O fim das hegemonias na Superliga?



Sada/Cruzeiro e Sesc (o antigo Rexona) manterão a hegemonia na Superliga? A pergunta do milhão volta a ser feita para a temporada 2017/2018.

E minha resposta, sem ficar em cima do muro, para um questionamento ótimo para se queimar a língua é: em tese as chances são menores do que nos últimos anos.

Iniciei a resposta com “em tese” pois os mineiros e as cariocas já demonstraram algumas vezes que planejamento, bons treinadores no banco e trabalho bem feito já superaram supertimes montados por rivais. É inegável, porém, que as mudanças pontuais nos elencos dos atuais campeões deixaram a distância menor em comparação com os principais rivais.

No Sesc, Bernardinho perdeu a central Carol, a ponta holandesa Buijs e não terá, por algum tempo, as selecionáveis Gabi e Juciely, que se recuperam de cirurgia. Com um orçamento menor, a reposição foi mais modesta. O time não terá estrangeiras e aposta no restante da espinha dorsal: Fabi, Roberta, Monique e Drussyla, um nome em ascensão.

Já a concorrência aumentou principalmente em Minas Gerais. Camponesa/Minas e Dentil/Praia Clube estão mais encorpados e parecem dispostos a acabar com o domínio carioca. O time do Triângulo investiu pesado na campeã olímpica Fernanda Garay e na americana Fawcett para dividir o protagonismo com Fabiana e finalmente conquistar o primeiro caneco nacional. Já a força do rival de BH está na manutenção de Hooker, Rosamaria, Gattaz, Léia & Cia. A principal mudança é o técnico italiano Stefano Lavarini. Ter vencido o Campeonato Mineiro depois de mais de uma década de jejum foi um ótimo cartão de visita.

Fecha a lista de candidatos ao título o modificado Vôlei Nestlé, sem Dani Lins, Camila Brait, Malesevic, Bjelica, apostando em Fabíola, Tássia, Mari Paraíba e a sérvia Ninkovic. Mas o segredo do sucesso está em Tandara, talvez no melhor momento da carreira.

No masculino, o Sada/Cruzeiro buscará o penta (de forma consecutiva) tendo o EMS/Taubaté como principal rival. A máquina de títulos comandada por Marcelo Mendez tentará mostrar, outra vez, como perder um pilar sem sofrer um abalo estrutural. Na temporada passada fez isso com louvor após a saída de Wallace. Terá de fazer o mesmo sem William. Responsabilidade para os experimentados Leal, Simon, Filipe e Serginho. Já os paulistas mantiveram os principais nomes (Wallace, Lucarelli e Rapha) e se reforçaram com dois estrangeiros de peso (Ivovic e Solé), além do líbero Thales, da Seleção, e o campeoníssimo Dante.

Em um segundo escalão aparecem os estreantes Sesc e Corinthians/Guarulhos, além dos reformulados Sesi e Vôlei Renata. Os quatro não aparecem neste texto em ordem de favoritismo. Possuem jogadores acostumados com decisões por clubes e Seleção, bons treinadores e nunca ficariam satisfeitos em perder para a dupla Cruzeiro e Taubaté nos playoffs, por mais que fossem azarões. Em resumo: espero a Superliga mais parelha dos últimos anos nos dois naipes.



  • Senhor Omar – Trágico

    Sada Cruzeiro vai passear novamente. rs

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