma ninguém acreditava que o Brasil iria tão longe, devido aos péssimos jogos que fazia. Nem os EUA acreditava, o que explica em parte a vitória das americanas sobre a Turquia, o que permitiu a classificação do Brasil.

  • espilingarda

    destinee who?

    • Paula

      A Hooker poder estar em grande fase, ser uma excelente jogadora e todas essas coisas, que são incontestáveis, mas ela não é jogadora de decisão.
      Tanto é que, quem melhor jogou hoje foi a Tom, que atacou e defendeu, principalmente, muito.

      E, apesar de Sheilla e Thaisa não terem feito uma grande partida hoje (ambas estavam muito marcadas), elas não se abalaram, não desistiram e foram as protagonistas do melhor jogo dessa olimpiada (Bra x Rus).

      Sheilla pode receber muitas críticas (e, varias vezes, merece) mas, foi ela quem virou 5 match points contra a Rússia! Pra mim, MVP é isso!

    • Israel

      Será que aquele pessoal que disse que ia torcer contra o Brasil cumpriu a promessa????
      Pra eles: CHUUUUUUPAAAAAAA!!!!

  • Marcio

    Como diria o nosso velho amigo, o Tio Sam:
    U-N-F-U-C-K-I-N-B-E-L-I-E-V-A-B-L-E !!!

  • Naty

    Sensacional!
    Kd os que tanto desrespeitaram as meninas?
    Jaquetoco, Fabizinha velha, Fubazona e tantos outros insultos que li aqui?
    Todas foram sensacionais nesses jogos. Fabi acabou com Gamova e Hooker….a Hooker ficou em choque com as defesas da Fabi.
    Mas pra mim, a Jaque merece uma estátua! Uma jogadora que passou por tanta coisa horrível: perdeu um filho, contusão gravíssima no PAN….recuperar a forma e uma vaga na seleção, chegar numa final de Olimpíada e fazer o jogo que fez hoje, tem que ser “porreta” mesmo como ela diz.
    Parabéns Jaque!

    • Julia M.

      Fui uma das que critiquei Naty. Me senti (e sinto) no total direito de tal. A primeira fase que elas fizeram, foi patética. Mereceram cada crítica que receberam e acho que de certa forma, essas críticas foram importantíssimas para elas ‘renascerem’ na competição. Nunca vou considerar (por mais que a Fabi e Thaisa queiram) esse ouro um ‘cala boca’ pra quem criticou elas. Jogaram mal e foram criticadas, se tornaram monstras e merecem a exaltação. E mesmo hoje, eu ainda critico… porque o Brasil simplesmente não tinha banco de reservas. Não é nem uma questão de quem foi ou quem ficou. Mas acho que o ZRG cometeu falhas e muitas ainda. O ciclo olímpico foi feito de forma errada. Eu pratiquei inúmeros esportes coletivos, sei a importância de um grupo e tal, mas convenhamos Naty… tem atleta ali que conquistou medalha de lambuja, porque foi como ‘psicologa’, pra manter o astral, ajudar no treino… sei lá. O Brasil conquistou essa medalha na superação e no talento individual de algumas ali, quase todas as titulares. O Brasil tem talentos, mas não ‘um grupo’. Tomara que agora, com um ouro e menos pressão, a renovação seja feita corretamente, porque meninas muito talentosas como a Fernandinha, Tandara e Natália, correram sérios riscos de saírem mais queimadas que a Mari saiu de Atenas. Oq quem entende um pouco de esporte sabe o quanto pode ser prejudicial a um atleta para dar a volta por cima.

      • Naty

        Julia, também já critiquei. Criticar é normal, faz parte. O problema é que muitas pessoas são mal educadas e desrespeitaram as meninas.
        Achei muito chato o que aconteceu com Mari. Também não concordei em “trocá-la” por Tandara, porque jogadora por jogadora, Mari é infinitamente melhor.
        Mas ZRG deve saber o que faz.

    • Raimundo

      Espero que tenham aprendido se manifestar com respeito.

    • Afonso RJ

      É isso aí, Naty. Criticar é uma coisa. Desrespeitar é outra completamente diferente. Mesmo não concordando, temos que respeitar opiniões alheias. Todos tem o direito de se expressar e somos os primeiros a defender esse direito. Mas o que não tem direito é xingar, ser grosso e desrespeitoso. Esses mal educados tem que se tocar que a liberdade de cada um termina onde começa a liberdade do próximo.

