O exemplo positivo da Amil ao apostar no vôlei



Em uma temporada marcada pelo fim do aporte da Cimed ao vôlei de Santa Catarina, pela diminuição do orçamento do Vôlei Futuro e pela extinção da equipe de Montes Claros, a Amil, patrocinadora do novo time feminino de Campinas, rouba a cena ao mostrar seu cartão de visitas.

Neste domingo, será inaugurada a Arena Amil, espaço que vai receber os jogos da equipe no Paulista e na Superliga. O espaço, que fica dentro do tradicional Clube Concórdia, terá capacidade para receber até cinco mil pessoas. Neste primeiro momento, está liberado para 3.200 torcedores.

A inauguração terá um show do cantor Leonardo dividido em duas partes, sendo intercalado por uma homenagem ao técnico José Roberto Guimarães, tricampeão olímpico, e pela apresentação das jogadoras (Walewska, Fernandinha, Ramirez, Soninha, Priscila Daroit, Ju Nogueira, Andressa, Natasha e Suelen) com o uniforme de jogo do Vôlei Amil.

O pacote completo é algo raríssimo de ser visto no esporte brasileiro: investimento em uma praça esportiva, ativações de marketing com o lançamento da camisa de jogo, por exemplo, além do tributo a um ídolo do país.

Conversei com Zé Roberto esta semana e ela está impressionado com o que já foi entregue pela Amil. Além do ginásio, o time terá à disposição áreas para  recuperação de atletas, fisioterapia e uma moderna academia de musculação.

Escaldado de ver patrocínios imediatistas no esporte em geral, torço para que este se enquadre na exceções, como vemos na Superliga Feminina com a Unilever, por exemplo.

Abaixo, alguns dados divulgados pela assessoria do Amil Vôlei.

Arena Amil
Capacidade: 3.200 pessoas (liberada) – total 5 mil
Janelas: bloqueadas com insufilm 95%
Placares eletrônicos: 2
Lugares nas tribunas VIPs: 60
Camarote VIP
Camarotes corporativos: 28
Banheiros para o público: 16
Acesso para deficientes físicos e banheiros adaptados
Vagas de estacionamento: 700 (R$ 15,00)
Dimensões da quadra com piso flutuante: 36x21m
Circuito de TV nas tribunas Vips
Serviço de alimentação
Área total do ginásio: 8 mil m2 (pé direito de 31m)
Wi-fi liberado no ginásio

Programação do lançamento no domingo
14h- Abertura dos portões da Arena Amil
14h30 – Entrevista coletiva com com a equipe e comissão técnica do Vôlei Amil (exclusiva para imprensa)
15h – Início das atividades com DJ Cesinha e esquenta com Bola Sete
15h30 – Abertura oficial do evento
15h50 – Show do cantor Leonardo – primeira parte
16h40 – Homenagem a José Roberto Guimarães
17h10 – Apresentação das jogadoras com o uniforme de jogo do Vôlei Amil
17h20 – Show do cantor Leonardo – segunda parte
17h50 – DJ Cesinha
19h – Fim do evento



  • Farlei Souza de Melo

    Olha… tem tudo pra ser um sucesso, tanto o time em si que conta com um tri-campeão olímpico no comando, quanto a estrutura desse time.

  • Emanuella

    NOssa estou chocada com a estrutura da AMIL, o ginásio me parece incrível, espero que não seja mais um volei futuro e não se acabe depois de 2 anos, vale lembrar que o VF vivia se vangloriando de tudo, ginásio perfumado e no final o time acabou depois de 2 anos.

    • Fabiano

      Mais um time empresa! Vamos ver por quanto tempo…

  • Jairo(RJ)

    Parabéns à Amil pela formação da equipe, apoio e estrutura despontando no cenário nacional. Que a equipe tenha êxito!

    Daniel, levando em conta a cultura imediatista do Brasil:
    1) quando temos uma equipe nova aparecendo com o suporte de investidores, quanto tempo em média recupera-se o investimento?
    2) Qual o tempo definido pelos investidores no Brasil para cobrar “resultados” ?
    3) Existe alguma equipe feminina com aporte próximo do masculino?

