O ranking da CBV. Boa reportagem no LANCE! de hoje



Pessoal, quem aí comprou o LANCE! hoje?.

Os repórteres Felipe Mendes e Ivo Felipe fizeram uma grande reportagem sobre o ranking dos atletas que a CBV usa para “equilibrar” a Superliga.

Vou deixar aqui apenas parte da reportagem, para que possam entender as discussões do momento.

http://www.lancenet.com.br/mais-esportes/Clubes-ranking-Superliga-proposta-Unilever_0_886711524.html

http://www.lancenet.com.br/mais-esportes/Proposta-Unilever-alteracao-bonus_0_886711529.html

Ainda dá tempo de passar na banca mais próxima, comprar o L! e ver a íntegra do material. Vocês também podem comprar a edição eletrônica, via LANCE!Net.



  • Bia Ferraz

    Daniel, pergunta meio idiota, a matéria está no Lance São Paulo ou apenas na versão do Rio de Janeiro?

    • Daniel Bortoletto

      nas duas edições. Na segunda-feira, sairá também nas edições especiais de 48 páginas de Porto Alegre e Belo Horizonte.

      • Bia Ferraz

        Valeu! Interessante que também saiu o balanço financeiro da CBV.

        Quanto as modificações, complicado reclamar se os principais interessados não o fizeram, acho que a maioria das equipes já tem uma planejamento para a próxima temporada que seria prejudicado com as mudanças, enquanto a Unilever que já conhecida e sugeriu de antemão teria uma facilidade maior.

        Alguns pontos como não estabelecer uma pontuação mínima são bem interessantes para as equipes com um orçamento menor e que normalmente tem muitas juvenis, já colocar toda estrangeira com uma pontuação fixa é complicado, a cubana Masso que estava no São Bernardo por exemplo, não dá para deixar no mesmo nível de uma Hooker ou Logan Tom.

  • Adriano

    Excelente matéria! Elucidativa em vários pontos. E acho que ajuda a entendermos por que as trapalhadas da CBV funcionam tanto. Acho que não dá para exatamente emitir uma opinião sobre a proposta da Unilever porque, afinal, não tivemos acesso ao material completo. Mas dá para inferir algumas coisas, especialmente a partir dos comentários dos representantes dos clubes. E, afinal, uma proposta de mudança parece muito oportuna. Daí, soam ridículas as justificativas dos representantes do Praia e do Pinheiros, por exemplo. Precisa-se de mais tempo para estudar as modificações propostas? Mudanças só a partir de 14/15? Bem, e onde nós estivemos nos últimos 8, 9 anos? Não deu, ainda, para detectar o que há de errado com o campeonato? É preciso esperar mais, realmente?

    Fica ruim para o Amil, também. Afinal, (quase) todo mundo caiu de pau em cima do Zé Roberto quando ele fez críticas ao ranking após a eliminação do time. Bom, eu acho que ele não estava errado em fazer as críticas que ele fez, e também não acho que o momento era inadequado. Se não agora, quando? Mas, daí, os times chegam na reunião e o único que votou a favor da proposta da Unilever foi o Sesi. Meio que cai por terra a justificação do descontentamento.

    Que a CBV presta um desserviço ao campeonato, não me admira. Mas se os clubes optam por compactuar com isso, então, realmente, não cabe (mais) reclamar. Essa postura, eu achei realmente ridícula.

    Ouço muita gente que falar que já que o ranking não funciona, não evita que um clube contrate todas as jogadoras da seleção brasileira, então que não houvesse ranking, porque do ponto de vista técnico meio que dava na mesma e, afinal, ao menos assim, se evitaria que algumas jogadoras tivessem que sair do país. Mas eu não consigo concordar com isso. Tem que haver ranking, sim. Um mínimo de organização é necessário. O problema é que se os clubes se eximem da responsabilidade na hora de botar a mão na massa, eles perdem toda a moral.

    • Afonso RJ

      Bom seu comentário. Só queria acrescentar que não houve acordo sobre as mudanças nessa reunião, mas pelo que eu entendi foi meio que preliminar mais para saber o que cada um pensa.
      O assunto não se encerrou por aqui, e acredito que outras reuniões vão acontecer e mudanças virão.

      Outro ponto é que não foi só agora que o Zé Roberto reclamou do sistema atual do ranking. Ele vem falando exatamente a mesma coisa desde lá do início da superliga, quando ainda estava montando o time do Amil e sentiu na pele as restrições que o sistema de rankeamento impunha.

      Interessante também notar, que as mudanças mais radicais tenham sido propostas pela Unilever, tida como uma das mais favorecidas pelo sistema atual (o que mostra que não é tão favorecida assim).

  • ANALISE

    Esse ranking tem que acabar. Só no Brasil que existe isso. Imagina a Sheilla que chegou por último ter que sair do Sollys/Osasco por causa da pontuação. Ela terá que ir para Europa, porque para Unilever ela não volta.