  • Naty

    Daniel,
    e as premiações de melhores jogadoras?

    • volei

      MVP: Kim Yeon-Koung (Coreia do Sul)

      Maior pontuadora: Kim Yeon-Koung (Coreia do Sul)
      Melhor atacante: Destinee Hooker (Estados Unidos)
      Melhor bloqueadora: Fabiana Claudino (Brasil)
      Melhor saque: Sheilla Castro (Brasil)
      Melhor levantadora: Evgeniya Startseva (Rússia)
      Melhor recepção: Fernanda Garay (Brasil)
      Melhor líbero: Brenda Castillo (República Dominicana)

      • DiO

        Como é que dão MVP pra uma jogadora que ficou fora do pódio?

        • DiO

          Parece até a premiação do alemão que falhou na final no lugar do São Marcos…

  • romano

    foi um jogo e uma Olimpiada de superação, a Dani Lins foi simplesmente maravilhosa a partir da titularidade, não virou gênio, mas se superou e segurou a barra. Jaqueline acabando com o jogo no ataque e com a ajuda Fabizinha e suas defesas espetaculares. Quem fez outro jogo memorável, um dos melhores da carreira, foi a Fabiana, foi o nome do bloqueio e atacou com vontade. Sheilla e Garay jogaram muito também, virando bolas difícilimas, Thaisa manteve o nível alto de sempre

    o ZRG derrotou o careca americano que parecia imbatível!

    as jogadoras nos calaram com muita emoção e superação… uma grande lição!

    =)

  • Mauricio

    Também fui um dos que não acreditavam neste ouro, principalmente após o jogo contra a Coréia do Sul, na fase de classificação. Agora é só alegria! PARABENS BRASIL!!!!

  • maria

    Parabéns Zé Roberto,Fabiana,Thaisa,Dani Lins, Fernanda Garay,Sheila,Jaqueline,Paula,Natalia,Fabi,Fernandinha,Adenisia,Tandara, Paulo Coco valeu demais Brasil é bi é OURO Valeu demais que superação estou mais feliz do que em Pequim 2008 que geração essa do volei femino brasileiro uma geração vencedora.

  • romano

    “Nunca fui protagonista, mas hoje (sábado), graças a Deus, Deus me abençoou, estava abençoada, deu tudo certo. Agradeço a todas as meninas, o grupo foi muito forte. É bicampeão, é bicampeão!”, Jaqueline. MELHOR JOGADORA BRASILEIRA DA FINAL.

  • Elcio

    Uma perguntinha: cade o futebol?

    • Raimundo

      pais do futebol
      Que maravilha 1 X 2 fracasso total.

      • DiO

        Este não é o país do futebol desde 2002…

  • Eduardo Araujo

    Parabéns para as meninas, por agente não tinha banco, quando tomamos de 25 x 11, eu pensei ferro, não tem quem colocar, essas aqui estão em quadra que terão de virar a partida e viraram, achei interessante a Fabizona falando que conversou com o tecnico ZR, na crise e colocou alguns pontos nos Is.
    As escolhas do ZR dificultaram o titulo, mas as analise dele e da comissão técnica em relação aos pontos fortes e fracos do EUA, acabou ajudando na estrategia…, mas foram as seis titulares que merecem os créditos, pq tiveram que jogar por 12!!

    Parabéns Brasil!!!

    • romano

      acho que as dificuldades é que fizeram esse time jogar como jogou, todas as jogadoras titulares da final jogaram muito mesmo, mesmo a Garay sendo bloqueada e sendo no início, ela voltou e se recuperou, passou muito muito bem, defendeu e virou bolas complicadíssimas.

      essa capacidade de transformar adversidade em força é que foi o melhor desse time, inclusive comissão técnica. isso que é espirito olímpico – superar limites !!

    • Darci

      Pensei a mesma coisa ao final do primeiro set: ou essas seis que estão em quadra põem a cabeça no lugar e jogam o que sabem ou estamos perdidos. Elas jogaram.

      • Eliza

        Concordo com vcs, essas meninas se superaram ao longo da olimpíada e durante o jogo de hoje. Parabéns a todas!!!

  • romano

    ELAS ACREDITARAM !!! E VENCERAM !! a recuperação que elas, o grupo e várias jogadoras conseguiram foram espetaculares. Jogaram muito hoje, engoliram as americanas com o veneno delas, aplicação tática, pressão e muita qualidade, mas além disso temos e tivemos muito coração e garra, elas acreditaram !

    que lindo este título, parabéns seleção.

