O jogo que o Galvão não gostou



Galvão Bueno deve ter ficado p. da vida, ontem, vendo o encaminhamento do duelo entre Vôlei Amil x Molico/Nestlé, transmitido pelo SporTV.

As 2h26min de partida fizeram com que a grade da emissora sofresse um atraso de quase meia hora justamente no programa do todo-poderoso narrador. Para piorar, o Bem, Amigos! desta segunda-feira era especial, por ser o evento oficial da CBF para entrega dos prêmios individuais do Brasileirão de futebol.

E vou falar uma coisa para você, Galvão! Era pra ter sido bem pior o atraso…

O clássico paulista teve erros em excesso, principalmente no saque. Em alguns momentos, tive vontade de trocar de canal, tamanha a quantidade de falhas de ambos os lados. Se Molico e Vôlei Amil tivessem jogado o que sabem, diminuindo os erros não-forçados, deixando o passe na mão das levantadoras e tendo volume de jogo, eu colocaria mais uns 10, 15 minutinhos de atraso no Bem, Amigos! Imaginem então se o set fosse de 25 pontos…

Falando sobre o jogo, a equipe de Osasco esteve bem perto de perder a invencibilidade na Superliga. Deve agradecer muito à fita da rede, que fez dois saques decisivos no tie-break se transformarem em pontos. Sheilla, Sanja e Bosetti oscilaram muito durante todo o confronto. Um set bom, outro irreconhecível. O que não se pode falar de Thaisa, autora de 28 pontos. Que partida fez a central em todos os fundamentos.

Elogiável também mais uma atuação de Tandara pela equipe campineira. Ofensivamente carregou o Vôlei Amil nas costas, terminando com 28 pontos. Ela vive o melhor momento da carreira e já é o grande nome do time. Para ir mais longe, Zé Roberto precisa dar um jeito no passe, com urgência. Ontem, ele foi forçado a tirar a líbero Michelle, usando a central Walewska na função.



  • Lívia S.

    Se Sheilla, Sanja e Bosetti oscilaram muito, o dizer de Natália? Essa tem costas quentes com o técnico e com a mídia.

  • Michel Pereira de Oliveira

    Daniel, não fossem as oscilações de ambos os times o jogo teria se estendido muiiito mais. Desde o início dessa regra idiota de 21 pontos eu tenho me deleitado com os jogos que duram até o tie-break, visto que derruba a programação da empresa televisiva que pressionou a fraca direção da CBV a instalar esse sistema pífio de pontuação.
    Quanto ao jogo, especificamente, adorei as atuações da Thaísa e da Tandara. Foi um espetáculo à parte o duelo individual travado pelas mesmas. Creio que Thaísa teria superado a marca dos 28 pontos de a levantadora tivesse um mínimo de sensibilidade e percebido que a meio estava sendo a efetiva jogadora de segurança. Não dá pra entender os lapsos da Fabíola: Thaísa tava com sangue nos olhos, convertendo todas as bolas levantadas e a levantadora insistia em levar primeiro pras extremidades (que pouco ou nada resolviam) e só levantava pra Diva#6 quando não tinha outra alternativa. Frise-se que ambas as meios do Osasco foram pouco acionadas no ataque.
    O jogo foi ruim tecnicamente, com ambas as equipes cometendo erros primários. São inconcebíveis os lapsos como a comemoração antecipada da Tandara e a finta que a Adenízia fez em uma bola que seria um lindo xeque.
    O passe do Amil estava um fiasco. Vou um pouco além. A fórmula pra ganhar do Amil é justamente forçando o saque, visto que a equipe figura entre as piores linhas de passe da atual Superliga (Michele+Richards+Natália+Tandara=Medonhas). A substituição da líbero pela Walewska foi apenas uma demonstração da péssima qualidade no passe campineiro.
    O jogo também foi marcado por erros primários da arbitragem, em sua maioria favorecendo o Campinas (tem-se a impressão que os árbitros temem quando Zé Roberto e Bernardinho estão no banco).
    Falta maturidade e equilíbrio emocional pras estrangeiras do Molico. Mal vejo a hora da Jaque voltar pra assumir de vez o passe e, junto com Camila, desafogar e proteger a Sanja para que ela fique livre só pro ataque (como fizeram com Tandara há duas temporadas atrás).
    Torço para que os demais clássicos transmitidos sejam tão carregados de emoção, muito embora espere que a extensão do tempo de jogo se deva à qualidade dos lances, não à sequência de erros.

  • Alanda

    Claudinha tá sofrível, Zé Roberto ontem deve ter sentido falta da Fernandinha, talvez não agradace a gregos e troianos, mas conseguiu fazer mais com um time mediano do que a Claudinha tendo Tandara e Nathália, mas enfim…
    A libero Michele, fiquei até com pena, ser tirada do passe, isso é “matar” uma libero, mas realmente tava destruindo o time.
    Osasco jogou e o Amil/campinas se manteve a base do ataque de Tandara e dos erros de Osasco. Uma pena, seria fenomenal ver um jogo disputado ponto a ponto qualitativamente entre essas duas equipes.
    Fora que adoraria ver o Galvão ficar mais bravo ainda por ter que esperar para comandar seu programinha de futebol. Alguém acharia ruim? Trocar uma excelente partida de vôlei pela chatice do programa do Galvão? Duvido.