    • Daniel Bortoletto

      1) Depende do que se entende como retorno. Estar na final, por exemplo, com transmissão pela TV aberta por 1h30, já paga grande parte do investimento de um time.
      2) Depende de cada um. Já vi patrocinador cobrando no mês seguinte. Já vi também aquele que quase nunca cobra, por ser um investimento político, por exemplo.
      3) Sim. Unilever e Sollys

  • leandro

    Daniel, temos que parabenizar as empresas que investem no vôlei e no esporte em nosso país, que são casos raros. Pelos resultados obtidos pelo volei brasileiro tinhamos que ter a melhor liga de volei do mundo, com grandes times, grandes estrelas, infra-estrutura, coberturas de emissoras de tv nos campenatos, grande público, etc., mas infelizmente isso não acontece. No passado tivemos exemplos de grandes empresas investindo no vôlei e atualmente temos (Unilever, RJX, Medley, e Amil), mas na maioria das vezes esses investimentos já vinham com prazo de validade, 1, 2 ou 3 anos, mesmo obtendo grandes resultados. Os verdadeiros clubes brasileiros que investem na base e revelam jogadores e jogadoras estão capengando, exemplo, Minas Tênis Clube, Pinheiros, Mackenzie, etc. A maioria dos ginásios que recebem a SUPERLIGA estão em péssimas condições, exceção, Arena do Minas, ginásio do Sollys, etc. O vôlei não tem espaço na grade de horários da TV aberta, apenas quem tem TV fechada é que pode assistir as partidas. A Globo e o Sport Tv não deixam os times divulgarem as empresas que patrocinam os times, chamam os times de Rio de Janeiro, Osasco, Campinas.
    Quais outras empresas vão querer investir desse jeito se não podem ter suas marcas divulgadas?
    Na atualidade temos países investindo pesado no vôlei como Turquia, Polônia e Azerbaijão, construindo ginásios novos, investindo na base, contratando os maiores jogadores do mundo para seus campeonatos. E o Brasil?
    Temos a CBV que parece ser bem administrada, temos o CT de Saquarema que é de primeiro mundo, que dispensa comentários pela grandeza e estrutura.
    Tinhamos que ser o país do vôlei (e não apenas do futebol), a Superliga tinha que ser a NBA do vôlei, mas infelizmente não somos.

    • Jailson

      Pelo que se lê aqui e ali a coisa não anda por causa da própria CBV.Por exemplo: a Rede Record ofereceu uma proposta para transmitir todos os jogos da Superliga sem exceção e principalmente sem restrição de horário e a CBV respondeu um sonoro não,preferindo deixar o nosso vôlei a merce de uma organização manipuladora e monopolista.
      Eu como humilde telespectador não entendo como os patrocinadores não se juntam pra resolver esse problema de visibilidade de sua marca.Eu não sou a favor de emissora de tv A ou B,mas sou super a favor de ver o vôlei na tv aberta.Como pode um esporte tão vitorioso ser jogado de lado?Imagino que teremos vôlei na tv aberta daqui 5 ou 6 meses quando as duas “potências” da superliga se enfrentarem…

      • daniel

        Jailson, é uma pena não termos volei na tv aberta, mas entendo a CBV preferir 3 ou 4 jogos na Globo a uma temporada inteira na Record. As Olimpíadas fora da Globo foram um fiasco retumbante. Em números, a final do volei feminino em 2008 deu mais de 30 pontos (Globo+ Band) e em 2012 apenas 12 pontos na Record. A do masculino em 2012, 11 pontos na Record e em 2008 mais de 20 pontos em plena madrugada e em 2004 perto de 35 pontos, num mesmo domingo de manhã. Em 2010, a final do mundial masculino na Band registrou pífios 3 pontos, enquanto semanas após a final do feminino na Globo marcaria 14 pontos, dois a mais que a final olímpica. É uma pena, mas veja o MMA como bombou com esparsas transmissões nas madrugadas de sábado. O melhor que poderia acontecer seria uma parceria para a Band transmitir a Superliga. O medo da CBV é de o volei ser boicotado na Globo.

      • LEANDRO

        Jaíson, a Rede Globo é o câncer do Brasil, mas infelizmente as outras são piores. A Globo manipula a sociedade e faz lavagem cerebral na maioria da população brasileira.
        Se o vôlei não tem espaço na grade de horários da TV aberta da Globo, então que deixe outras emissoras, como a Rede Record citada por você, transmitir a Superliga.
        O vôlei só tem espaço na Globo na final da Superliga e nas finais da Liga Mundial.
        É um absurdo o 2º esporte do brasileiro ser tratado com tanta indiferença pela Rede Globo.

    • Rafael

      A Vivo patrocina o time mineiro faz um bom tempo. Além disso, a Arena do minas, chama-se Vivo Minas. Este é um exemplo de investimento de longo prazo.

      • Fabiano

        Bem lembrado Rafael. Engraçado que o time do Minas mesmo tendo grandes patrocinadores sempre será chamado de Minas. Pelo menos lá a marca MTC é mais forte do que qualquer patrocinador. O interessante que quem topa fazer essa parceria tem consciência disso.