  • romano

    o capeão voltou !!! voltou como bi-campeão !

  • Paula

    Eu acreditei sempre. Tava difícil, mas eu sempre acreditei. Hoje estou sem voz! Desculpe meninos, mas amanhã vou torcer por mímica. Valeu meninas de ouro, vocês são OURO!!!

  • Clivia

    Só tenho a dizer:Parabens e Obrigada!!

  • Thiago Vitor

    Não estamos com medo, estamos com raiva

    Homenagem a seleção feminina de vôlei, bi-campeã olímpica

    CASO VOCÊ NÃO TENHA ASSISTIDO BATMAN O CAVALEIRO DAS TREVAS RESSURGE E ODEIA SPOILERS NÃO LEIA ESSE TEXTO.

    Assim como o Cavaleiro das Trevas, a seleção brasileira feminina de vôlei estava debilitada. Mas não foi para um inimigo extremamente poderoso e maligno.
    Vários fatores desgastaram esse grupo de meninas. São eles:

    Um calendário desgastante de alguns anos para cá, aonde se joga muito e se viaja muito pela seleção para depois se jogar e viajar muito pelos clubes na Superliga.
    Derrotas para Rússia e Estados Unidos, derrotas em jogos decisivos. Aonde o adversário foi superior e mereceu com justiça a vitória.
    Criticas justas e injustas em diversas etapas do ciclo-olímpico.
    Cortes inesperados de jogadoras as vésperas da competição.

    O time vencedor em Pequim estava mais velho e debilitado, Estados Unidos trocou algumas peças, se renovou e se fortaleceu. Venceu o Brasil sem dificuldade no primeiro jogo. Foi impecável em todos os fundamentos. A superioridade e força das norte-americanas era inquestionável naquele momento.
    O Brasil se arrastava nas olimpíadas, antes da derrota citada no parágrafo anterior, o Brasil venceu a Turquia com dificuldades, no terceiro jogo foi arrasa pela Coréia e a excelente ponteira Yeon Kim e sofreu para vencer a China.
    O Brasil soube se reinventar. Fernandinha e Paula Pequeno deram lugar a Dani Lins e Fernanda Garay. Contra a eliminada e enfraquecida Servia, o Brasil cumpriu seu papel. 3 x 0 e com uma melhora discreta.
    Os Estados Unidos assistiam de camarote. Assim como o restante dos que acompanham vôlei, estavam esperando a Rússia na esperada final.
    Mas ao final de Brasil 3 x 2 Russia com o Brasil salvando seis match-points com a ressurreição da Sheilla na partida e Dani Lins jogando sua melhor vôlei na vida, as jogadoras e comissão técnica dos Estados Unidos devem ter tido a mesma reação que o vilão Bane ao ver o prédio em chamas com o formato de morcego “Impossible”.
    O 3 x 0 contra o Japão foi a partida de afirmação do Brasil. Perfeito, calmo e absoluto.
    O cenário da guerra estava armado. EUA buscando revanche da final de 2008 e buscando escrever seu nome na história do esporte, Brasil buscando a vitória em um país onde não se aceita nada abaixo do 1º lugar.
    As americanas tinham um time melhor, fizeram uma campanha melhor e deveriam estar mais motivadas. Mas não era suficiente.
    Massacre. Não como não definir o 1º set em outra palavra. Estados Unidos foi perfeito, não deu chance, tudo dava certo para elas e nada para o Brasil. O Brasil estava acuado, com medo e vencido.
    Cada set é uma história, graças a Deus. Nos outros 3 o Brasil construiu a vitória que entra para a história do esporte mundial.
    Jaqueline fez a melhor partida da vida. Fernanda Garay reagiu no jogo, Thaisa e Fabiana prendiam uma bloqueadora rival. Dani Lins não jogou o que jogou contra a Rússia, mas foi muito bem. Fabi cometeu pequenas falhas, mas foi outra que calou minha boca.
    O bloqueio americano era atravessado sem dó pelas atacantes brasileiras, Logam Tom não acertava seus saques, Larson teve que sair do jogo, Hooker foi bem, mas até ela tinha dificuldades em virar as bolas. Dani Scott entrou bem, mas ela não conseguiu mudar o jogo.
    O saque brasileiro quebrava o passe das americanas seguidas vezes, forçado na medida certa. O bloqueio pontuava, parava e amortecia. As defesas deixavam as rivais perplexas. E o ataque foi corajoso, forte e talentoso.
    Eu vi esse time se erguer das cinzas, nos proporcionando um grande momento e nos transmitindo um exemplo de vida.

