O jogo mais bizarro que já vi



Pessoal, na íntegra minha coluna que sairá neste domingo, no LANCE!. Não consegui guardá-la para publicação mais tarde devido ao surreal Brasil 3 x 0 Venezuela, que acabo de ver.

O torcedor que pagou ingresso para ver Brasil x Venezuela, neste sábado, em Cuiabá, pelo Campeonato Sul-Americano masculino, deveria receber o dinheiro de volta. Os venezuelanos protagonizaram, no segundo set, a maior lambança que já vi em um jogo internacional entre profissionais.

Antes do início da parcial, em um procedimento de praxe, o assistente técnico do cubano Ídolo Herrera passou a escalação para os mesários, mas os atletas estavam fora de posição. Bom, imaginei enquanto via pela TV, que já no segundo ponto o treinador, que já havia dado um esporro no responsável pelo erro, faria uma substituição para corrigir o equívoco. Ledo engano.

O time jogou todo o set com a formação errada, entregando para o Brasil oito pontos de graça por falhar no posicionamento na hora de receber o saque. Até os árbitros, bem fracos, diga-se de passagem, pareciam não entender o que acontecia. Já Bernardinho, por sua vez, tentou ajudar, explicando para os jogadores venezuelanos em qual lugar da quadra eles deveriam ficar. Surreal.

As vaias até que foram poucas para tamanha bizarrice. E olha que estamos falando da Venezuela, até quatro anos atrás a segunda força do continente e que disputou a última edição da Olimpíada.

Mas o esdrúxulo set é um bom sinônimo para o baixíssimo nível da competição. Paraguai e Chile, por exemplo, com times completamentes amadores, com jogadores gordinhos e baixinhos. Nível escolar. Brasil e Argentina, ”  patinhos feios”   do torneio, foram contagiados pela ruindade alheia. Sofreram com falta de concentração e motivação, erraram mais do que de costume e ficaram devendo uma apresentação de alto nível. O sufoco que o Brasil teve para fechar o terceiro set contra a Venezuela resume bem isso. Ainda assim, brasileiros e argentinos se garantiram com folga na Copa do Mundo, classificatório para a Olimpíada de Londres, único motivo que tiveram para que jogassem com seus principais astros na capital mato-grossense.

Hoje, o clássico define o campeão continental. Que o público seja, finalmente, brindado com um jogo que preste.



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