  • Welmer

    Muito boa a iniciativa da Amil. Espero que esse time seja duradouro.

    Daniel, você pode me dizer como que é feita a classificação dos times europeus para o mundial de clubes, visto que no torneio masculino a Europa terá três representantes e no feminino dois?

    • Daniel Bortoletto

      existem convites. O Trentino, por exemplo, entrou assim

      • tiago

        o trentino foi convidado pois fez historia e é o unico time no mundo tri campeao mundial!

  • Raffael

    Daniel, voce sabe informar se o Amil ira atraz de alguma outra ponteira? No elenco eles só tem 3 ponteiras de origem, sendo que Vasileva só vem pra Superliga e a Soninha ficara de 2 a 3 meses afastada devido a uma cirurgia, sobrando assim somente a Priscila. O tempo é curto, o paulista ja começou e o mercado esta bem escasso. Acho que o Paulista sera bem dificil aposta esses acontecimentos.

    • Daniel Bortoletto

      é a Vasileva, ex-Bergamo, que chegará em setembro

    • Edson Pelegrino

      Tem a Ramirez (cubaba) que joga de ponteira/oposta e ainda a Ju Nogueira que é oposta!

      • Raffael

        Mas ainda acho pouco( e arriscado). O ideal são 5 ponteiras e 2 opostas no elenco para uma superliga, ou no minimo 6 atacantes de estremidade. Tomara que não haja mais contusões

  • Daniel se tivessemos o volei futuro nessa superliga que vem, concerteza ela seria a melhor! pois acredito que temos várias equipes com um bom elenco,como Sollis Osasco, Unilever, Sesi, Amil e Banana Boat praiaclube! na minha modesta visão estes são os melhores times da competição e embora o Osasco tenha o melhor elenco! voleibol é voleibol e final é final !!! acho que nessa superliga vamos ter um duelo entre esses 5 pra ver quem vai pras quartas! o Praia clube corre por fora mas não descartaria esse time! creio que Amil e Sesi podem sim perder a vaga para essa equipe que me parece ser bem montada! , e acho que a questão depois seria quem será o adversário do Osasco na final… dai acho que ocorre uma briga entre Amil, Unilever e Sesi …

    Acho que Sesi e Amil tem potencial para ir a final, mas também creio que podem ser surpreendidos pelo BANANA Boat /Praia Clube, o destauqe negativo é que a superliga é de 12 times e não de 5, e me parece que as outras equipes não estão em um nivel nem intermediário…

    ******** vejo muita gente reclamando quanto ao nome do clube que em transmissões deveriam ser colocadas o nome da EMPRESA!! Sinceramente não gosto dessa idéia embora tenha no meu post citado estes nomes, acredito que um clube não pode ficar a mercê de um patrocinador ! Como um torcedor vai torcer para uma Empresa…. corta essa ! no fundo nós torcemos pelo time da cidade ou do bairro ou de tal lugar ou de tal nome , que esse nome não fique mudando a depender de quem paga as contas …. um nome é a sua marca para sempre!!!!

    ****** Muitos falam de imediatismo por parte de empresas que querem resultados logo, mas acho muito imediatismo apoiar colocar o nome do time como sendo de uma EMPRESA…. acho sim que o volei merece mais espaço na TV aberta, e que deveria ter sido assinado com a record mesmo !! na minha opinião já na olimpiada eu percebe uma evolução do nível da transmissão que estava péssimo no começo e depois ficou um pouco ruim…

    Eu nunca vi um time de futebol ser chamado pelo patrocinador! pq o do vôlei precisa ???? sinceramente acho humilhante!!!! acho que a empresa deve ser lembrada e parabenizada !! porém o clube deve buscar apoio dos torcedores!!!!

    • Felipe Lima

      O fato de alguns times serem chamados pelo nome do patrocinador é o desse time NÃO EXISTIR antes do patrocinador entrar (falo do Unilever, por exemplo, já que o time original é do Paraná e depois de um tempo se mudou pro Rio). Com os clubes mais tradicionais, como Pinheiros e Mackenzie, essa miscelânea de nomes não “pega”, pois a marca forte é o clube, por assim dizer. Situação semelhante é dos clubes de futebol, que são agremiações até centenárias, e agregar um patrocinador ao nome do clube fica quase impossível.
      Uma solução, a meu ver, seria até a utilizada pelo Vôlei Futuro. Os patrocinadores entram num consenso e escolhem um nome “neutro”, que seria explorado por todos, e não existiria restrição por parte da Globo em citá-lo, por exemplo.
      Outra solução (utópica, talvez) seria o fim dos contratos de exclusividade com TV aberta. Abre-se os direitos de transmissão para, sei lá, duas, três emissoras, tentando sempre balancear a importância dos jogos que seriam transmitidos – o valor a ser pago seria, obviamente menor, mas em contrapartida os patrocinadores da Superliga continuariam em evidência sempre (em maior ou menor escala), gerando retorno por visibilidade.