    Até Rio 2016

    • João Lucas

      O seu texto é maravilhoso, exatamente assim

  • Adriana

    Só consigo deizer: MUITO OBRIGADA! Eu cheguei a duvidar de vocês, me perdoem. Vocês são mais que fantásticas!

  • Erica

    Como sempre disse: Zé é o “Cara”. Todo mundo tem o direito de discordar das escolhas de um técnico, mas é preciso ter respeito!!! As meninas deram o sangue, mas se não fosse a comissão técnica, elas não teriam conseguido reagir depois do primeiro set.
    Então aqui vai: PARABÉNS MENINAS, VOCÊS JOGAM MUITO, E PARABÉNS COMISSÃO TÉCNICA PELA CALMA E SABEDORIA QUE LEVOU O TIME A ESSA VITORIA!!!

  • Afonso RJ

    GANHAMOS!!! É OURO!! GANHAMOS!! É OURO!!

    Como a maioria, eu não levava fé nem em pódio, que dirá ouro. Que bom que estávamos errados. Justiça seja feita, também houve quem nunca deixou de acreditar. Parabéns pela confiança e pela fé.

    No mais, dizer o que? Só me resta parabenizar, agradecer e reverenciar essas meninas que se mostraram verdadeiras guerreiras, além de competentíssimas. E quanto ao Zé Roberto? É o único brasileiro que tem três ouros olímpicas. Feito inédito na história do esporte nacional.

    Críticas são válidas. Fazem parte do jogo e muitas vezes são até construtivas. Eu mesmo, assim como muitos aqui em um momento ou outro criticamos a seleção. Mas sempre com respeito. Previsões pessimistas também são desculpáveis, pois a lógica dos fatos nos levavam a elas:

    Eu mesmo em 1º de agosto:
    “Não vejo culpa em ninguém. Todos deram o melhor de si… Acho que essa olimpíada “já era” para a SFV. Agora é curtir os últimos jogos que faltam e pensar na renovação para 2016.”
    Eu estava redondamente enganado (ainda bem) 🙂

    João Lucas em 30 de julho (num comentário grande, lógico e sem nada de desrespeitoso, e que na hora concordei plenamente):
    “A equipe americana só perde esse ouro se houver uma hecatombe.”
    A hecatombe tem nome: Seleção Brasileira de Vôlei Feminino 🙂

    Mas alguns pobres de espírito só sabem se expressar com falta de educação ou falta de respeito. Senão, vejamos (e dando nome aos bois):

    OSA em 1º de agosto:
    “Muito Obrigado Jose Roberto Guimarães, por ter levado as piores jogadoras pra Olimpidas
    e deixado as melhores no Brasil”

    Aline em 1º de agosto:
    “O grande culpado de tudo: ZE’ ROBERTO GUIMARAES!!! O ridiculo do Ze’ acabou com a selecao feminina psicologicamente, os cortes crueis, dramaticos e inexplicaveis, acabaram como espirito de grupo do time… O corte de FABIOLA em favor da pipoqueira amarelona da DANI LINS e o corte de CAMILA BRAIT para que NATALIA fosse fazer turismo em LONDRES…”

    Aline (novamente) em 1º de agosto
    “Ze’ ROBERTO acaba com a equipe, foi campeao em 92 no masculino e acabou com a equipe dando vexame em 96. A mesma coisa aconteceu no feminino acabou com a equipe… E’ a especialidade dele. Hugh McKeaton , tecnico dos EUA e Barbolini, tecnico da ITALIA, poem esse Ze’ no chinelo.

    Marcos Monteiro em 1º de agosto:
    “A Garay também estava rindo.E a Jaquetoco batia o pezinho no chao cada vez que errava,Umas graças.(deve ser por causa do Ary Graça).”

    Kinha em 3 de agosto:
    ““Ze roberto e Paulo Coco deveriam ganhar o premio Nobel da Quimica. Conseguiram em 4 anos transformar ouro em merda!”

