O novo calendário já me preocupa



Já usei este espaço, algumas vezes, para defender um novo e mais racional calendário para o vôlei brasileiro. Existe espaço para criação de uma Copa nos moldes do que é feito na Europa, além de um jogo das estrelas, eventos rentáveis para patrocinadores e TV.

Mas tenho ficado com a pulga atrás da orelha depois de alguns desdobramentos. O primeiro foi a demora para definição da Superliga e a publicação de tabela com algumas coisas estranhas, como  um time, por exemplo, estrear um mês depois de outro. Hoje, mais um motivo de preocupação: o Paulista feminino vai começar apenas no fim do mês e a primeira fase terminará somente em 22 de novembro, fazendo com que a fase final se arraste até o fim do ano. Ou seja: vamos misturar o nacional com o estadual mais forte do país, já que os oito participantes do Paulista estarão na Superliga.

Acho, no mínimo, perigoso. Voltaremos a ver, assim, equipes jogando três vezes por semana, deixando de escalar a força máxima em alguma ocasião para privilegiar um torneio ou outro… E estamos falando de uma temporada em que a Seleção vai forçar uma parada no calendário. E como ficarão as atletas selecionáveis?

Tenho tentado entender a lógica de algumas atitudes e ainda não consigo compreendê-las por inteiro. A constatação é de que estamos perdendo uma boa oportunidade de mexer no calendário para melhor.



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