  • OSA

    Infelizmente a Amil assim como outros patriocinadores
    Ficam 2,3 anos sem ganhar titulos
    Pq o Osasco ganha todos
    E então pelo mau do esporte fecham as portas, igualzinho o VF

  • Edson Pelegrino

    Sambei agora!!!Sou de Campinas e vou poder curtir tudo isso de perto! =D

  • Marcio F Moreno

    Belo exemplo, mas não sendo campeão acaba tudo isso. Já tivemos inúmeros exemplos em nosso país, monta-se em grande time com um baita investimento e de uma hora pra outra acaba, lamentável

  • Afonso RJ

    O time de Osasco quase acabou em 2008/9 (se não me engano) quando perdeu o patrocínio do grupo Finasa. Salvou-se porque a Nestlé resolveu bancar o time, senão teria acabado ou se tornado um São Bernardo ou um Macaé da vida (com todo o respeito, mas sabidamente são times de menor investimento). E o que dizer de Pirelli, Bradesco, Banespa, Brusque/Pomerode e mais recentemente a Cimed, Sky e o feminino do Volei Futuro (são os que me vem agora à memória).
    É isso aí. Diferentemente de times de clubes com tradição (Pinheiros, Mackenzie, Minas…), time que surge por investimento de empresas geralmente tem vida curta. Exceção a Unilever, mas aí tem o dedo do Bernardinho. Duvido muito que esse time da Amil dure muito. Dois, três anos no máximo. Se durar cinco já me surpreende. Tomara que eu esteja errado.

    • daniel

      Faltou o Leite Moça, que também já foi Leites Nestlé.

  • Marco Aurélio

    Iniciativa muito boa. Mas quanto tempo esse time vai existir? Será que vai ter investimento na base? Por que não se filiar a um clube que já investe no voleibol?
    Recebo esse time com muito pé atrás…

  • Daniel, eu acho ótimo a iniciativa da Amil e torço para que outros patrocinadores façam o mesmo. Mas já vimos grandes patrocínios acontecerem no vôlei ao irem embora. O grande problema começa exatamente na mídia. Quando uma empresa faz um patrocínio desse porte ele espera um minimo de retorno, mas é boicotado justamente pelas TV que transmite os jogos (SporTv e Rede Globo nas finais). O time feminino carioca deixa de ser Unilever e passa a ser Rio de Janeiro, o Sollys/Nestlé vira Osasco, e assim por diante. O nome do patrocinador acaba sendo omitido. Talvez isso não faça diferença para essas duas empresas e para a Amil, mas faz muita diferença por exemplo para uma equipe que tem um patrocinador pequeno, como o Banana Boat (Praia Clube) ou Cia do Terno (Makenzie). Essas equipes não conseguem chegar na final de uma Superliga, não tem transmissão na tv aberta e o canal a cabo, não fala o nome do patrocinador.
    Seria muito melhor para essas equipes ter suas partidas transmitidas em uma tv aberta mesmo com poucos pontos de audiência, mas a Superliga inteira, do que ficarem somente no canal a cabo e ainda assim sendo boicotadas.
    Com uma Superliga sendo transmitida em canal aberto, mesmo um canal sem grande audiência, certamente mais jovens se interessariam pelo esporte.
    Acho injusto por exemplo, uma Rede Globo não dar a mínima para o vôlei o ano todo, e transmitir as finais. ou seja, ficar só com o filé.
    Já assisti jogos de vôlei na Rede Globo, onde um jogador foi dar entrevista e colocou o boné do patrocinador. Na hora a câmera aproximou-se do rosto do jogador para não ter de filmar o nome do patrocinador. Por causa de atitudes dessa, o patrocinador vai embora com certeza.
    Tenho certeza de que o time Super Imperatriz, vai ser chamado somente de Florianópolis. Vai ser mais um investidor de curto prazo.

  • JU

    sei la e a pergunta basica que vamos fazer chegar nas semis e o grande onjetivo mas eu acho que oa 4 grandes times sao osasco unilever sesi e amil mas um passoa a frente unilever e sollys

  • Clivia

    Exemplo positivo com certeza!! Vou torcer para durar muito tempo e quem sabe atrair mais investimentos. Como torcedora gostaria de estádios melhores e mais confortáveis. Boa sorte a Amil e ao ZR e toda equipe e Parabens!

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