O Oscar vai para Murilo Endres, do finalista Sesi



 Um roteirista renomado talvez não conseguisse transformar a partida decisiva da semifinal da Superliga Masculina entre Sesi x Vivo/Minas em um filme vencedor do Oscar. Mas a vitória do time paulista por 3 sets a 0 teve momentos de grande espetáculo hollywodiano.

Murilo Endres, que já seria o protagonista pelo momento que vive  desde o ano passado, precisou improvisar em cenas dramáticas. E ele soube fazer o papel que lhe cabia como perfeição e saiu de quadra com o prêmio de melhor.

Melhor não pelo total de pontos marcados, bolas defendidas, aces ou bloqueios. Mas sim por ter superado uma lesão na coxa, sofrida na manhã desta sexta-feira, e ter entrado em quadra para cumprir uma função tática na recepção. Foi bem, apesar do desconforto aparente, dos poucos sorrisos e da preocupação que companheiros e o técnico Giovane Gavio demonstravam. Como um verdadeiro guerreiro, como Russell Crowe em Gladiador, Murilo sofreu, mas liderou seu time como poucos fariam. Um exemplo, como este país carece em outras áreas.

Para sair com a vaga de finalista de quadra, Murilo deve muito aos coadjuvantes, se é possível chamar assim Sidão, Thiago Alves, Wallace, Sandro, Vini e Escadinha.  Selecionáveis que já viveram também tardes e noites de protagonismo.

Como um bom diretor, Giovane resumiu com uma frase de seu assistente como é construir um time vencedor.

– De vez em quando, temos de deixar na mão deles (atletas). Não devemos atrapalhá-los.

Como um legítimo bicampeão olímpico, ele sabe muito bem o que diz.

O Vivo/Minas, time que mais cresceu na reta final da Superliga, abrilhantou a classificação do Sesi. Marcelo Fronckowiak mexeu o quanto pôde, o time brigou até o fim e por erros em momentos importantes viu o sonho de brigar pelo título terminar no abarrotado Ginásio da Vila Leopoldina.

Mais uma vez, um espetáculo inesquecível para quem assistiu. Com pipoca e guaraná, ao lado, então…

PS 1 – Muito legal o pós-jogo do SporTV, com Carlão e Nalbert na quadra entrevistando ex-companheiros, que agora são alvos de críticas ou elogios nas transmissões. Diferente e bacana.

PS 2 – Depois de um roteiro como o descrito acima, a vitória da Unilever sobre o Pinheiros/Mackenzie ganhará menos linhas. Mas, uma coisa precisa ficar bem clara. Como já faz há uma década, o time de Bernardinho cresce na hora da decisão. E provou isso nesta sexta, com o placar de 25 a 11, no terceiro set. Tem cara de finalista, apesar do esforçado time de Paulo Coco ainda não ter jogado a toalha. E vou além: a Unilever vai entrar como favorita seja contra Sollys/Osasco seja contra o Vôlei Futuro.



  • Jairo Pralon

    Dani, O Vini em matéria havia dito que o General é o Murilo… Isso ficou evidente na classificação do SESI… com a contusão o cara comandou os soldados no campo de batalha… Como o empenho do time ontem, que voava em quadra, ficou um dúvida: seria necessário manter o Murilo no jogo machucado, sujeito a agravamento?

    • Daniel Bortoletto

      ele é experiente e sabe o limite. tanto que foi importante no passe e só atacou praticamente em emergências. mas o risco existia, sim

  • Thalita Dias

    Todos sabem que o Murilo é o melhor… Não tem comparação…
    Amo Muitooooooooooooooooo

  • angella

    O Murilo é único…! Melhor do que ele ñ há…!

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