    • Afonso RJ

      SESI e principalmente o Amil teriam cacife financeiro para bancar o salário dela (Sheilla). Aliás, o Amil não contratou mais esse ano porque o maldito ranking não deixou.

      • Euri

        Eu acho difícil que a Sheila queira jogar no time do JRG, já tem que fazer isso na seleção. E o Sesi ainda é um time muito desorganizado, ela faria um péssimo negócio.

  • acho que essas mudanças na pontuação da Adenizia e da Fernanda Garay já são suficientes para equilibrar momentaneamente os times, A Sheilla e a Garay devem acabar saindo do time, e outras equipes grandes do Brasil poderam assim ter material humano para colocar em seus times. O osasco pode contratar duas boas estrangeiras e ficar com um time ainda muito forte? Sim, mas dai querer que um time deixe de investir forte pra se igualar aos outros já é demais, essas mudanças eu já acho que daum uma boa brecha pras outras equipes, fora que agora tem mari, pp4 zeradas …

    eu fico satisfeito com a mudança que irá ocorrer nesse sentido, agora espero que o Amil, Sesi ou Praia clube consigam absorver Sheilla e Garay

  • João

    Todos contra o Sollys!! Inacreditável, porque só cobram 7 pontos de Garay e Adenízia. E a Fabi só 6 pontos bicampeã olímpica??? e ninguém fala, ao invés de ficar reclamando depois que perde, pq o Zé Roberto não contratou Paula, Hooker ou outras no lugar de Ramirez e Natasha??. É impressionante como o Zé Roberto manda na CBV, nunca reclamaram do ranqueamento, o Zé Roberto reclamou aí tem que mudar, palavras de derrotados!!! Olha que ridículo, o time coloca o timaço e agora tem que demitir duas jogadoras e se enfraquecer pq o Zé Roberto quer. Juciely também tem que ser 7. Todos contra o Osasco e ninguém vai no correto, pq ninguém critica a Unilever.

    • Afonso RJ

      Falou o torcedor… Farinha pouca, meu pirão primeiro!!!

    • Adriano

      1)Fabi: ok, tu pode argumentar que ela deveria ter 7 pontos. Mas é líbero, que é uma posição naturalmente menos valorizada. Em relação a isso, acho que a Adê, da mesma forma, pode-se argumentar pelos 7 ou não. Agora, Garay, não tem discussão.

      2)Acha mesmo que se o Amil tivesse contratado Paula em vez da Ramirez, o nível do time seria mais forte? Com o que a Paula está jogando HOJE? O elenco do Amil se apresentou abaixo do que tinha condições durante a maior parte da temporada – isso nada tem a ver com ter contratado fulana ou beltrana.

      3)Nunca ninguém reclamou do ranking antes do Zé Roberto? REALLY?!

      4)A Juci também tem que ser 7 exatamente por qual critério? Por QUASE ter ido à Olimpíada e por estar sendo convocada para a seleção nos últimos anos e por ter feito excelentes Superligas nos últimos anos? Daí, acho que nesse caso a gente volta à discussão das líberos e inclui a Camila Brait nesse bolo também. Ou, em vez disso, a Juci tem que ser 7 para compensar o fato de já ter muitas jogadoras nível 7 no Sollys?

      5)Todos contra Osasco não porque todos são malvados e odeiam Osasco, mas porque não é interessante para NINGUÉM – exceto para Osasco e, mesmo assim, até certo ponto – que a seleção brasileira vista a camisa de um clube e dispute competições de clubes contra outras equipes. Essa é uma brincadeira que fica chata muito rápido. Se se permitir que isso aconteça, daqui a pouco, o que nós vamos ter não é 9 anos da mesma final entre 2 times – é 9 anos de um mesmo time sendo campeão consecutivamente. Sabe onde isso acontece? Nos campeonatos da França, da Suíça, etc. Parece pouco ambicioso para o vôlei brasileiro, não?

      E por fim, gente. A coisa do ranking, das jogadoras, isso é circunstancial. Não é isso que vai impedir de os mesmos times continuarem fazendo a final todo ano – mas pode ajudar a tornar o campeonato mais equilibrado. Se nós formos pegar o período imediatamente anterior a esse em que ou Osasco ou Unilever ganhavam, a gente chega ao final dos anos 90, começo dos anos 00, quando tivemos várias equipes diferentes sendo campeãs – Leites Nestlé, Uniban, Flamengo, Minas e o próprio Rexona. Qual a diferença daquela época pra cá? Havia sempre mais equipes com condições de disputar o título. Hoje, são sempre 2, 3. Na época, eram 5, 6.

