O respeito entre Bernardinho e Velasco



Muito bacana o respeito e a admiração que Bernardinho e Julio Velasco demonstraram, na entrevista coletiva, após a complicada vitória do Brasil sobre a Espanha, em Verona,

Abaixo, reproduzo nota enviada para o LANCENET! como foi a troca de afagos entre os maiores vencedores com times masculinos de todos os tempos.

Julio Velasco, o dono do mundo na década de 90, com dois títulos mundiais e cinco Ligas pela Itália. Bernardinho, o cara do momento. Bi mundial, campeão olímpico e oito Ligas com o Brasil. Os dois maiores vencedores da história recente do vôlei trocaram elogios após a vitória do Brasil por 3 a 1 sobre a Espanha.

– É o grande mestre para mim. Aprendi com ele como conduzir um grupo, lidar com os astros, depois de vencer seguir vencendo… Com certeza é um grande professor não só para mim, como para todos os técnicos da minha geração – comentou Bernardinho, que primeiramente fez questão de cumprimentar o argentino pelas mudanças que fez no time espanhol antes do jogo. 

Nascido na Argentina e adorado pelos italianos, Velasco, que foi aplaudido de pé na apresentação dos times em Verona, também elogiou a forma com que o brasileiro mudou o panorama do vôlei mundial.

– Vejo o Brasil desde que era juvenil, na Argentina. Lembro daquele time do Moreno (levantador), depois a geração do Bernardo, que foi vice-campeã mundial em 82. Depois, ele pegou o Brasil entre os melhores e o colocou como o melhor. Juntou o estilo do Brasil com a organização dos EUA, dos europeus. Ele também mostrou que o vôlei físico não é o caminho para ganhar tudo. Aquele time maravilhoso tinha Ricardinho, Giba e André Nascimento, que não são altos. E chegou ao topo sem os gigantes. Nosso modelo na Espanha deve ser como este. Faço meus atletas verem o Brasil. Assim eles vão aprender. É uma síntese de como se deve jogar – falou Velasco.

No fim, Bernardinho voltou a pedir a palavra na entrevista coletiva e relembrou um encontro com Velasco em 1992.

– Lembro que ele foi ver um treino meu em 92, em Modena, que naquela época perdia muito mais do que ganhava, e fiquei tímido. Era o melhor técnico do mundo, que tinha visto conquistar o título mundial de 90, no Maracanãzinho, vendo meu treino. Mas ele estava lá em busca de uma experiência diferença, algo que pudesse agregar no trabalho dele. Ter a mente aberta é muito importante e ele mostra isso.



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