    Douglas em 1º de agosto:
    “É ridículo essa panela sem explicação q o Zezão Roberto montou. Uma líbero que não defende e passa NADA (e tem gente q acha q aquela bola q pegou com pé a faz a malhor kkkkkkkk), leva uma atacante q não joga há 8 meses, com coisa q vai entrar e resolver e uma levantadora mão de pedra, Dani Lins. É de rir né.

    dan em 30 de julho de 2012
    “…a Tandara deveria se chamar Pandara, pois ela parece um panda, lento e preguiçoso, sai PANDARA!!”

    tiago em 30 de julho de 2012
    “A pior ponteira-passadora do mundo é a Jaqueline, não passa, não defende e não vira bola.
    Tira ela pelo amor de Deus.”

    lucas em 30 de julho de 2012 (referindo-se à Jaqueline e ainda por cima falando por TODOS nós – quem ele pensa que é?):
    “TODOS os torcedores tem a mesma opinião que você, ninguém entende aquela farsa entrando de titular.”

    Vou ficar por aqui, pois se fosse garimpar mais para trás, encontraria mais e mais barbaridades.

    Cadê essa turma? Deveriam ao menos ter a coragem de vir aqui publicamente se desculpar e reconhecer os erros. Mas duvido. Provavelmente vão ficar covardemente escondidos na obscuridade que é onde pertencem e de onde jamais deveriam ter saído.

    PS: Esse time me lembrou aquela “luta livre” que tinha quando eu era criança. Telecatch se chamava. O Teddy Boymarino era o “mocinho”. Entrava no ring e começava a luta apanhando feito boi ladrão para o “vilão”, invariavelmente um brutamontes maldoso. Era jogado para fora do ring, judiado de todas as maneiras concebíveis. No último minuto do último round, ela soltava uma “tesoura voadora”, um “tacre” e numa reação espetacular que levava a torcida infantil ao delírio, massacrava o adversário muito maior. Qualquer semelhança é mera coincidência. 🙂

    • Naty

      Hahahaha….muito bom Afonso!!! Exatamente!!! Kd os técnicos acima?
      Jaquetoco?
      Só 18 pontos no jogo de hoje e passando por bloqueios bem grandes….
      Jaqueline não passa?
      Essa não vou nem comentar…….fez milagres junto com Fabi…..
      ZRG ridiculo?
      Bem ridiculo mesmo…só deixou no chinelo o cara que já tinha conseguido dar um nó no Bernardinho em 2008.
      Fabizinha que não defende nada?
      Só conseguiu irritar Gamova e Hooker com seu excelente posicionamento e defesas sensacionais!
      Mas vamos parar por aqui, porque a felicidade que os amantes do volei estão sentindo é bem maior que isso…..

    • Ismael Colomaca

      kkkkkkkkk Ainda bem que você não gravou nenhum meu !

      Eu confesso que falei muito, mas foi por amor a essa seleção. Elas merecem demais o meu respeito ! Amo demais esse time… amo demais o vôlei.

    • marcos monteiro

      Pobre de espirito é voce meu caro.Vá comemorar e aprenda que as críticas também são estimulantes.Se as jogadoras não conseguem conviver com críticas, e com a pressão da torcida então procurem outra profissão.

      • Naty

        Xingar as jogadoras é fazer críticas? Sinto muito meu amigo, você deve fazer parte do grupo de brasileiros que contribuem para nossa imagem de mal educados! Parabéns a vocês!

      • Afonso RJ

        Marcos monteiro:
        Deixei bem claro que criticar é uma coisa válida. Xingar, ser mal educado, grosso, imbecil e idiota é outra coisa comple completamente diferente. E pelo visto, a carapuça serviu direitinho, né?

        • marcos monteiro

          Até o momento quem xingou foi voce.Eu fiz um comentario a respeito do que vi em quadra.Pode ter sido ironico e ate jocoso,^mas não continham as palavras imbecil, nem tampouco idiota.

    • João Lucas

      Concordo plenamente

    • Darci

      Estou sentindo falta do “Sérgio Roswell”. É assim mesmo que se escreve? Bom, é algo parecido com isso.

      • Ana

        Ele foi jogar volei com o Moreno, lembra?

        • Darci

          kkkkkkk…

    • AnaC

      Esses comentarios sao muito interessantes:

      Russo disse:
      1 de agosto de 2012 às 23:12
      Queridos, preciso dividir algo SUBLIME com vocês! Parem de sofrer, de se martizar, amarguras NO MORE…. Deu no programa do Galvão Bueno no Sportv: O Brasil será bicampeão olímpico no voleibol feminino em Londres pois pasmem!!! segundo Marcus Vinícius Freire, chefe da delegação brasileira, o nosso contrito treinador José Roberto Guimarães passou a mão num CORCUNDA ao desembarcar na capital inglesa. Fato esse que também ocorreu há exatos 20 anos atrás em Barcelona quando os rapazes levaram o ouro! BIZAAAAAAAAAAAARRO……………..