  • Afonso RJ

    Me preocupa esse negócio de desagradar ao Galvão. O cara é todo poderoso e não custa para decretar o boicote da emissora aos jogos de vôlei, da mesma forma que decretou a expulsão do Renato Maurício Prado depois do bate boca que os dois tiveram durante a copa do mundo (disseram que ele pediu demissão, mas ninguém me convence disso, a menos que tenha pedido antes, ao saber que seria impiedosamente chutado).

    No resto esse tal de “Bem Amigos” é mesmo uma chatice. Só serve para discutir abobrinha, o Galvão massagear o ego, não deixar ninguém falar e ficar caindo na pele do comenterista de arbitragem (que não lembro o nome). Chega a ser constrangedor. Não sei como um cara pode se prestar a um papel de palhaço desse jeito. Deve estar ganhando “os tubos” para se sujeitar a tal humilhação.

    Quanto ao jogo em si, concordo com a maioria dos comentários aqui e tenho pouco a acrescentar. Só queria me referira duas coisas:

    1 – Depois que a Natália se contundiu, parece não ser mais a mesma. Tem lampejos daquela jogadora genial que arrasou no tie break no final da superliga, dando a vitória ao Osasco, mas a maioria do tempo vem abusando dos erros de ataque e por demais inconstante em outros fundamentos, principalmente a recepção. Pouco contribuiu nos dois anos que passou jogando pela Unilever.Torço para que ela recupere totalmente a antiga forma e volte a ser a “força da natureza” que caracterizou seus primeiros anos de carreira.

    2 – A Tandara pode parecer meio antipática a alguns, porque ela tem um jeito de olhar “de cima para baixo” que dá margem a ser interpretado como “olhar de superioridade”. Acredito não ser o caso, e sim apenas um trejeito que lhe é peculiar. Me lembro dela jogando pelo Brusque/Pomerode e era pau puro. Jogadoras com ess perfil, ao atuarem em alto nível são facilmente marcadas pelo block adversário. Parecce que ela evoluiu, aprendendo a ser mais técnica e variando mais seus golpes.

    Tandara e Natália são jogadoras jovens (apesar de não serem mais principiantes) e ainda podem render muito mais. Assim espero. Nosso volei vai precisar.

  • Marcian

    A Natália foi um fiasco ontem, não recepcionava e nem atacava…ou seja nada.

    Tandara mais uma SuperLiga leva o time nas costas, fico até com pena. E a Richards recebe pouquíssimas bolas, e não é boa no passe.

    Agora pena mesmo, eu tô é do Sesi.

    Brasilia de tie-break em tie-break vai ganhando seus pontinhos…

    E mais uma vez a final é entre Osasco e Unilever, não tem como fugir disso…

  • romano

    o jogo se tornou bom pela oscilação dos times, cada barbaridade… começou com o Amil não sabendo o que é recepção de saque. Por que o Zé não usa duas líberos, uma pra recepcionar e outra pra defender? o jogo ficou bonito pelos ataques da Tandara, além da força ela se destacou pela qualidade dos ataques, errou poucas bolas e a maioria foi direto pro chão, foi um Show. Espero que ela tenha chance na seleção, como oposta, ela merece mais do que a Monique, ou mesmo a Natália de ponteira.

    Thaísa jogou muito, nossa melhor central, é agressiva e precisa receber bolas pra crescer no jogo, como ontem a Fabíola fez. Já as centrais do Amil são muito ruins de bloqueio, embora a Wal ainda seja muito boa no ataque e na recepção, espero que a Angelica volte para melhorar isso, mas sem passe o que fazer? levar toco e muita derrota

    é clara a “proteção” que Natália recebe, esteve muito ruim em todos os fundamentos e não foi substituída uma vez, essa teimosia do técnico é ruim para a própria jogadora e para o time. Diferente do que acontece na Unilever, quando precisa o Bernardinho troca todo o time e consegue extrair o melhor de suas jogadores de acordo com o momento.

    Infelizmente não temos nenhum time consistente para barrar mais uma final rio-osasco. as apostas são o banana boat e amil crescerem, mas parece que ainda assim não vai ser suficiente para barrar as favoritíssimas de sempre.

  • Diogo

    Vc lembrou q Saja,Bosetti e Sheilla oscilaram durante todo o jogo, + pq tbm ñ lembrou q alem de Tandara nenhuma outra jogadora do Amil sequer existiu durante o jogo inteiro??

  • Carlos Monteiro

    Grande parte dos erros veio da Sheila, ela não estava em um dia inspirado no ataque. Como é uma super jogadora, fez o ultimo ponto em um lindo saque. Como muitos comentaram, se não fossem tantos erros por parte do Molico/Osasco o jogo terminaria 3 x 0 pro Molico. Não consigo ver evolução no time do Amil, espero que cresçam de produção no segundo turno junto com o Praia, mas estou louco mesmo pra ver o embate entre Molico e Uniliver.

  • Logan

    O que o jornalista não leva em consideração é a terrível maratona que esses times foram submetidos ao acumular SL com o paulista e seleção brasileira. Ninguém faz jogo bonito quando não se tem pernas.

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