O novo conceito da FIVB para 2018



Registro na íntegra declarações de Luiz Fernando Lima, secretário-geral da Federação Internacional (FIVB), sobre a nova forma de a entidade ver e conduzir o vôlei a partir do próximo ano: foco no jogador e seu talento, na tentativa de alavancar a identificação do público com o ídolo.

É um pano de fundo para a transformação da Liga Mundial e do Grand Prix na Liga das Nações. Diz a FIVB que as competições “vão oferecer uma nova experiência de vôlei tanto para os torcedores nos ginásios e arenas, como para quem estiver diante da televisão ou outros formatos de vídeo”.

– O voleibol é um esporte fascinantemente individual, onde o brilho de cada atleta só é possível através de um esforço coletivo. É uma outra maneira de dizer a coisa. É um esporte de desempenho individual coletivamente jogado, é a coletividade do individualismo, ou seja, a conexão entre os indivíduos – disse Luiz Fernando Lima.

Segundo o dirigente, na Liga das Nações o entretenimento para quem estiver no local do jogo dará lugar ao engajamento. Imagens ao vivo da televisão serão expostas em um dos telões, para que todos possam acompanhar a repetição das jogadas e os espectadores possam se integrar ainda mais ao que está acontecendo dentro de quadra.

FIVB quer valorizar o espetáculo no vôlei (FIVB/Divulgação)

– É um entretenimento voltado a valorizar as ações do jogo. E, quando a ação não é espetacular, é voltado para fazer com que o público se prepare para a próxima ação. O tempo todo o público estará sendo convidado a se levantar, mexer os braços. O vôlei está se propondo a fazer um engajamento fisicamente ativo porque é importante que essa mensagem faça parte filosoficamente do esporte. O público deve participar fisicamente e não apenas contemplativamente, sentado e aplaudindo as boas jogadas.

No conceito desenvolvido pela FIVB o público deve ser parte do esporte, mas valorizando o que está acontecendo dentro da quadra.

– Até hoje o vôlei não valorizou devidamente as grandes jogadas nas transmissões de TV e o público não pode saborear um lance que acontece no meio ou no começo de um rally. Em geral, o lance segue e aquela defesa espetacular fica esquecida, mas ela é como um drible do Messi no meio do campo ou uma rebatida do Nadal em uma fantástica disputa por um ponto. Se pensarmos no futebol ou no tênis, quando acaba o lance as pessoas veem de novo a jogada por vários ângulos e se pegam dizendo como o cara que fez aquilo é genial. No vôlei a genialidade vem se perdendo por uma questão de incompreensão da transmissão e da necessidade de valorizar esses momentos. Então, essas imagens na Liga das Nações vão surgir tanto para quem esta no ginásio, quanto para quem está em casa – completa Lima.

 

 



MaisRecentes

Dentil/Praia Clube confirma presença no Mundial



Continue Lendo

Seleções disputarão amistosos pelo país antes dos Mundiais



Continue Lendo

O adeus do genial genioso Ricardinho



Continue Lendo