      Responder
      Nathy disse:
      1 de agosto de 2012 às 23:34
      Mas a grande questão é: a credencial tá cruzada pro lado certo???

      Responder
      lucre disse:
      2 de agosto de 2012 às 7:45
      Pode parecer BIZARRO , mas quando na premiação do grand prix quando vi a Mari entre a Juciely e a Fabiola que foram cortadas tive a exata previsão que o ZRG a cortaria visto que ele é muito superticioso .
      Vai saber o que tem movido este treinador!
      Mas é um absurdo crer que um treinador deste gabarito acredite em supertições!
      Mas depois das cagadas que Faz é o que resta !

      Responder

  • Parabens a seleção feminina de vôlei pela conquista do ouro olimpico, e tem que ressaltar a comissão tecnica que fez um trabalho espetacular depois daquela terrivel derrota contra coreia,elevou a moral da equipe e voltaram com o espirito renovado para as proximas partidas, principalmente contra ás russas,cabe ressaltar a atuação da Dani Lins, talentosa ela é,o que lhe faltava erá se uma lider e ela o fez com maestria.parabens á Dani.

  • Leo Correa

    Parabens, meninas!!!
    Q agradavel surpresa… Depois de sets ganhos serem entregues contra Turquia e China ganhamos o Ouro..Que venham os Russos amanha….

  • Júnior Tomaggi

    Que demais! Que espetáculo!!!
    Foi o ouro da garra, do espírito olimpico ,de não desistir nunca, acreditando em toda e qualquer bola! Foi um jogo digno, de encantar pela vontade, seriedade e espírito das jogadoras.
    Jaqueline foi segura e muito eficiente no ataque, o nosso passe funcionou muito bem, segurou todos os saques americanos, Fabiana muito forte no bloqueio, Dani no levantamento e ainda fico muito feliz de ver minha conterrânea de Porto Alegre Fernanda Garay jogando muito nessa Olimpiada e na final e fazendo o ponto do ouro!
    Valeu Brasil! Meninas do vôlei , vcs são orgulho para todos nós !!!

  • OSA

    Parabéns as jogadoras e ao Genial José Roberto Guimarães
    Vlw Brasil !!!!!!!!

  • ge

    sensacional o jogo as menianas jogarem de mais valeu meninas apesar de jogarem sem banco ! mais vencemos no final!

  • Caco

    Cadê aquele pessoalzinho que, antes das Olimpíadas, ficava criticando o Zé Roberto Guimarães? Diziam: não, ele tem que fazer que nem o técnico da Turquia e utilizar duas líberos, os nossos técnicos não são valorizados e tem que ir treinar Turquia, etc… Me digam uma coisa: quem é Marco Aurélio Motta perto de Zé Roberto Guimarães? O cara tem uns 35 anos de carreira, conseguiu classificar uma equipe para as Olimpíadas e já dá aulas ao Zé Roberto Guimarães? Com poucos meses de carreira o nosso técnico já era campeão olímpico… Críticos, vocês são uma comédia, mesmo! A Turquia terminou em nono na frente apenas da Argélia (oh, que feito!), Sérvia (meu Deus!) e Grã-Bretanha (timaço esse, hein?!)

  • Rafaelcasta

    Puxa saco!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

  • Claudia Daenekas

    Este time mostrou que quando se joga com garra, pé no chão e união pode-se renascer. Foi o que estas meninas fizeram: renasceram.
    Calaram a boca daqueles que não entendem nada do assunto.
    Diferentemente do futebol que de tamanha prepotência foi fazer churrasco ao invés de treinar forte. Que ao invés de fazer tanta propaganda fosse estudar o adversário e treinar pesado.
    A questão não é perder, mas saber perder qdo se joga de corpo e alma.
    O que resta a eles é só ficar com cara de m…. na frente do mundo.
    Daniel como sempre muito coerente em seus textos. Parabéns.
    Obrigada meninas de ouro por nos fazer acreditar sempre e sempre. Muito orgulho de vcs.

