O estranho adeus de Giba



A saída de Giba do Funvic/Taubaté foi uma baita surpresa para mim. E imagino que para a maioria de vocês.

Voltando exatamente 24h no tempo a partir do momento que escrevo este texto. Estava ontem, noite de quarta-feira, no Lamas, um tradicional restaurante do Rio, com um trio de companheiros de trabalho. Era ali que veríamos o primeiro tempo da final da Copa do Brasil, após passar o restante do dia em reuniões na redação do L!. Entre uma das conversas, que possivelmente era sobre trabalho, resolvi checar o e-mail no celular. E naquele exato momento entrou uma mensagem do time paulista. Como ela não dava dicas no título sobre o assunto, resolvi abrir. E acho que li duas vezes a pequena nota oficial. Admito que custei para acreditar naquelas palavras. Resolvi postar no Twitter e observei por alguns minutos os comentários, tentando tirar algumas conclusões.

No breve comunicado, o clube anunciou o desligamento do ponta para se transferir para os Emirados Árabes. Vamos então aos meus estranhamentos:

1) Na semana passada, conversei com duas pessoas próximas ao jogador sobre diversos assuntos. E um dos tópicos foi o próprio Giba. Ouvi versões semelhantes. Ele estava melhorando fisicamente, satisfeito com a decisão de permanecer no Brasil, ciente das dificuldades do Taubaté e enfrentando um processo complicado de separação. Colocando tudo na balança, a sensação que fiquei é de que as coisas estavam entrando nos trilhos. Giba ainda não tinha jogado muito, seguia na reserva, mas era questão de tempo vê-lo em quadra após o retorno da Superliga. Agora me lembro até de ter visto, nos últimos dias, vinheta do SporTV sobre a competição nacional de clubes e Giba aparece em uma delas. Tudo parecia normal…

2) Também é difícil compreender uma transferência para os Emirados Árabes, país sem qualquer tradição no esporte. Sim, é um oásis de desenvolvimento e dólares, ok. Já estive lá e pude ver a pujança dos petrodólares em Dubai. Mas ainda assim não é um destino comum para craques do calibre de Giba.

O jogador divulgou nesta quinta um comunicado nas redes sociais, agradeceu ao clube, aos torcedores e avisou que vai mesmo atuar no Oriente Médio. Como defino tudo isso? Um fim de carreira até certo ponto melancólico para um cara que foi o melhor do mundo, ícone de uma geração vencedora da Seleção, queridinho de grandes marcas, garoto-propaganda com apelo entre crianças, jovens, mulheres…

Pouco mais de um ano atrás, Giba estava na Olimpíada de Londres. Agora está indo para uma liga amadora. Tem algo que ainda não se encaixa neste quebra-cabeça…



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