RJX e Unilever viram a mesma equipe em transmissão



Não chamar o time pelo nome do patrocinador pode causar um erro de informação gigantesco, como ocorrido nesta quinta-feira, durante a final do Campeonato Carioca masculino, entre RJX e Volta Redonda.

O narrador do SporTV, no fim da transmissão, cometeu um ato falho, já que chama o time patrocinado por Eike Batista apenas de Rio de Janeiro. Mesma nomenclatura usada pela emissora para tratar a Unilever, no feminino.

Como diz o velho clichê, “uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa”. O RJX tem aporte de aproximadamente R$ 13 milhões (uma miséria para quem promete investir US$ 50 bilhões no país em dez anos) do grupo EBX, empresa formada por cinco companhias na Bovespa (OGX – petróleo; MPX – energia; LLX – logística; MMX – mineração; OSX – indústria naval offshore). Já a equipe de Bernardinho, uma das mais tradicionais do país com 14 anos de vida, já foi Rexona, Rexona-Ades e ostenta, desde 2010, o nome da multinacional que a patrocina. O investimento de uma das maiores empresas de bens de consumo do mundo, fabricante de produtos de higiene pessoal e limpeza, alimentos e sorvetes, com operações em mais de 100 países, beira os R$ 10 milhões por ano no vôlei, também uma ninharia para quem faturou, apenas no Brasil em 2011, R$ 11 bilhões.

No fim das contas, quem perde com uma informação errada é o consumidor. O telespectador que acompanha pouco o esporte e estava vendo a final de ontem deve imaginar que o Rio de Janeiro (o estado, a cidade???) tem um time feminino e outro masculino. Triste. Vôlei Futuro, Sesi, BMG/São Bernardo e Minas (Vivo e Usiminas), estes sim, possuem equipes nas duas Superligas.

Ah, sobre a final… O Volta Redonda, que lutava pelo tetracampeonato, começou muito bem a final e abriu 1 a 0 (25-20). Mas o RJX comprovou o favoritismo e conseguiu a virada (25-19, 26-24 e 25-17), encontrando imensa facilidade no quarto set, no qual chegou a fazer dez pontos seguidos em uma sequência de saques de Ualas. O ponta Chupita foi o maior pontuador da decisão, em uma Maracanãzinho repleto de espaços vazios. Um dia espero que os dirigentes entendam que uma final de Estadual não pode acontecer no meio da Superliga. Perde todo o apelo.



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