O início da Superliga feminina empolga



Eu não sei qual o sentimento de vocês, mas o meu é de empolgação neste início de Superliga feminina.

Empolgação no sentido de ver jogos equilibrados mesmo quando um grande enfrenta um pequeno, ou sendo politicamente mais correto, quando um time com maior orçamento enfrenta outro com gastos bem menores. Empolgação também por acompanhar confrontos equilibrados e com reviravoltas improváveis. Por fim, empolgação por estar vendo uma Superliga menos óbvia, com mais alternativas.

Nos jogos de ontem, algumas destas percepções puderam ser vista.

Carol tenta passar por Paula Pequeno (Marcio Rodrigues/MPIX)

Carol tenta passar por Paula Pequeno (Marcio Rodrigues/MPIX)

Na partida da TV, o Terracap/Brasília, apenas o nono colocado (sete pontos), foi até o Rio de Janeiro e deu um susto no Rexona-Ades, agora vice-líder (15). O time de Paula Pequeno ganhou o primeiro set, mostrando um vôlei consistente, mas depois levou a virada (3 a 1). Faltou para o Brasília manter o nível de atuação e concentração. Contra um gigante não adianta jogar bem durante um período do jogo. Quando passou a sacar melhor, a equipe carioca botou pressão no rival e não perder mais o controle das ações. O jogo valeu a pena também por mostrar Paula Pequeno, maior pontuadora da Superliga até aqui, em ação. Fazia um bom tempo que ela não mostrava o nível dos bons tempos. Certamente é uma das surpresas agradáveis deste início de temporada. Monique, que ainda luta por vaga olímpica, foi eleita a melhor do jogo.

O Vôlei Nestlé sofreu para permanecer como líder e único invicto da competição (16 pontos). Contra o Pinheiros/Klar (oitavo, com sete), vitória apenas no tie-break. Abriu 2 a 0 com facilidade (25-13 e 25-14), foi contaminada pelo tal “síndrome do terceiro set”, também perdeu o quarto e foi reagir apenas no quinto. Carcaces foi a maior pontuadora, Adenízia, após lesão, foi titular e Thaisa, mesmo começando o último set no banco, ganhou o VivaVôlei. Pelo Pinheiros, é sempre bom lembrar, a mudança de 100% do elenco em comparação com a temporada passada prejudica qualquer trabalho, mas Wagão já começa a dar a competitividade ao time.

Belga Van Hecke festeja ponto do Vôlei Nestlé (João Pires/Divulgação)

Belga Van Hecke festeja ponto do Vôlei Nestlé (João Pires/Divulgação)

O outra invencibilidade caiu ontem. O Dentil/Praia Clube perdeu no tie-break para o instável Sesi, em São Paulo. Talmo tem mexido bastante na formação do time. As titulares diante das mineiras foram Pri Heldes, Andreia, Jaqueline, Dayse, Fabiana, Angélica e Suellen. Bia, Carol Leite, Ellen e Sabrina, que já chegaram a formar a equipe inicial, agora estão no banco. Com 24 pontos, Jaqueline liderou o Sesi na pontuação, mas a escolhida como melhor em quadra foi a levantadora Pri Heldes. O time paulista subiu para 10 pontos, em sétimo lugar, ainda distante do potencial do elenco. Já o Praia, que contou com 26 pontos da americana Alix Klineman e 23 da cubana Ramirez, está em terceiro, com 15. Um dado interessante do jogo foi o desequilíbrio nos pontos de bloqueio: 18 a 7 a favor das mineiras. A central Natasha teve a mesma pontuação de todo o time do Sesi somado. E ainda assim não deu Praia!

A rodada ainda teve a derrota em casa do Concilig/Bauru, em outro tie-break, para o São Cristovão/São Caetano. O Bauru está em sexto com dez pontos, enquanto o rival do ABC é o décimo, com seis.

Por fim, destaco a volta de Tandara às quadras. Ela entrou no primeiro e terceiro sets e marcou um ponto de ataque na vitória do Camponesa/Minas sobre o Renata/Valinhos por 3 a 0. Em forma e com ritmo de jogo, a oposto poderá ajudar muito este interessante time mineiro, que ontem teve Carol Gattaz como maior pontuadora (14) e Leia como melhor em quadra. O Minas, com 11 pontos, está em quarto lugar, mesma pontuação do Rio do Sul/Equibrasil.

