Liga das Nações começa mal para a Seleção feminina



A temporada de seleções começou, nesta terça-feira, com a abertura da Liga das Nações em sua versão feminina. Estive em Barueri para acompanhar a estreia brasileira contra a Alemanha. Abaixo algumas considerações sobre a derrota verde-amarela por 3 sets a 1, parciais de 15-25, 25-22, 25-18 e 25-20.

JOGO

Eu (e creio que todos vocês) esperávamos bem mais do Brasil contra um rival sem tanta potência de ataque e que não se encontra entre os tops do planeta.

Depois de um primeiro set bem tranquilo, o Brasil caiu muito de produção. O passe deixou a desejar em vários momentos da partida. Sem a bola nas mãos, Roberta foi obrigada a abusar das jogadas altas pelas pontas e o jogo ficou bem mais previsível, mesmo tendo Tandara em quadra.

Falando na oposto, faltou o poder de decisão dela em boa parte da estreia. Não foi aquela derrubadora de bolas que nos habituamos a ver recentemente. Drussyla acabou sendo a principal pontuadora da Seleção até deixar a quadra, no início do quarto set.

A Alemanha deu trabalho para o Brasil em Barueri (Divulgação)

O que fez a Alemanha de especial? Defendeu demais e assim fez o Brasil atacar uma, duas, três vezes para tentar conseguir pontuar. Foi raro ver bolas “limpas” caindo do lado alemão. Muitas vezes faltou paciência para a Seleção. Em tantas outras faltou competência.

Mais do que a derrota, é preciso levar em consideração a forma como ela aconteceu. O Brasil tem muito a refletir e a corrigir depois desta estreia abaixo da média. Faltaram ritmo de jogo, inspiração, vibração…

PLANTÃO MÉDICO

A ponta Gabi, sentada atrás do banco de reservas, com gelo no joelho durante todo o segundo set, foi a nota preocupante. Saiu para não voltar mais, como já estava previsto pela comissão técnica. Atualmente a questão física é a mais preocupante para um time com foco no Mundial do Japão.  Sem Natália, Thaísa e Dani Lins, por exemplo, todo é cuidado é pouco para não perder mais ninguém.

Zé Roberto já avisou que vai dosar as energias do elenco na fase de classificação. Para muitas jogadoras não existiu folga entre o fim da Superliga e o início dos treinos da Seleção. Por isso está sendo feito um trabalho individualizado para evitar qualquer sobrecarga. Então estranhe em ver uma atleta jogar um set, um set e meio e ser sacada para descansar.

Voltarei neste assunto com mais calma depois.

EVENTO

O Ginásio José Corrêa esteve longe da lotação total. Certamente o horário do jogo, em um dia de semana, colabora para tal cenário. É o preço que se paga para ter uma partida na Globo. Para lembrar, as partidas contra Japão e Sérvia, nos próximos dias, serão no mesmo horário (15h05).

Para quem esteve em Barueri, um ponto positivo foi a quantidade de opções para venda de alimentos. Vários food trucks na região do estacionamento do ginásio permitiam ao público escolher o que comer. E sem preços exorbitantes. Regra clara do entretenimento: tratar bem o público para ele voltar.

DESAFIO

Para variar muita demora, em algumas situações, para definir um ponto. O público chegou a ficar insatisfeito e vaiou a demora. Vocês devem estar cansados de ler isso, mas repito: a tecnologia chegou para ficar no vôlei. O olho humano da arbitragem já não consegue acompanhar com precisão todos os lances de um esporte cada vez mais veloz. Mas é preciso ter mais agilidade, principalmente no momento que as TV´s cobram da Federação Internacional jogos mais rápidos para adequação das já apertadas grades.



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