O recado do Vôlei Nestlé aos rivais



O primeiro post após trocar o 021 pelo 019 não se propõe analisar a atuação do Vôlei Nestlé na conquista da Copa Brasil, na noite desta sexta-feira, em Lages (SC). O motivo é óbvio: a mudança – ainda incompleta – me impediu de ver os jogos. O resultado, porém, permite uma conclusão: o time de Osasco dá um recado aos principais adversários para a sequência da temporada na Superliga.

O Vôlei Nestlé garantiu o tricampeonato ao passar pelo Sesc (3 a 1) na semifinal e o Dentil/Praia Clube (3 a 0) na decisão. Vencer na sequência o maior rival e o líder absoluto (e invicto) da Superliga é algo a ser muito comemorado.

As campeãs da Copa Brasil (João Pires/Divulgação)

Luizomar de Moura definitivamente encontrou o time ideal após testes – alguns com resultado aquém do esperado. As estrangeiras Leyva e Ninkovic estão estabelecidas como titulares, Mari Paraíba e Tássia garantem volume de jogo, enquanto Tandara e Bia são bolas de segurança para a levantadora Fabíola. O time tem uma cara, algo que cheguei a duvidar na primeira metade da temporada.

O início irregular fez a diferença do Vôlei Nestlé para os dois rivais batidos em Lages ser grande neste momento. Com 33 pontos, o time de Osasco está oito atrás do líder Praia e com um jogo a mais. Já a diferença para o Sesc é de sete pontos, com o mesmo número de partidas. Uma gordura considerável e confortável das mineiras e cariocas.  Pensar em subir na tabela me parece inviável para o Vôlei Nestlé. O foco talvez seja manter o nível de jogo mostrado na Copa Brasil, para chegando tinindo nos playoffs.

Abaixo, as declarações das campeãs pós-título:

– Fico muito feliz com mais essa conquista do time de Osasco. Jogamos muito bem taticamente, seguimos a estratégia elaborada pelo Luizomar e acredito que, além disso, nossa garra e vontade vencer fizeram a diferença nessa final contra um grande time, que estava invicto. Agora é só comemorar – BIA.

– O Vôlei Nestlé está de parabéns. O time foi super disciplinado, jogou tudo que foi treinado e pedido pelo Luizomar na parte tática. É o segundo campeonato que disputamos e é a segunda medalha de ouro. Agora é manter essa pegada, esse foco, para a sequência da Superliga. Agora vamos pensar no Fluminense no sábado, em casa, e espero que o time continue jogando dessa maneira – TANDARA.

– A equipe jogou coletivamente e estava com muita vontade. Estou muito feliz pela vitória. Ainda estou me adaptando ao vôlei brasileiro e esta conquista me dá ainda mais motivação – LEYVA.

– Jogamos todas juntas, com garra e muito foco. Jogamos para ser campeãs. É por isso que nos dedicamos todos os dias nos treinos e em cada bola na quadra –  MARI PARAÍBA.

– Todo o nosso trabalho está sendo focado no crescimento desse grupo. Temos duas estrangeiras que vieram com o objetivo de aprender. Tivemos derrotas difíceis na Superliga que mostraram que precisávamos trabalhar ainda mais. Essa final não vai mudar isso. Esse título vai dar uma motivação a mais para o grupo, mas temos que ter os pés no chão. Derrotamos o grande favorito da temporada, mas precisamos continuar trabalhando forte – LUIZOMAR.

 

 



  • L. Mesquita

    Bom Dia Daniel e amigos!
    Eu já havia cantado a pedra há muito tempo: time que quer ser CAMPEÃO não pode ter Claudinha como levantadora titular… Paulo Coco contribuiu muito para a derrota, pois Ananda foi a responsável direta pela virada incrível no tie brak que evitou a perda da invencibilidade do Praia para o Fluminense na última rodada da Superliga. E Paulo Coco insistiu na Claudinha de titular.
    Um grande time começa por uma grande armadora, cérebro do time, que vai driblar o bloqueio adversário através da inteligência de sua distribuição! O Nestlé tem 2 grandes levantadoras:
    1. Fabiola que levou o Nestlé ao seu único TÍTULO MUNDIAL.
    2. A CAMPEÃ OLÍMPICA Carol Albuquerque.
    Ambas as levantadoras do NESTLÉ deram show hoje na final.
    A quantidade de bloqueios que o Praia levou do Nestlé ilustra um pouco a má atuação da Claudinha, que foi sumindo do jogo até desaparecer totalmente.
    A imagem que eu tenho da Claudinha na temporada passada é dela afundando o Praia Club nas partidas decisivas.
    O que aconteceu contra o Fluminense deveria ter servido de lição ao Paulo Coco: ou ele efetiva de vez a Ananda como titular ou então o Praia corre grande risco de nadar, nadar e morrer na Praia novamente!
    A diferença entre uma boa jogadora e uma CAMPEÃ é como ela se porta em partidas decisivas. Fabiola e Carol Albuquerque já provaram que são CAMPEÃS, enquanto Claudinha é, no máximo, uma boa jogadora.
    Acho que Claudinha seria uma boa opção para as inversões do 5×1, mas não para ser titular.

