O enorme desafio da Seleção Brasileira feminina



Medalhista de prata em 2006 e 2010 e de bronze em 2014, a Seleção Brasileira de vôlei busca, a partir deste sábado, no Japão, o inédito título mundial.

Quase uma obsessão para quem faturou, no período, dois ouros olímpicos e uma penca de títulos do Grand Prix.

E uma tarefa das mais complicadas, ainda mais ao comparar com as tentativas anteriores.

A atual Seleção vive um ciclo olímpico repleto de problemas. Após a derrota para a China nas quartas de final da Rio-2016, a base vencedora sofreu importantes baixas. Por diferentes motivos, Fabiana, Sheilla, Fernanda Garay e Dani Lins, parte importante da espinha dorsal do ciclo anterior, se afastaram. Léia não aceitou as últimas convocações, enquanto Jaqueline mudou de posição.

A difícil renovação para manutenção no topo do cenário internacional foi prejudicada ainda por problemas físicos, casos de Natália, Gabi, Thaisa… Junte tudo isso e tenha uma Seleção ainda em construção, com a formação idealizada por José Roberto Guimarães ainda não tendo sido utilizada.

Nos últimos meses, Zé Roberto convenceu Fernanda Garay a voltar do período sabático. Dani Lins correu para entrar em forma após o nascimento da primeira filha. Natália, capitã do time, vive um processo lento e delicado da recuperação de uma tendinite no joelho, tendo viajado para o Japão ainda em busca das condições ideais. Thaisa ouviu de médicos que a carreira estava por um fio após rompimento dos ligamentos do joelho.

Por isso o Brasil não está na minha primeira prateleira dos favoritos ao título. Neste patamar estão Estados Unidos, os atuais campeões do mundo, e a China, a campeã olímpica. Dois rivais com elencos fortíssimos e talentos individuais que desequilibram.

Thaisa em ação pela Seleção Brasileira (FIVB Divulgação)

Abaixo, uma lista mais longa de seleções capazes de brigar com as favoritas pelos lugares no pódio. Além do Brasil, incluo Itália, Sérvia, Rússia, Turquia e até a Holanda.

São oito dos 24 participantes da competição. Ou seja: uma considerável quantia de 33,3% com capacidade para conseguir um lugar no pódio.

Pelo contexto acima, acredito que a primeira fase servirá como testes práticos para ganhar confiança e colocar o melhor Brasil em quadra a partir da etapa seguinte. Contra Porto Rico, Quênia, República Dominicana e Casaquistão isso é bem possível.

Daí para frente será preciso resgatar um nível de atuação parecido com o visto nas edições anteriores do Mundial.

PS: Nesta sexta-feira, Zé Roberto confirmou o corte de Amanda. Na teoria, com Natália recuperada, é a opção mais lógica.

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