  • João Lucas

    Há uns dias atrás eu disse que somente uma hecatombe tiraria o ouro das americanas,e não é que aconteceu.
    O Brasil depois de uma campanha horrenda na primeira fase,onde conseguiu se classificar apenas por causa da vitória americana (que ironia)se reinventou e reescreveu sua história nas Olimpíadas de Londres.
    Primeiro veio aquele jogaço contra a Rússia que a seleção sofreu para vencer, depois a vitória fácil contra o Japão e a grande final com a temida equipe norte-americana.
    A seleção fez um bom jogo, execeto no primeiro set. A defesa anulou Hoocker, Larson e Akirandewo. Não vi essa seleção americana tão desajustada taticamente em todo ciclo olimpíco.
    Fabi mostrou seu melhor voleibol. Fernanda Garay foi essencial e esteve inspirada. Sheilla cresceu na hora mais importante dos jogos. Thaísa mesmo muito maracada na final foi a melhor jogadora brasileira em todo ciclo. Fabiana voltou a ser FABIZONA. Jaqueline mesmo não sendo a protagonista como ela mesmo disse, foi GIGANTE. E por último a tão criticada Dani Lins, sempre disse que das três levantadoras que disputavam a vaga Dani era mais técnica, porém se curvava e parava de pensar diante as adversidades, e que por isso não deveria ter ido a Londres, só que estava errado e ela me calou, pois, no momento mais tenso Dani virou titular e correspondeu, fomos campeões pelas maõs de Lins. Dani é a nossa levantadora para 2016, só que não terá que provar mais nada para ninguém.
    As reservas e antigas titulares Paula e Fernandinha não corresponderam. Paula não estava bem só que tem crédito por tudo que fez na seleção e Fernandinha não deveria ter estado ali, simplesmente pela falta de entrosamento com as jogadoras, Fabíola era a melhor opção. Adenízia, Tandara e Natália foram pegar experiência, certamente farão parte do próximo ciclo olimpíco.

    PS 1: As críticas dirigidas a seleção foram justas, naquele momento a atuação brasileira era pífia, faltava garra e cabeça no lugar.

    PS 2: Como disse acima Fabíola, Mari, Juciely, Sassá e Brait também merece uma medalha olimpíca, por toda dedicação que tiveram neste ciclo.

    • Afonso RJ

      Concordo com tudo que você disse. Parabéns pelo texto. E me permita uma brincadeira: Como eu disse acima, a hecatombe tem nome: Seleção Brasileira de Vôlei Feminino 🙂

  • Rogério Reis

    Foram muitas críticas e dúvidas; Algumas, como as do colunista, construtivas que possivelmente ajudaram a seleção e José Roberto a pensar. Mas também houve muitas críticas sem sentido, ofensas pessoais, vindas de quem não vive o volei ou qualquer outro esporte. A esses últimos vale lembrar: Os cães ladram e a carruagem passa.
    Valeu muito, meninas! Vocês são sensacionais!

  • Nivaldo Dias

    O país do futebol insiste em dar pitecos em esportes que vivem nos dando aulas de profissionalismo e respeito aos adversários. Para ser melhor, é necessário fazer sempre o melhor e mais importante: treinar, treinar e treinar, visando alcançar a quase perfeição que inexiste no esporte, apesar das “Jamaicas” da vida. Criticar a seleção de volei feminina ou masculina, é dar murro em ponta de faca, só vai trazer dor. Aonde está o respeito pelo passado? Afinal, somos o país do “Marin”, do “Teixeira”, do “Del Nero” e por aí vai a lista longínqua dos “grandes nomes do esporte bretão”. Essa turma precisa ser varrida pela turma do VOLEIBOL. Urgentemente.

  • Roger Tricolor

    SENSACIONAL, lendo os comentários abaixo, vejo que todos ficaram em um espécie de ÊXTASE, tudo deu tão errado no começo que acabou de maneira fantástica.

    O volei do Brasil da primeira fase foi típico de horror, mas, qdo elas venceram de maneira inesperada a Russia no tie break, a confiança voltou e elas pareciam outro time jogando voleibol, um time esperto, forte, talentoso, isso sim é BRASIL!!

    Na final elas começaram ansiosas, muito afoitas, e os EUA atropelaram. No 2 set o Zé Roberto lhes deu tranquilidade e as meninas VOARAM em quadra, deixaram o ótimo time Americano confuso e sem rumo, e aplicaram um 3 x 1 com todos os méritos.

    Após a semifinal perdida contra a Russia em Atenas onde as meninas tinham fama de amarelonas, com o Ouro em Pequim e Ouro em Londres, DEFINITIVAMENTE essa seleção deixou esse estigma para ter outro estigma, o de SUPERAÇÃO e melhor voleibol do MUNDO, é nosso.