 



  • Murasaki

    Vou seguir a Sheilla e dizer que os pequenos estão vencendo (ou pelo menos endurecendo alguns jogos) porque os grandes ainda não estão entrosados o suficiente. Ou seja, nos playoffs vai ser o mesmo de sempre. O que eu vejo de interessante nessa SL é a briga pelas vagas remanescente para 2016.

    • Fernando Marcelo

      Discordo!
      Acho que o Minas, Praia Clube, SESI podem render e ameaçar o Nestlé e Unilever.

      Ao que tudo indica teremos as semifinais bem disputadas

      • Murasaki

        E Minas e Sesi são pequenos? No máximo, o Praia Clube. Eu falei que nos playoffs vai ser o mesmo de sempre, você não vai ter um BSB ou Bauru em plena semifinal. E ainda acho que, na hora H, vai dar Nestlé e Rexona.

        • Fernando Marcelo

          Ao meu ver, pelo andar da carroagem até o momento o máximo que dará realmente é o Praia ou SESI barrar o Nestlé ou Rexona, vamos ver.

        • rafael schmidt

          Praia clube é grande!

          • A lI

            Concordo!!!

  • AfonsoRJ

    Não foi bem isso que vi no jogo de ontem. Vi um Rexona entrando sem ritmo e até disperso, deixando o Brasilia abrir larga vantagem, mais por falhas do time do Rio. A partir do meio do set, o time carioca reagiu, chegou a empatar e por pouco não vence o set. Os sets segintes foram amplamente dominados pelo Rexona, não dando a mínima chance para a equipe de Brasília. Tanto é que o segundo set foi uma verdadeira “lavagem” por 25 a 11.No terceiro e quarto sets, mesmo diminuindo o ritmo o Rexona alcançou a vitória com bastante facilidade.
    Como já disse antes, essas “zebras” me parecem mais “fogo de palha”. Na hora da “onça beber água” vai dar os mesmos de sempre.

  • will

    Acho também animado esse início mais concordo com o amigo aí de baixo na hora de decidir vem a qualidade técnica e o esquema da comissão técnica acho muito difícil não dá Rexona e Nestlé na decisão a não ser isso sim seria zebra se as 2 equipes se cruzarem numa semi-final aí não tem como mesmo acho o Sesi sem folego pra bater de frente é muito dependente da Jaque e Fabiana, o Minas da Tandara e o Praia da americana klinemam mas sim acontecer de nesses jogos as duas equipes entrar de salto alto aí sim pode sem lascar no chão como aconteceu em 2013/2014 com o Molico/Nestlé achando que em qualquer momento poderia bater o até então freguês Sesi e deu no que deu pois faltou a seriedade com adversário, acredito eu e muita gente que aquele título já era do Nestlé não só pela invencibilidade mais como estava jogando pois o Rexona naquela temporada não encaixou o jogo com o time de Osasco no confronto entre Sérvias foi 2 3X0 no turno e returno , mas é aguardar o andamento do campeonato.

    • Fernando Marcelo

      Minas dependente de Tandara? Ela nem começou a atuar ainda, ficou 5 minutos em quadra no máximo.

      O Rexona tem o passe como pior deficiência e o Nestlé tem a dependencia forte da Thaisa e Carcases. Vai ganhar o melhor esquema tático.

      • A lI

        Concordo Fernando Marcelo!O Minas dependia muito da Jaqueline temporada passada,se for depender da Tandara,tá lascado e já pode se considerar desclassificado.O Minas assim como as demais equipes tem que treinar muito e,como vc disse,estudar muito os adversários e investir no esquema tático.

