O cenário da segunda fase



O Mundial da Itália ainda está longe do fim, mas a segunda fase promete fortes emoções.

Com a definição dos classificados, dois novos grupos foram formados, com os times carregando os resultados contra os rivais que também avançaram. Assim, o Brasil, mesmo invicto até aqui, agora ocupa o segundo posto do Grupo F, com oito pontos, atrás dos Estados Unidos, que somam nove.

Na quarta-feira, o time de Zé Roberto enfrentará o Cazaquistão. No dia seguinte, duelo contra o jovem time holandês. Duas vitórias certas, convenhamos. E aí, na sequência, duas “finais antecipadas” contra russas (no sábado) e contra as americanas (no domingo).

Muito difícil fazer qualquer prognóstico para a situação desta chave, já que Rússia e Estados Unidos terão de enfrentar ainda Bulgária, Turquia e Sérvia, rivais de respeito que o Brasil já deixou para trás. Não creio que os eternos rivais passem facilmente por este trio europeu.

A situação da poderosa equipe de Gamova, atual bicampeã, é interessante. Depois do revés de hoje, em um jogo equilibradíssimo contra as americanas, a Rússia soma seis pontos. E, se bobear, pode chegar para a partida contra o Brasil correndo risco de eliminação precoce.

Já no Grupo E, bem mais fraco do que o F, vejo chinesas e italianas (oito e sete pontos, respectivamente) com boas chances de avanço para a terceira fase. Daí para baixo, quase todo mundo pode sonhar com a última vaga. Menção honrosa para a República Dominicana, dirigida pelo brasileiro Marcos Kwiek, que derrotou a Azzurra neste domingo e soma cinco vitórias até agora. Só não está mais acima por três delas terem acontecido no tie-break.

Confira as classificações:

GRUPO E

1 – China – 8 pontos
2 – Itália – 7
3 – Rep. Dominicana – 6
4 – Japão – 5
5 – Bélgica – 3
6 – Croácia – 3
7 – Azerbaijão – 2
8 – Alemanha – 2

GRUPO F

1 – EUA – 9 pontos
2 – Brasil – 8
3 – Rússia – 6
4 – Sérvia – 5
5 – Holanda – 3
6 – Bulgária – 3
7 – Turquia – 2
8 – Cazaquistão – 0



  • Luís César Bortoleto

    Pois é chará, nossa Seleção feminina é a única talvez que nos tenha dado alegrias nestes últimos tempos. O resto de nosso esporte está uma calamidade. Se não tiver apito amigo para dar uma forcinha para as outras Seleções, nossas canarinhos trarão este título inédito não tenha a menor dúvida. Mas é preciso humildade, bravura e muita confiança e concentração, que a alegria voltará a brilhar com estas meninas de ouro.

    • Márcio

      A tecnologia eletrônica entra em ação a partir desta fase. Não há como haver favorecimentos para seleção A ou B.

  • Sergio

    Que desnível é esse entre os dois grupos – E e F -, meu Deus do Céu? No do Brasil, apenas uma “baba” – o Cazaquistão. Já, no outro, quatro (os de pontuação 3 e 2). Fala sério….
    O campeonato é longo, e se espera uma melhora sensível do Brasil. Hoje, a Garay melhorou no ataque. Dani Lins ainda inconstante (será que ela nunca jogou com a Sheilla, já que diversas foram as “combinações” falhas entre ambas?). Thaísa melhor, mas ainda visivelmente desgastada com o Zé (mal dá atenção às orientações do técnico). Menos, Thaísa (não vá ser motivo de nova crise na seleção…). Sheilla, conforme já disseram, só joga quando quer (mas ainda pode ser decisiva). Para mim, é a jogadora brasileira, em todos os tempos, que mais se poupa para prolongar a (curta) carreira de um(a) atleta de ponta. Não estaria ela “correta”?

  • daniel

    Achei muito intrigante a situação da Tailândia. Nunca tinha visto, em nenhum esporte, uma seleção priorizar um campeonato regional em detrimento do Mundial. Acredito que dá para colocar isso na conta do regulamento bizarro. Afinal, qual a chance de a Tailândia chegar a terceira fase diante da chave que pegou? Enquanto isso, a República Dominicana tem mais chances de chegar entre os 6 primeiros do que Sérvia, Bulgária ou Turquia. Até quando o voleibol vai ter que conviver com esses regulamentos? Até quando teremos que aguentar competições organizadas para beneficiar Japão, Itália e Polônia?

    • Caio

      Na Tailândia os recursos da confederação de vôlei são atrelados ao comitê olímpico, diferente do Brasil, onde a CBV é independente, logo são eles que definem as prioridades.

