O drama de Deivid. O destaque da Superliga que está na fila do transplante de córnea



Como recebi alguns pedidos via Twitter, publico aqui no blog apenas a matéria principal feita pelo repórter Felipe Mendes sobre o grave problema do central Deivid.

Na edição de hoje do LANCE!, você pode ler ainda uma entrevista com o jogador, a palavra dos médicos e um infográfico sobre o problema na visão.

Do diagnóstico de que tinha  uma grave doença  no olho esquerdo até a rodada de hoje da Superliga Masculina, passaram-se dois meses. Neste período, o central Deivid, do Funvic/Midia Fone, de Pindamonhangaba (SP), achou que sua carreira no vôlei tinha acabado. Passado o susto inicial, o jogador de 24 anos voltou a defender  sua equipe e hoje estará em quadra para enfrentar em casa o Vôlei Futuro, às 20h (de Brasília), no Ginásio Juca Moreira. Enquanto isso, aguarda na fila para realizar transplante de córnea e melhorar a visão, prejudicada pela doença.

– Quando o oftalmologista me disse que eu teria de fazer um transplante, chorei muito. Fiquei preocupado, achei que nunca mais poderia jogar vôlei, a minha paixão. Mas meus companheiros de equipe, minha família, meus amigos, meu empresário (Rogério Teruo), todos estão me ajudando. Agora estou mais tranquilo, encarando a situação com mais calma – disse Deivid.

O central do Funvic sofre com uma doença chamada ceratocone. Os primeiros sintomas apareceram quando o atleta tinha 16 anos. Apesar disso, não foi ao oftalmologista, pois achou que se tratava de miopia.

Os anos passaram e a visão começou a ficar pior. As dificuldades no dia a dia surgiram. Entre 2008 e 2009, então jogador da Unisul, foi convencido a usar lente de contato. Por um tempo, obteve resultado, mas a situação piorou recentemente.

Convencido pelo empresário e pelo supervisor do Funvic, Ricardo Navajas, Deivid foi a um oftalmologista no fim do ano passado para fazer um óculos. Porém, veio o diagnóstico: a solução para recuperar a totalidade da visão é o transplante de córnea.

No entanto, para realizar a cirurgia, Deivid não só precisa fazer novos exames como também aguardar na fila de espera. Seja pela quantidade de pessoas à sua frente – número este que ele desconhece –,  seja pela falta de córneas no banco  da clínica em que realizará a operação.

– Ainda não há previsão. A mulher de um jogador (a médica Carla Ribeiro, esposa do ponteiro Digão, do Funvic) conhece umas pessoas na clínica e está tentando me colocar mais para frente na fila. Quando acabar a Superliga, terei uma noção melhor de quando poderei fazer o transplante  – afirmou o central, que apesar do problema, não perdeu nenhum jogo da Superliga Masculina devido ao ceratocone.

Responsável por cuidar da carreira de Deivid desde as categorias de base no Pinheiros, Rogério Teruo tem sido, segundo o jogador, seu grande porto seguro. Desde que a doença foi diagnosticada, o empresário pagou os melhores especialistas para avaliarem a situação.

– Compramos uma lente gelatinosa que ajuda, mas sempre que a bola bate no rosto, ela cai. Com óculos, o Deivid não se acostumou a jogar. A cirurgia vai resolver – disse Teruo.



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