  • silas antares

    Meus caros, é porque hoje em dia, assim como o próprio Bruninho falou em uma entrevista, que todo mundo hoje joga voleibol, então não existe mais nenhum time bobinho. Então aqueles com grandes investimentos se não se cuidar vai levar susto sim. E se bobear perde algumas partidas. Vejam o caso do Nestlé. Um timaço, mas ganhou no sufoco os dois últimos jogos e tem um dos melhores elencos do mundo. Outra coisa, assim como mostraram na festa de abertura da superliga, há muitos medalhistas olímpicos, campeões mundiais, de grand prix, de liga mundial espalhados por várias equipes que disputam a superliga, tanto a feminina quanto a masculina. Além dos repatriados, quem vem com experiência, bagagem. Isso dar uma consistência tremenda ao nosso torneio. Então que ninguém se engane. Aquele tempo onde uma equipe forte vencia a outra somente sacando e bloqueando acabou. Se não jogar redondinho, concentrado o tempo todo, dança. Não adianta ter na equipe jogadoras como Jaque, Sheilla, Fabiana, Boskovic, Gamova, Goncharova, etc.

  • Michel Pereira

    Discordo apenas no quesito “ver jogos”. Dado o péssimo sistema de direitos de transmissão infelizmente somos obrigados a nos contentar com cápsulas de algumas poucas partidas. Nenhum dos jogos com resultados surpreendentes foi transmitido, haja vista que só disponibilizam um restrito número de jogos. Uma pena que o vôlei, segundo maior esporte em preferência nacional, não tenha o mesmo apelo e disputa pela transmissão como o futebol, muito embora nos últimos anos o primeiro tenha efetivamente superado o segundo em número de títulos em termos de selecionado nacional.
    No geral, tá bom ver a competição em nível tão disputado. Torna o campeonato mais emocionante. Entretanto, ainda é início de temporada. Não duvido que logo alguns dos grandes se reajustem: vide o Rio já em segundo lugar e lembremos da temporada 2013/2014 (salvo engano) em que o Sesi terminou a 1ª fase fora da zona de classificação e terminou a temporada como vice da Superliga.

    • Fernando Marcelo

      Concordo, tá horrível esse ano, aliás, vem piorando constantemente. Chegando ao cúmulo de ser transmitido apenas 1 jogo por rodada. Se duvidar tem rodada que não tem transmissão de nenhum.

      Lastimável.

    • Fernando Marcelo

      O Rexona ainda vai enfrentar Molico, Sesi e Praia. Vamos ver! Espero que sejam bons jogos e principalmente “transmitidos”.

    • Nome

      Tu acha que tem poucos jogos? Só esta semana o Sportv transmitirá 4 jogos…Além da Redetv… O povo do vôlei reclama de barriga cheia, querendo comparar o alcance do esporte com o futebol. Para efeito de comparação, é só olhar a audiência dos jogos transmitido pela RedeTV, o jogo da série B, que passa logo em seguida as vezes dá 3 vezes mais audiência.. E nem me falem de audiência qualificada, pq se fosse assim, o valor comercial do Roda Vida da Cultura e do Canal Livre da Band, deveriam valer o dobro do cobrado pela novela das 8!
      Sou fã do esporte, porém profissional do setor de comunicação, e creio que temos que reconhecer, proporcionalmente o vôlei é muito bem representado nas redes de TV.

  • Volei Addicted

    Daniel, POR FAVOR, onde está jogando o João Paulo Tavares? Admiro muito o voleibol dele e, desde que saiu de campinas, não encontro notícias do seu paradeiro. Ele está jogando fora do Brasil?

  • Edu

    Eu estou sem internet por dois dias,Caro Daniel, mas li no BV, que o Wagão foi demitido do Pinheiros sob alegação de corte de gastos nas atividades do clube.Tem coisa estranha ai.Nenhum treinador quer começar uma equipe do zero como ele foi forçado a começar no inicio dessa temporada.E com as novas contratações em nivel mediano.

