O recado russo ao mundo



Amigos e amigas, o que ainda dizer da atuação da Rússia diante do Brasil na final da Liga Mundial?

Admito que fiquei espantado com parte do que vi. Vamos a alguns pontos, já que muitos pediram minha opinião nas redes sociais:

1) Não vejo nenhum time no mundo com potencial ofensivo tão grande quanto o russo. Infelizmente, já conhecíamos bem o gigantão Musersky depois de Londres-2012. Agora junte a ele o explosivo oposto Pavlov, merecidamente o MVP das finais da Liga, o maluco (mas bom de bola) Spiridonov e o eficiente sacador Sivozhelez. Os quatro ficaram entre os dez maiores pontuadores. É muita coisa! Para azar do Brasil, o quarteto desequilibrou. Até para o Grankin, que não é nenhum gênio, fica fácil jogar.

2) Me chamou a atenção também como funcionou a defesa russa, mesmo sem o líbero Verbov. Não acho que o apresentado seja o padrão, mas sim um ponto fora da curva. Ainda assim, é digno de aplausos.

3) Algum seguidor do Twitter me perguntou se a Rússia vai renovar o time até o Rio-2016. Na verdade, este já é o novo time. Tanto que Mikhaylov, antiga referência no ataque, terá de remar muito se quiser brigar pela posição de novo…

4) É fato que a Rússia foi melhor do que o Brasil. Ninguém é maluco para discordar. Mas fico tentando imaginar o quanto o jogo seria mais equilibrado caso Bernardinho tivesse algumas peças em melhor condição física. Neste caso, Leandro Vissotto, Dante e Eder (não conto Sidão e Murilo). Talvez não fosse um 3 a 0…

5) Achei que o técnico brasileiro demorou para testar William na vaga de Bruno e dar uma chance para outro ponta no lugar de Dante (eu tentaria Chupita). Quando a situação fugiu do controle no segundo set, senti falta de um “tudo ou nada”. Até escrevi no Twitter durante o jogo que a dupla do Sada/Cruzeiro tem a arma do entrosamento/confiança, que poderia ser o tal fato novo.

6) É fácil escrever de longe, mas também senti que faltou o Brasil tentar desestabilizar os russos na parte emocional, algo que os próprios russos e também os poloneses fazem com a Seleção. Um grito, uma encarada, uma pequena tumultuada na rede… Uma forma de quebrar um pouco da confiança da Rússia, que jogou quase sempre com o placar a seu favor, sem sentir a pressão.

7) Por fim, não vamos achar que no primeiro ano do ciclo olímpico já temos como dizer que A, B ou C no time do Brasil não prestam, devem ser sacados, etc… Muita calma nessa hora. Não é o momento ainda para transformar, por exemplo, Lucarelli no maior jogador de todos os tempos em um ponto e logo depois reclamar que falta rodagem a ele, Wallace e por aí vai… É preciso dar mais tempo ao tempo e admitir que hoje a Rússia está em um patamar acima do nosso.

 



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