O ranking está mais perto de acabar



– Não sei se vamos manter o ranking no próximo ano.

A frase é de Renato D´Avila, já no fim do primeiro dia do 2º Seminário de Gestão do Esporte, em BH, nesta terça.

Ao término da discussão no palco do Teatro Bradesco, no Minas Tênis Clube, fui conversar com o dirigente da CBV para saber mais detalhes sobre este tema, tão comentado aqui e em outros fóruns sobre o vôlei brasileiro.

E ele explicou que a conversa já está acontecendo, mas ainda é cedo para ter certeza de que será implementada na Superliga 2015/2016.

– Os clubes estão se movimentando, mas não é só entregar para eles. Existem contratos assinados (com a TV, até 2017, como já escrevi no post anterior) e é um processo de amadurecimento para os dois lados – disse Renato, citando a Comissão de Clubes, mas deixando claro que o assunto está nas mãos de Radamés Lattari, seu sucessor à frente da gestão da Superliga.

Renato reforçou que a CBV sugeriu o fim do ranking já para esta temporada (como vocês já leram aqui), mas não houve consenso dos clubes, já que alguns pequenos e médios ainda acham que limitar dois atletas com pontuação 7 ainda ajuda a nivelar a competição.

Perguntei se a próxima decisão sobre o fim do ranking seria unilateral da CBV , se dependeria de unanimidade ou maioria simples dos clubes em votação. Ele deixou a decisão para Radamés.

Meu feeling é que o ranking está mesmo com os dias contados. Já cumpriu, décadas atrás, seu objetivo. Mas hoje o mecanismo já pode ser aposentado.



  • Alaor

    Não acho que o ranking tenha cumprido seu objetivo, foram 9 anos de finais entre Osasco e Rio, o correto é deixar o mercado se regular sozinho.

    • ALINE

      CONCORDO!!!
      Esse RANKING não cumpriu OBJETIVO NENHUM!!!
      Vários anos de FINAIS REPETIDAS ENTRE OS MESMOS TIMES!!!
      O ranking só serviu para prejudicar os melhores atletas, obrigando-os a ter que procurar time no exterior!!!
      BASTA DESSE RANKING IDIOTA!!!

  • Roberto

    Péssima notícia para os pequenos e médios, se já estava difícil com o ranqueamento, imagina sem, infelizmente vai ser a morte para eles.

    • ALINE

      Pequeno e médio sempre montaram times medíocres, o que faz time forte é PATROCINADOR FORTE!!!
      RANKING NÃO VAI FORÇAR UMA JAQUELINE jogar no UNIARA, por exemplo: TEM QUE TER PATROCINADOR FORTE, QUERIDO!!!

      • Roberto

        Ranking forçou Jaqueline jogar no Minas, querida.

        • João Pedro

          Concordo com o Roberto, o fim do ranking pode ser a mote de time, mas acho que um teto salarial seria melhor que o ranking

  • Diogo

    O problema é q está exatamente nas mãos do “fã encubado” do Rexona né?!
    + espero q acabe com essa porcaria logo e q a SL vplte a ter GRANDES times novamente..

  • Afonso RJ

    Não vejo lá com bons olhos esse fim do ranking. A tendência é a superliga ser decidida não pela competência de atletas e comissão técnica, mas sim pelo poder econômico (como já acontece com a maioria das coisas no esporte ou fora dele). No meu entender deveria ser aperfeiçoado, com regras mais claras para avaliação(ranqueamento) das atletas, revisão das “excessões” ou bonificações (não tem sentido, por exemplo, uma atleta ser ranqueada em 6 pontos para todas as equipes e em 0 pontos para a equipe onde foi formada há quase 10 anos atrás), entre outros.

    • ALINE

      Boa Noite Afonso, o ranking não adianta nada, pois nenhum atleta de ALTO NÍVEL vai se sujeitar a jogar em uma equipe sem estrutura, que atrasa salários ou que não tem condição de bancar um atleta de ponta, a comissão técnica também é importante.
      Nenhum atleta de alto nível vai acietar ir para um time que não tenha uma comissão técnica decente.
      Não vai ser um ranking imbecil que vai forçar um um grande atleta ir para timinho pequeno.
      Garay preferiu ir p/ a Europa quando o ranking não permitiu que ela continuasse no Osasco.
      Sheila fez o mesmo agora: preferiu ir para a Europa.
      Jaque não iria jogar por time pequeno se o Minas não a contratasse.
      A melhor solução é o FIM DO RANKING DE UMA VEZ POR TODAS.
      Não foi o RANKING que impediu várias finais consecutivas entre RIO e OSASCO.