  • L. Mesquita

    Sempre a mesma desculpa do passe, se é pra jogar só com passe A, contrata então a minha AVÓ pra ser levantadora do Praia Club!
    Fabíola jogou na Russia e na Suíça com passes horrorosos e sempre se virou muito bem! Uma levantadora Campeã é obrigada a ser criativa, ousada e corajosa mesmo com passe B e não tem como reclamar muito do passe do Praia não, pois mesmo com o Nestlé forçando o saque, as passadoras do Praia: Suelen, Amanda e Garay estavam se esforçando muito para pelo menos entregar um passe B na mão da Claudinha!
    Fabiola também recebeu passe B e mesmo assim não deixou de forçar jogadas com as suas centrais, com a característica “chutadinha” e também a “CHINA” que a Fabiola usa mesmo com passe B.!
    Agora, quando vc observa as estatísticas da Superliga vc vê que Claudinha tem a sua disposição as DUAS MELHORES ATACANTES da Superliga: Walewska e Fabiana!!! Que levantadora não gostaria de trabalhar com as 2 melhores atacantes da Superliga??? Há uma gama de combinações que uma armadora pode fazer com essas centrais CAMPEÃS OLÍMPICAS!!! Dentre elas: tempo à frente, tempo atrás, chutada, china … Agora Claudinha é uma em jogo classificatório e outra em jogo decisivo… Não é a primeira vez que Claudinha trava num jogo decisivo, quando ela passa a ser imprecisa e PREVISÍVEL, facilitando o bloqueio adversário!
    As principais funções de uma ARMADORA é driblar o bloqueio, ser precisa e criativa para isso é necessário que ela tenha VISÃO DE JOGO, INTELIGÊNCIA, OUSADIA e principalmente CORAGEM! Em partidas decisivas é que percebemos quais são as armadoras campeãs, que conseguem fazer uma boa armação das jogadas mesmo na adversidade, mesmo com passe B!
    Não posso afirmar que com a Ananda desde o início da partida o resultado seria diferente,afinal de contas o Nestlé jogou demais e mereceu demais a vitória! Porém, considero a Ananda mais corajosa e que não trava tanto em momentos decisivos quanto a Claudinha… Um exemplo disso foi a virada espetacular que Ananda comandou ao entrar no time no tie break contra o Fluminense jogando no Rio, após o Flu abrir vantagem de 7×3.
    E outra coisa, a levantadora é o cérebro do time, e quando o cérebro trava, paralisa, o resto do corpo do time também cai de produção!

  • L. Mesquita

    Cesar, em relação à liderança, acho que o Praia tem líderes até demais! O Praia tem muito mais jogadoras com características de LÍDERES NATAS do que outros times: Fabiana, Walewska e Suelen são líderes natas!!!
    Fabiana e Walewska, inclusive, foram CAPITÃS DA SELEÇÃO BRASILEIRA e Suelen é a XERIFE do fundo de quadra, organiza o sistema defensivo e sempre se apresenta para levantar a bola que é defendida pela levantadora com um toque de alta qualidade e precisão.
    Porém, o que adianta ter tantas líderes se o CÉREBRO DO TIME não responde às expectativas, não tem jeito, todas as bolas tem que passar pelas mãos da Claudinha para que sejam armadas as jogadas. A não ser que as líderes assumissem o PAPEL DE ARMAÇÃO DAS JOGADAS…
    Eu achei pesado o Ze ter chamado a Claudinha de burra no Amil em rede nacional, mas às vezes o TICO E TECO dela cola as placas e ela não consegue reverter a situação. Acho que o caso não seja de burrice, mas de um travemento emocional psicológico que toma conta dela e a impede de raciocinar adequadamente…

  • Kenji Fukuda

    Com toda a certeza, com a adaptação da Ninko e Leyva, e a Tandara livre só para atacar e até defender, coisas que está fazendo, o volume de jogo que a Mari e Tássia estão dando, o Osasco, vai chegar nessa reta final da superliga, nos cascos…bom para o volei, pois o que o Praia jogou no primeiro turno, foi uma coisa anormal. O Sesc caiu muito de produção, agora com a volta da Gabi, vamos ver até onde poderá chegar.

  • Ana Célia Rodrigues Dos Santos

    Gostaria que o Bernardinho mudasse a tatica do jogo e colocasse a Penha para jogar como oposta. A Monique e melhor passadora que ela, é agora com a experiência de oposta será uma passadora e atacante muito eficiente. Por favor Bernadinho

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