O momento instável de Unilever e Banana Boat/Praia Clube



Os torcedores da Unilever e do Banana Boat/Praia Clube estão com a pulga atrás da orelha. O momento dos times na Superliga feminina não é dos mais favoráveis e novos tropeços poderão ser decisivos no emparceiramento para os playoffs.

Sem Fofão, as cariocas estiveram duas vezes atrás no placar e precisaram de cinco sets na vitória sobre o São Cristovão/São Caetano (27-29, 21-17, 13-21, 21-19 e 15-7). O pontinho perdido pelo triunfo no tie-break poderá fazer falta na briga com o Vôlei Amil pelo segundo lugar. Atualmente, as campineiras somam 44 pontos, três a mais do que as rivais diretas pela vice-liderança.

Um dos símbolos da instabilidade da Unilever na temporada, a sérvia Mihajlovic saiu do banco para ganhar o prêmio de melhor em quadra. A canadense Sarah Pavan, outra que está devendo uma sequência de boas atuações, liderou o time na pontuação (22).

Para voltar a sonhar mais alto, a equipe de Bernardinho precisará resolver seu problema na linha de passe, fazendo assim com que Fofão tenha a bola na mão, quando retornar da lesão na panturrilha, e possa imprimir um ritmo mais rápido nos ataques. Sem recepção e sem a levantadora, a Unilever vai penar.

Já o Banana Boat/Praia Clube não consegue, na prática, provar a força do seu elenco. Nesta terça, derrota em sets diretos diante do Barueri, parciais de 21-16, 22-20 e 21-18. Bela zebra, não?

Vi algumas partidas das mineiras pela TV, recentemente, e não gostei. E digo isso pois o time tem Herrera, Monique, Michelle, Glass e Mari como opções para ponta e saída de rede. Um luxo ao comparar com quase todos os adversários. O sentimento que tive é que nunca o conjunto consegue funcionar como um tudo. Um dia as levantadoras Juliana Carrijo e Camila Torquette estão abaixo da média, em certas rotações as ponteiras não rodam as bolas, em outras o meio é pouco utilizado, facilitando o bloqueio rival em outras posições da rede… Em resumo, não engrenou ainda como se esperava. Com 33 pontos, o Praia vê Sesi (31) e Brasília (30) no retrovisor. Se quiser ter mando de quadra, ao menos nas quartas de final, precisa abrir bem o olho.

O time paulista, por sua vez, respira na briga por um lugar no G8, em nono lugar, com a mesma pontuação do São Caetano, o oitavo. Talvez o inesperado triunfo possa ser o divisor de águas.

Mais dois registros importantes:

– Muito bom ver o time feminino do Minas com patrocínio novamente. O agora Decisão Engenharia/Minas terá fôlego e tranquilidade de já pensar na próxima temporada, já que a atual não tem mais como ser salva na Superliga. Um clube com a tradição do Minas Tênis Clube deve sempre almejar algo bem maior do que simplesmente participar de uma temporada.

– Louvável também a atuação do Rio do Sul/Equibrasil, na segunda-feira, na derrota para o invicto Molico/Osasco por 3 a 1, em Santa Catarina. Pouco gente poderia imaginar que a campanha perfeita das paulistas correria risco nesta partida. E ela correu. Quatro sets equilibrados, com a decisão podendo ir para qualquer lado. Se jogasse sempre assim, o time de Rogério Portela não seria o penúltimo colocado.



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