O importante posicionamento dos jogadores



Tenho acompanhado, desde o ano passado, o importante movimento que acontece em diversas esferas do vôlei brasileiro em busca de mudanças estruturais. Quem já é leitor deste blog e de minha coluna no LANCE! há mais tempo sabe que defendo o debate, estimulando um espaço maior para jogadores/técnicos/clubes participem das decisões da CBV, além da possibilidade de flexibilização no poder decisório da Rede Globo.

Assim sendo, vejo como muito importante a relevância que o Grupo de Atletas, que no masculino tem Gustavo e Murilo como dois dos principais líderes, vem ganhando nos últimos meses. Lembro de muitos comentários dos internautas, aqui mesmo neste espaço, quando os jogadores começaram a se unir, tentando fazer com que reclamações isoladas passassem a se transformar em posições definidas de toda a categoria. “Não vai dar certo”, “Eles não são unidos”, “Ficar reclamando no Twitter é bobagem”, “Não vai dar em nada”…

Aos poucos, eles foram contactando jogadores que atuam no Brasil e no exterior, pediram sugestões de temas que deveriam ser levados à CBV, discutiram esses pontos e consolidaram posições sobre temas importantes, como calendário, por exemplo. Mais organizados, passaram a ter voz ativa nas reuniões que definiram, nos últimos meses, as premissas da próxima Superliga.

Na noite de sexta-feira, o Grupo divulgou uma nota oficial, defendendo que os débitos que o Volta Redonda tem com jogadores sejam quitados para que somente depois disso a inscrição do clube  na próxima Superliga seja efetivada. Eles se apoiam no próprio regulamento da competição.

Tentei puxar pela memória situações parecidas no esporte brasileiro e não encontrei. É raro ver, até no âmbito internacional – com exceção das ligas profissionais americanas -, mobilização organizada em defesa de um categoria específica, neste caso, a dos atletas.

E acho tudo isso muito saudável para o vôlei brasileiro. Tenho certeza de que o esporte sairá muito mais forte após esta pequena revolução que está acontecendo. Vejo alguns técnicos muito engajados neste processo, houve uma abertura da CBV para que a discussão acontecesse e tudo isso junto fortalece os alicerces de uma modalidade vencedora, mas que ainda tem muito a evoluir, principalmente no âmbito interno (excluo aqui a questão Seleção).



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