O fim da era Bernardinho



Em 15 de março de 2001 Bernardinho anunciou sua primeira convocação para a Seleção masculina. Hoje, 11 de janeiro de 2017, a história ganhou um ponto final.

CBV e Bernardinho anunciaram, nesta tarde, o término de uma vitoriosa relação de 16 anos apenas na Seleção masculina.

O treinador decidiu não continuar à frente do time para o próximo ciclo olímpico. Renan Dal Zotto foi anunciado como substituto.

Renan assume vaga de Bernardinho na Seleção (Divulgação)

Renan assume vaga de Bernardinho na Seleção. Foto na convocação dos atletas para a Rio-2016 (Divulgação)

A principal motivação para o rompimento, pelo lado do treinador, é ter mais tempo para a família. Em conversas com amigos, Bernardinho alegava não ter acompanhado de perto, por exemplo, a infância e adolescência do filho Bruninho. E não queria o mesmo para Vitória e Júlia, com 14 e 6 anos, respectivamente, as filhas com a ex-levantadora Fernanda Venturini.

As conversas entre entidade e Bernardinho foram iniciadas antes da Rio-2016. Na ocasião ele pediu para que as negociações acontecessem fortemente ao término da competição. A medalha de ouro, porém, fez o processo ficar ainda mais lento. O técnico pediu um tempo maior para pensar após o ouro. Não conseguia mais conciliar o projeto com o Rexona, a Seleção, os negócios como empresário/empreendedor e a pressão familiar para ser pai e marido por mais tempo.

Durante as negociações, ele sugeriu deixar de ser treinador e assumir uma função de gestão e direção, com o auxiliar Rubinho a condição de técnico. A renovação, inclusive, era uma das metas pós-olímpicas da entidade. Mas os dois lados não chegaram ao denominador comum.

Dois ouros em Olimpíadas (outras duas finais), três Mundiais, uma infinidade de Ligas, Copas, torneios continentais… Sob o comando de Bernardinho a Seleção masculina viveu seu momento mais glorioso. Uma verdadeira hegemonia, principalmente entre 2002 e 2007, fato que incomodava rivais e até a Federação Internacional. Não faltaram também discussões internas, brigas públicas e polêmicas: o corte de Ricardinho em 2007, o jogo que “ninguém” queria ganhar no Mundial da Itália em 2010, embate com Ary Graça já na FIVB no Mundial de 2014…



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