    • ALINE

      Parabéns Daniel!!!
      Concordo contigo em GÊNERO, NÚMERO E GRAU!!!
      A Tailândia simplesmente CA-GOU pra esse REGULAMENTO RIDÍCULO e priorizou os JOGOS ASIÁTICOS, que funcionam como uma OLIMPÍADA ASIÁTICA e é muito popular entre os tailandeses. Com isso, infelizmente ficaremos sem ver toda a habilidade e destreza dos levantamentos mágicos da fenomenal TOMKOM NOOTSARA, a melhor e mais criativa levantadora da atualidade.
      O time da Tailândia é muito habilidoso e prima pela técnica apurada, infelizmente não tem altura, senão dariam muito mais trabalho. Atuais CAMPEÃS ASIÁTICAS, fazem falta ao MUNDIAL pelo seu voleibol arte, ao passo que o CAZAQUISTÃO se baseia no voleibol força russo…
      Enquanto à REPÚBLICA DOMINICANA, elas estão INVICTAS após 5 VITÓRIAS SEGUIDAS, mas ainda tenho um pé atrás com elas.
      As DOMINICANAS tinham tudo pra dominar o voleibol no lugar das cubanas, pois elas tem FORÇA FÍSICA DE SOBRAS, SÃO ALTÍSSIMAS, TEM UMA IMPULSÃO INVEJÁVEL e UMA TIJOLADA NO SAQUE que acabam com qualquer passe!
      Mas as dominicanas sempre perderam para elas mesmas com ERROS BOBOS, INFANTIS. Elas não perdem para o adversário, perdem pra si próprias. Se as DOMINICANAS tivessem a obediência tática e a concentração que as TAILANDESAS E AS JAPONESAS tem, seriam um time praticamente imbatível, tal qual era CUBA nos anos 90!

      • Juninho

        A Tailândia priorizou tanto o asiático que ficou a ver navios perdendo de 3×1 para a China B e a Coréia (ou Kim, se preferir) ganhou de 3×0 do Japão B. E no campeonato mundial, com o time B, foi eliminada na 1° fase. Confiou demais no bi-asiático e acabou decepcionando nas duas competições.
        Já em relação as Dominicanas, acho que a Aline exaltou demais suas qualidades não dando atenção devida aos seus defeitos, pq comparar essa seleção dominicana a geração de Cuba anos 90 é quase um sacrilégio!!!!
        Ao meu ver os defeitos dominicanos são:
        1) O maior está na sua levantadora: Marte é muito crua, previsível e tá longe de ser uma levantadora ao menos mediana, não tem nenhuma leitura de jogo.
        2) A outra ponteira ao lado da fenomenal De La Cruz é outro problema. Rivera já tá sentindo o peso da idade, segura o passe mais ou menos, mas perde e muito no ataque, não tem mais a impulsão de antigamente e a Peña é quinadora e não tem inteligência nenhuma no ataque, não sabe largar e quando vai na força fica no bloque. Ainda é muito jovem e precisa de mais bagagem.
        3) Outro problema é a oposta: Mambru é uma oposta baixa e não tem característica de definição e peca muito no bloqueio, e a gigante Martinez precisa ser melhor trabalhada, mas com potencial imenso já que tem força e altura algo imprescindível no volei hoje em dia.
        E saudades da Mireya Luis/Regla Bell, Carvajal/Regla Torres, Costa/Izquierdo…

        • Aline

          Tem razão Juninho, as dominicanas não tem uma levantadora que preste, para explorar o potencial de suas atacantes.
          Acho que falta a comissão técnica também cobrar mais delas.
          VEXAME!!! A Tailândia com força total perdeu para a China B, a obrigação das tailandesas era,no mínimo ir para a final, agora, disputarão apenas o Bronze com as japonesas!
          Como vc disse a final será entre China B e Kim(ou Korea, se preferir).
          Acho que as tailandesas mereciam ficar de castigo depois desse IMENSO VEXAME!!!

  • Maira

    Acho que houve um erro na digitação do post, o Cazaquistão não leva nenhum ponto para a próxima fase, ganharam um único jogo contra a Tailândia, que já está eliminada.

    Republica Dominicana é a grande surpresa do campeonato até agora, finalmente está fazendo o que espera-se dela a anos.