  • A lI

    Engraçado que Tandara deu entrevista ao Globo Esporte reconhecendo que ficou devendo e agora quer arrancar dinheiro do Praia.
    Com a gravidez durante a temporada,a ficha pode demorar a cair,pois o investimento feito pelos patrocinadores e o objetivo traçado pelo diretoria não foi cumprido.
    – Com certeza poderia ter dado mais, sempre saio com isso na minha cabeça. Pela Superliga que fiz no ano passado, acho que saio devendo, sim – disse Tandara, que estava grávida de quatro meses,quando o Praia foi eliminado da Superliga.
    Além de reconhecer que estava longe da melhor forma técnica,Tandara,contratada a peso de ouro,citou pontos em que a gravidez atrapalhou dentro de quadra.
    A Tandara é muito cara-de-pau mesmo e gananciosa, afundou o Praia, ganhou dinheiro sem estar em condições ideais de jogo e está processando o Praia pra ver se arranca mais dindin…
    Por que a Tandara não toma vergonha na cara e vai jogar voleibol?
    Não cumpriu o contrato, deixou o Praia Clube na mão recebendo salários sem jogar e agora ainda quer ganhar mais dinheiro movendo um processo trabalhista contra o Praia. Ele deveria é ter vergonha na cara do que fez com o Clube, a torcida e os patrocinadores. Se a justiça for realmente feita, ela é que terá que ressarcir os cofres do Praia Clube.

  • Billy

    Bom…como ainda estamos na primeira fase já dá prá notar um certo equilíbrio.Veremos quando chegarem os mata-mata.Aí veremos quem é quem…

  • Edu

    Como fiquei sem internet por dias é redundante mas vou comentar noticias passadas.Primeiro, o Nestlé dissolveu quase que literalmente contra o Praia.Sim, houve o azar das lesões da Suelle ,em menos de três minutos, e da Carcazes na virilha que jogou no sacrifico.Não sou dos que desmoralizam o Luizomar pela simples razão que as jogadoras que trabalharam com ele são quase unanimes em falar como ele é ético, companheiro e parceiro muito presente nas horas difíceis.Mas essa partida lhe trouxe algumas lições.Não colocar como a líbero reserva como jogadora elegível como anda fazendo nesse campeonato o Taubaté,no masculino e o Sesi, no feminino para assegurar a estabilidade do fundo de quadra.Não adianta ter um elenco mais composto quando duas ou três jogadoras ficaram esquentando o banco por serem inaptas a garantir a recepção de forma decente.Colocar a Adenizia sem ideais condições – sabendo que ela é uma jogadora que compensa na parte fisica sua deficiência na parte técnica – quando a Saraelen estava dominando a posição neste intervalo.Na partida contra uma das equipes de maior investimento da Superliga e ambiciosa em quebrar a serie invicta do Nestlé se deveria prevalecer o que melhor se tinha em quadra e não quem tem mais nome.Lamentar alguns erros de arbitragem que favoreceram ao Praia que jogou efetivamente muito mais que o Nestlé a despeito disso.Jamais crucificar a Ivna mas ela novamente traz a tona essa desestabilização pessoal para dentro da quadra.Sim, foi alvo constante dos saques mas vários não eram saques traiçoeiros ou de grande dificuldade técnica.Bastava certa serenidade, como lhe foi pedido reiteradas vezes nas orientações e colocar a bola para cima para a Brait ou a Dani tentarem dar um melhor jeito.Pode se afirmar diverass coisas a respeito da Marcos Freitas, como entende muito de vôlei, nos seus melhores momentos, ou como superdimensionar alguns aspectos técnicos de jogadores brasileiros ou da superliga doméstica, em seus piores.Mas ele já identificou de inicio que algo estava estranho no Nestlé quando a Gabirú era a principal arma do ataque.Nestlé periga retornar a mesma situação na rodada da liga passada.Começou como equipe invicta e entrou numa espiral de descida quando Thaisa e Dani ficaram um longo tempo lesionadas e jogando no sacrifício.Somente se recuperando efetivamente nas ultimas três rodadas do campeonato.Hoje, um ano depois, aumentou o investimento por parte do patrocinador e tem um elenco mais rico.Mesmo com as eventuais lesões tem camisa e elenco forte para se manter entre os 3 primeiros numa superliga tecnicamente menor em relação a temporada passada.No Praia , a destacar também o grande jogo da Claudinha, mais magra e atlética como todo o elenco numa demonstração do grande trabalho da preparação física.Claudinha jogou o fino do voleibol lesionada no dedo médio num nível que a Macris, hoje a reserva natural da Dani, que fez um jogo burocrático e na cansativa insistência em repetir bolas para “dar moral as colegas” da seleção ,ainda não conseguiu atuar nessa temporada.Que as lições passadas do Luizomar não lhe sejam , hoje, paginas amareladas que deixou de consultar.

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