O fim de uma geração bicampeã olímpica



A dolorida eliminação nas quartas de final da Olimpíada marcará o fim de uma geração vencedora na Seleção Brasileira feminina. As bicampeãs olímpicas Sheilla e Fabiana confirmaram a aposentadoria durante as entrevistas pós-jogo com a China.

A central, como capitã da equipe, fez um discurso de agradecimento às companheiras e à comissão técnica. Exaltou a luta, o esforço e o espírito de união.

– Eu gostaria de sair daqui com essa medalha. Tenho muito orgulho dessa equipe, que é uma verdadeira família, e é isso que vou levar – disse Fabiana, 31 anos, após garantir que a ficha da eliminação para ela ainda não havia caído.

Já Sheilla, 33, teve um ciclo olímpico complicado. Jogou pouco nas últimas duas temporadas pelo Vakifbank, da Turquia, mas sempre teve a confiança de Zé Roberto na Seleção. E fez uma boa Rio-2016. Na despedida, não conteve o choro.

– Fiz de tudo para a gente tentar o tri, mas não deu. Em 2014, já tinha meio que decidido sair junto com a Fabi. Mas o Zé pediu para continuarmos até 2016, para tentar trazer o tri olímpico para casa. Não me arrependo de nada, mas não deu.

Outra a falar sobre aposentadoria foi Jaqueline, outra campeã olímpica. Também muito emotiva durante a entrevista, a ponta de 32 anos disse que entrega a decisão nas mãos de Deus. Também bicampeã olímpica do elenco, Thaisa, 29, não quis falar após a eliminação.



  • MVP do blog

    O fim. O que as próximas gerações deixarão de Legado?
    O vôlei brasileiro parece voltar a uma estaca zero.
    Espero estar enganado, mas vitórias e conquistas não serão mais tão frequentes sem uma base sólida.
    Sérvia e China merecem lugar ao pódio pelos anos trabalhados e conquistados. Creio que está em aberto a medalha de ouro. Não considero EUA os grandes favoritos. Essa vitoria da China deu gás a equipe, e ela pode vir atropelando. Sérvia, se jogar o que sabe, é equipe fortíssima.
    Ao Brasil, o adeus a essa geração que serviu com certeza, de modelo, de inspiração para superação e treinos nas outras equipes. equipe a ser batida nas competições.
    Chegou a hora de descansar.

  • Rener Barbosa

    Independente do resultado final da participação no torneio olímpico de volei acredito que chegou a hora da renovação no comando técnico das seleções do Brasil. Não há de se culpar um ou outro técnico porque qualquer acontecimento negativo nestes jogos, porque são indiscutivelmente vencedores e fizeram do vôlei brasileiro uma referência para o mundo.
    Mas é hora de experimentar novas mentes, novas táticas, novos métodos.
    Particularmente defendo o técnico Marcelo Mendes – Sada Cruzeiro – para treinar a seleção masculina e o técnico Marcos Pacheco – Sesi-SP – para a feminina.

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