O que esperar do Campeonato Mundial masculino?



Dois países-sede, 24 seleções, 94 jogos, 22 dias de disputa, 1 campeão. Começa neste domingo o Campeonato Mundial masculino, com destino final a bela cidade italiana de Turim, casa da final no dia 30 de setembro.

Uma competição histórica por ser a primeira a ser disputada em dois países diferentes: Itália e Bulgária. Uma competição que também pode ser histórica pela dificuldade de apontar os favoritos.

O atual cenário internacional masculino de vôlei não apresenta um supertime hegemônico, algo que explica (ou ajuda a explicar) a minha expectativa por equilíbrio. Basta ver os resultados recentes dos principais torneios: o Brasil venceu a última edição dos Jogos Olímpicos. A Polônia ganhou o Mundial de 2014. A Rússia venceu a primeira edição da Liga das Nações, em 2018, um ano depois de a França conquistar a última Liga Mundial.

Todos eles com história, talentos individuais e credenciais para estarem no degrau mais alto do pódio.

Comemoração brasileira em Brasília, durante preparação para o Mundial (Divulgação CBV)

Inclua a este quarteto a Azzurra, uma das donas da casa, medalhista de prata na Rio-2016.  E também os Estados Unidos, após o terceiro colocado na Liga das Nações e presenças constantes nos pódios mundo afora. Sem esquecer a Sérvia, sempre competitiva. E talvez até a Bulgária, um degrauzinho mais abaixo, simplesmente por jogar em casa boa parte da competição, algo que costuma ser uma garantia de vida longa em Mundiais.

Como já escrevi por aqui e falei hoje na ESPN na transmissão do Torneio de Montreux, a Seleção Brasileira deixa uma interrogação na cabeça do torcedor pelas baixas nas pontas. Lucarelli e Maurício Borges, dois campeões olímpicos, estão fora. Lipe, outro remanescente da Rio-2016, tem um problema no cotovelo e terá de apelar para a superação. Em uma posição tão importante para o funcionamento de uma equipe, o Brasil terá estreantes, casos de Kadu e Lucas Lóh, além de Douglas Souza.

Motivação para Wallace, Lucão, Bruninho & Cia. mostrarem que a superação na campanha olímpica no Rio, após a quase eliminação na primeira fase, pode ser repetida.

Neste domingo, em Roma, a Itália abre a competição contra o Japão. Já em Varna, a Bulgária duela com a Finlândia. A Federação Internacional promete espetáculo nas duas sedes, aberturas marcantes, como a protagonizada na Polônia, quatro anos atrás, em um estádio de futebol.

Serão três semanas de muitas emoções. Na TV brasileira, o SporTV transmitirá vários jogos. Vale ficar ligado na programação da emissora.

Os grupos do Mundial, além do regulamento, em inglês (Reprodução)

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