      O mais importante para o vôlei é poder atrair mais patrocinadores e, especialmente, com uma certa estabilidade, pra que eles não joguem a toalha depois de 2 anos sem ganhar. Isso acontecendo, naturalmente uma hora vai chegar outro time e ganhar, é inevitável. Se as condições forem dadas para o campeonato ser mais equilibrado, tanto melhor. Talvez outros patrocinadores se animem, não achando que é impossível chegar à final. O importante é não olhar só para o próprio umbigo. Osasco teria condições de estar brigando pelo título tranqüilamente sem 2 ou 3 titulares que possui hoje. Mas quando ele praticamente aluga a seleção brasileira por 4 meses só para garantir mesmo-mesmo que não vai deixar de ganhar, qual a graça da brincadeira?

      • Euri

        O Sollys não “alugou” a seleção por 4 meses. Já tinha faz tempo a Ade, a Camila (que não é da seleção pq se fosse teria ido jogar em Londres). Também já inha a Jaqueline e a Thaisa. A Fabíola, que também não é seleção pelo mesmo motivo da Camila, já estava na superliga passada. Eles só trouxeram a Sheila e a Garay, que só se firmou na seleção durante os jogos de londres. Isso não é aluguel. É resultado de trabalho e competência na hora de formar um time. E é incompetência dos outros times em atrair as melhores jogadoras. A Garay foi jogar no volei futuro e quase apanhou do técnico em rede nacional. Se não fosse isso, quem sabe ela teria tentado uma vaga no Amil, né não? Mas acho que preferiu ter um técnico mais calmo nessa temporada.

    • Euri

      Concordo com vc João. Isso tudo é choro de perdedor. Essa discussão sobre ranking só desvia do verdadeiro problema: a incompetência de alguns treinadores na hora de montar o time, a incapacidade da CBV e dos clubes para atrair e mater patrocinadores e a incompetência dos dirigentes na administração de recursos e na hora de vender o campeonato.

  • Afonso RJ

    Na minha opinião, ficar discutindo coisas pontuais como a pontuação dessa ou daquela jogadora não resolve absolutamente nada. O que está acontecendo é que a regra atual do ranqueamento tem tantas brechas e excessões, que acaba deturpando a sua real finalidade.

    Alguns exemplos:

    1 – Uma jogadora repatriada vale 0 pontos. Tudo bem, mas continua a veler 0 pontos “ad infinitum” desde que permaneça no mesmo time.

    2 – Uma jogadora contratada por um time, ou “formada” por ele continua a ter a mesma pontuação com que entrou também “ad infinitum” se permanecer no mesmo time.

    Em ambos os casos, se a atleta mudar de clube, é considerada a pontuação real.

    Principalmente por causa dessas duas excessões, é que o Sollys conseguiu juntar em seu time praticamente toda a seleção brasileira, com uma estratégia de contratações e manutenção de atletas ao longo do tempo. Por outro lado, uma equipe nova, fica severamente restrita em suas contratações, a menos que no momento o mercado ofereça a opção do repatriamento de atletas de ponta.

    Minhas sugestões seriam:

    1 – As atletas repatriadas ou “formadas” passariam a contar pontos com o passar do tempo, mesmo que permanecessem no mesmo time. Exemplificando: A Jaqueline tem 7 pontos, mas como foi repatriada pelo Sollys (há anos atrás), conta zero para a soma total de pontos permitida (32). E isso não muda com o passar do tempo. Com o novo sistema, no primeiro ano valeria zero, no segundo 1 ou dois, e assim por diante até que no fim de alguns anos estaria valendo os 7 pontos normais (essa me parece que foi uma das propostas do Unilever).

    2 – Equipes estreantes teriam o limite da soma de pontos maior, sendo esse limite diminuido a cada ano até atingir o valor dos demais. Isso seria um excelente incentivo para novos investidores. Cuidado se teria que ter para evitar que equipes espertamente mudassem o patrocinador ou o CNPJ só para tirar partido indevido. Seria só “amarrar” bem a definição de equipe estreante.

    Acredito que com apenas essas duas modificações as coisas melhorariam.

    • JP

      Esse fato de jogadora repatriada valer zero ponto até o infinito é absurdo, aliás não deveria ser zero nunca, quanto a jogadora formada ser zero até o infinito é uma das (poucas) coisas certas do rankeamento, faz com que o time tenha algum estímulo em formar e porque não aumentar o investimento, caso a base esteja bem.
      Sou totalmente contra esse rankeamento. Muito subjetivo o ranking atribuída a cada atleta, o único mecanismo de equilíbrio no esporte realmente eficiente já inventado é teto salarial, pois é simples e nada subjetivo.

    • daniel

      Concordo com as suas sugestões, mas discordo quanto a menosprezar a pontuação dos atletas. De que adianta limitar a 3 o número de jogadores nível 7 e pontuar Fernanda Garay, Adenízia, Herrera e Fabi com 6 pontos e Camila Brait com patéticos 4 pontos? Que eu tenha visto, Fabi e Brait desquilibraram a superliga inteira. Quem você escolheria para jogar no seu time? Paula Pequeno, Mari, Fabizona ou uma das líberos acima?

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