O “fico” de Zé Roberto



José Roberto Guimarães falou, nesta manhã, pela primeira vez como técnico da Seleção Brasileira feminina para o ciclo olímpico 2016-2020.

Em entrevista coletiva na sede da CBV, no Rio, o tricampeão olímpico tratou do principal desafio, na minha avaliação, para os quatro anos de trabalho até os Jogos de Tóquio: a renovação do elenco.

Zé Roberto e Radamés Lattari, novo diretor de Seleções (Marcelo Dias/CBV)

Zé Roberto e Radamés Lattari, novo diretor de Seleções (Marcelo Dias/CBV)

Após a derrota para a China, nas quartas de final da Rio-2016, a oposto Sheilla e a central Fabiana anunciaram a aposentadoria da Seleção. Jaqueline deixou a continuidade em aberto. Das outras nove atletas do elenco, a levantadora Fabíola e a central Juciely são outras que não deverão fazer parte de todo o próximo ciclo, levando em consideração a idade (33 e 35, respectivamente). Uma possibilidade é mirar, inicialmente, o Mundial de 2018. E tal meta, mais curta, poderia fazer com que algumas delas seguissem na Seleção. Vale lembrar que o Brasil nunca conquistou o título da competição.

– Uma transição é sempre difícil. Ainda não estou muito convencido de que algumas jogadoras não possam vir a jogar pela Seleção. Até porque, são jovens de idade e privilegiadas no físico. Prestaram serviços muito importantes, casos de Sheilla e Fabiana. Elas têm bola para continuar. Mas já sonham com outras coisas. Temos de respeitar este tempo. Não conversamos após os Jogos. Elas já tinham pensado em deixar a Seleção após o Mundial de 2014, mas seguiram para os Jogos Olímpicos. Elas sempre se dispuseram a fazer sacrifícios

Além da questão etária, um ponto importante levantado por Zé Roberto foi o desejo de algumas jogadoras engravidarem. E neste caso ele citou dois pilares do novo time.

– O planejamento das próximas competições está fechado em um organograma. Mas as atletas que farão parte desse contexto ainda não. A Dani (Lins, levantadora) eu ouvi que gostaria de engravidar. A Fernanda (Garay, ponta) também. Vamos ver – disse o treinador. – Em todos os ciclos, sempre uma ou outra engravidou, ficou fora de competições. Vamos tentar (um ciclo sem gravidez). Não acredito muito que conseguiremos não (risos) – completou.

 



  • Billy

    Nossa! Esse técnico não quer largar o osso nunca.Acredito que muitos fãs já estão cansados de ver a figura dele dirigindo a seleção há tantos anos ininterruptamente.Já deu prá voce ZRG.O jeito é aturá-lo novamente em mais um ciclo….

  • Michel Pereira

    Acho um pouco exagerado a renovação para todo o ciclo olímpico. Seria mais viável uma renovação anual ou, no máximo, a cada dois anos. A necessidade de renovação do elenco é um fato e há anos o ZRG vem protelando; inclusive se mostrou contraditório quando disse em 2015 que “se surgisse um novo talento na temporada” teria chances na seleção; na época tivemos Paula Borgo e Helô, mas sequer lhes foi dada a oportunidade de treinar com o time; enquanto isso ele insistiu com Monique, improviso de central e ponteira como opostas… algo que não vingou. Já que renovou, tomara que neste ciclo ele esteja apto a dar mais chances pra novas meninas e promova efetivamente uma renovação.

  • AfonsoRJ

    Beleza. Fico muito feliz que fique, e espero que continue com o excelente trabalho que tem feito até aqui.

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