      • Afonso RJ

        Talvez tenha impedido na ultima temporada (SESI X Unilever). Ou será que o Osasco ficaria de fora se tivesse praticamente todas as jogadoras da seleção brasileira como na temporada anterior? No meu entender, melhorias no ranking contribuiram para que isso ocorresse.
        Taambém sou contra o ranking na forma que está, mas se for aperfeiçoado pode ser uma ferramenta bastante útil ao volei brasileiro.

  • Euripedes Jr.

    A verdade que os atletas que tem 7 ou 6 pontos estão limitados em poucas equipes que tem condição . Se todas as equipes tivessem investimento que pelo menos contratasse 1 jogador de nível alto até poderia nivelar ou trazer esperança para equipes médias e pequenas . Enquanto não existir um trabalho conjunto da CBV e clubes com repasse de dinheiro de patrocinadores as equipes menores vão agonizar .

  • Naheve

    O ranking nunca cumpriu seu papel, haja vista que a final é sempre disputada pelos mesmos dois times. Ademais não é qualquer time que tem condição de contratar uma dupla de peso como a Sheilla e a Fabiana, por exemplo.
    O resultado mais visível da consequência deste ranking esdrúxulo, foi o enfraquecimento das equipes com a debandada de algumas importantes estrelas para o exterior. Isso fica muito visível quando um time nacional joga contra um time de ponta da Europa como o Dinamo Kazan, Vatikf Bank ou Fenerbahçe.
    Sem esse ranking, certamente Fernanda Garay e Sheilla estariam jogando em solo brasileiro nesta temporada.

  • klaus

    Tomara que acabe mesmo.Aliás, nunca fez diferença esse ranking.E não é só o ranking que precisa acabar.Nossa superliga poderia ser a melhor do mundo , mas a gestão feita é péssima.Nem o site com as estatísticas on line está abrindo com facilidade, que dirá transmissão pela tv.

  • Mari

    Como todo mundo já disse, o ranking não serviu ao seu proposito, pq há 10 anos a final é a mesma. Eu não sou totalmente contra a ideia do ranking ser mantido, até pq se não for assim, o Osasco vai ficar com a seleção brasileira de novo q nem na temporada 2012-2013. O que tem q acontecer pra superliga voltar a ser atrativa, são os clubes receberem a verba que a rede globo paga pra CBV e ter jogos em horários decentes (jogos apenas nos finais de semana – sábados jogos da SL feminina ás 16h e 18h30; domingo SL masculina tb o mesmo horário), os clubes começarem a vender camisa do time, cobrando ingressos a preços populares….talvez assim a SL tome jeito e tenha um pouquinho d dignidade.

  • Jay

    Sou a favor do ranking, sim.

    Se acabar, o mercado ficará concentrado apenas nos times que pagam alto.
    Por exemplo, o próprio Osasco mesmo.
    Se não tem o ranking não teria apenas a base da seleção, mas a seleção inteira.

    Garay, Sheilla.

    E na minha opinião, a Jaque foi enxotada do Osasco.
    Tinha uma vaga para a contratação dela, mas eles preferiram a Dani Lins.
    Ponteira, qualquer uma de base consegue segurar a onda, levantadora não.

  • “Doidinha por vôlei”

    A verdadeira história do ranking dos jogadores na CBV é a seguinte: O ranqueamento foi feito por José Roberto Perillier (o Peri) à época Gerente da Liga Nacional, antes de começar a temporada 1993/94 visando tornar a competição mais equilibrada. Com a saída do Peri da CBV, vários Gerentes que o sucederam, deixaram que os clubes, começassem a modificar ano após ano o documento do ranking, entre estes senhores estão: Marcelo Wangler, Radamés Lattari e Renato D’Ávila (todos trabalhando na atual Gestão da CBV), o último é o que mais deixou os clubes modificarem o ranking e agora ele vem dizer que o ranking deve acabar! Este cara é um brincalhão, quem tem de acabar não é o ranking da CBV e sim ele Renato, péssimo Gerente da Superliga, responsável único e maior culpado por todo este caos. O ranking original foi literalmente rasgado ao longo destes anos. Confiram a veracidade do que digo vendo as Notas Oficiais e os Relatório das Ligas Nacionais e das Superligas na própria CBV, vejam também no site da CBV/Superliga, em “Outras Edições”.

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