    PARABÉNS MENINAS, VCS NÃO PIPOCAM!!

  • Paula

    Daniel, ouvi comentários de que algumas jogadoras americanas reclamaram da maneira efusiva (dancinhas, musicas, etc) que as brasileiras comemoraram o título olímpico.
    Como não vi toda a premiação, gostaria de saber: Procede essa informação? Se sim, qual sua opinião sobre isso? As brasileiras realmente exageraram ou as americanas é que estão reclamando demais porque perderam?

  • Afonso RJ

    Assisti duas vezes ao VT do jogo, e pude analisar com mais calma e formar minha opinião sobre o que aconteceu em quadra:
    No primeiro set, as brasileiras entraram muito nervosas. Começaram a tirar muito as bolas do bloqueio adversário, cometendo muitos erros de ataque com bolas fora. As americanas de moral elevado, sorriam em quadra enquanto nossas atletas apresentavam um semblante carregado. Mas, se a gente reparar bem, a recepção e a defesa estavam funcionando razoavelmente bem. Pecávamos demais no ataque e bloqueio.

    Veio o segundo set, e as americanas entraram confiantes. Deve ter havido algum papo no intervalo, porque o time brasileiro não se abalou com o fiasco do primeiro set e equilibrou o jogo logo no início do set, chegando mesmo a abrir ligeira vantagem. Isso parece que surpreendeu as americanas que provavelmente esperavam um jogo fácil. Surpreendeu, mas não abateu. Elas seguiram atrás no marcador, até que empataram em 12 a 12. Mas o Brasil tornou a abrir dois pontos. As atacantes brasileiras tornaram-se ainda mais confiantes e a bola começou a cair na quadra adversária com mais facilidade. E as americanas, por mais que se esforçassem não mais conseguiram encostar.

    Posso estar errado, mas a “surpresa” da vitória brasileira no segundo set meio que desestabilizou as americanas. E o fato do Brasil ter saído na frente no terceiro set também contribuiu para a insegurança do time adversário. Na verdade, as americanas praticamente não tinham ficado atrás no placar em toda a competição,e a reação brasileira foi demais para elas. Daí para a frente, o que se viu foi um time americano cada vez mais inseguro, cometendo cada vez mais erros, principalmente na recepção, e um time brasileiro cada vez mais confiante no ataque. Daí em diante, o Brasil sempre esteve à frente no placar. E a gente passou a ver em quadra a fisionomia preocupada das americanas e os sorrisos das brasileiras.

    A recepção brasileira deu um volume de jogo à nossa seleção que desconcertou a equipe adversária. O jogo contra o Japão já tinha mostrado isso, e vimos as japonesas nervosas com o volume de jogo das brasileiras. Demos à elas seu proprio remédio. Contra as americanas, nossa recepção foi excelente, fazendo com que a Dani jogasse bastante com a bola na mão, o que facilitou a distribuição para o nosso ataque. Nossas adversárias vieram prontinhas para parar nossas centrais. Quando começou a variação, elas meio que se perderam na marcaçao. Por isso, Garay, Sheilla e Jaque se saíram tão bem. A seleção foi bem em todos os fundamentos, mas para mim a recepção brasileira foi o grande diferencial.

  • Matheus

    Minha breve definição do jogo e dessa seleção: O campeão voltou !

    – Sugestão para um próximo post Daniel: Renovação das seleções ( tanto fem quanto mas ).

  • Lucas

    Com todo respeito aos fãs da Mari, mas graças à ausência dela fomos campeões. Imagina ela naquele tie-brake contra a Rússia? Com certeza erraria e perderíamos o jogo. Se conformem: quem tem Garay não precisa de Mari.

  • Filipito Mello

    Voce não viu nada de mais nas comemorações das brasileiras desrespeitando o cerimonial e a premiação das outras atletas?

    http://jezebel.uol.com.br/10-coisas-totalmente-retardadas-que-as-meninas-do-volei-fizeram-durante-a-premiacao/

    Foi ridículo. E só de lembrar que 16 anos atrás ficávamos comemorando das comemorações excessivas das cubanas. Elas venciam tudo e davam show de arrogância e deboche.

    Hoje somos nós quem vencemos e fazemos o mesmo

  • Patrícia

    Parabéns meninas, vocês mereceram. Dani, Jaque, Sheilla, todas jogaram demais!!

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