    • Daniel Bortoletto

      tem razão. Já corrigido, Maira. Obrigado

  • Edu

    Passada a primeira fase desse mundial que até momento não tem primado por uma elevado nível técnico já é possível tirar algumas considerações preliminares. s melhores jogadoras brasileiras dessa fase são a Jaqueline e a Brait.A primeira estabilizou a recepção da seleção brasileira desde da sua entrada na titularidade no período pos maternidade e tem apresentado,para os seus padrões pessoais, um belo índice de efetividade de ataque,moderado, porém, nos momentos em que se empolga demais e toma certos tocos desnecessários.Brait, um monstro, na definição de Marcos Freitas ,uma monstrinha linda, na minha opinião, nem parece ter herdado a titularidade há apenas dois meses.Desdobra o pequeno e aparentemente delicado corpo em quase três nas defesas difíceis propiciando grandes contra taques nem sempre concluídos com relativo sucesso atualmente.A seleção, nesse período, ajustou e nem apresenta mais aqueles clarões de espaço em quadra em bolas colocadas pelas adversárias na campanha de Grand Prix e melhorou muito na defesa.Essas duas jogadoras tem papel fundamental nesse fator .Fabizona e a jogadora mais regular nesse período e tem se garantindo nas viradas com muita versatilidade e efetividade.Sheila decepciona ,até certo ponto.Não vive grande fase profissional há dois anos consecutivos.Experimenta o ocaso natural de uma jogadora já profissional de destaque aos 17 anos. Mesma idade de sua admiradora que joga na Servia e que tenha se surpreendido por jogar muito mais , nessa partida em particular, que sua referencia técnica..Hoje Sheila é indispensável para a seleção brasileira seja pela técnica , experiência, aparente tranqüilidade em quadra.Não é mais a jogadora que Vafikbank espera ter contratado e talvez sofra na Turquia uma ausência de espaço na obrigação regulamentar do campeonato em colocar apenas três jogadoras estrangeiras relacionadas por partida.A Sheila de hoje e uma perspectiva real de incógnita em 2016.Dani Lins vive uma fase irregular até o momento do torneio de desajuste técnico.Anda imprecisa e com uma leitura de jogo prejudicada.Qualidade que a levaram a dominar a titularidade da equipe.Sua reserva Fabíola tem severa desconfiança do ZRG e só recentemente melhoraram sua relação pessoal com a boa partida realizada pela levantadora ,junto com a Tandara,nas inversões contra a Turquia.Fabíola tem entrado quase nas fogueiras e deve cumprir funções pré determinadas engessando sua leitura e naturalidade de levantadora.Tandara só “escorregou” na partida contra a Servia.Teve audácia de tentar algumas jogadas mais refinadas quando lhe era exigido seu forte braço.Thaisa se recusou a dar entrevista ao vivo para o Sportv provavelmente inconformada com seu desempenho pessoal prejudicado pelos problemas de passe em algumas partidas da primeira fase e por quase ser substituída quando poderia tranquilamente ter sacado para finalizar a partida.Já que das titulares tem apresentado o melhor e mais eficiente saque do sexteto.Para finalizar Gaby tem entrado com sucesso e discretamente confirmando pela segurança ser uma gênia precoce do vôlei mundial.Natalia, todavia, parece,grosso modo,referendar a expectativa da opinião pública de quase ser uma espécie de amuleto para o ZRG.Provavelmente ajuda demais nos treinamentos mas para uma ex-titular da seleção brasileira e uma das jogadoras mais queridas do grupo estar no banco apenas para sacar dever ser absolutamente frustrante.Principalmente sendo esse próprio saque nada demolidor.Vamos em frente na quarta.

  • Edu_Pacheco

    Pergunto aos amigos que comentam aqui no blog e que estão acompanhando o mundial mais de perto se esse disse que me disse entre Thaisa e o Zé Roberto procede? Tenho a impressão que mesmo sem estar jogando tudo o que pode a seleção brasileira ainda é a grande favorita ao título. Mas uma desavença interna pode sim colocar tudo a perder. Por isso pergunto aos amigos se existe mesmo essa diferença ou se não passa de fofoca.

  • Pingback: Larissa e Talita arrebentam, Rexona-Ades estreia com título, levantador muda de time. Um resumão do fim de semana | Saque - um blog de vôlei()

  • Fernando

    Vamos analisar os números de forma fria.
    O Brasil tem 8 pontos e deve levar os 6 contra Casaquistão e Holanda.
    Chegamos aos 14 pontos.
    A Sérvia tem 5 pontos e pode chegar a 17 caso vença os 4 jogos por 3×0 ou 3×1.
    Sinceramente não acredito em vitória sérvia contra USA e, mesmo que lute muito, não leva 3 pontos contra Rússia.
    Desta forma acredito que Brasil enfrentará Rússia e USA possivelmente já classificado.
    E mesmo a Rússia que se cuide pois se perder pontos importantes contra os adversários europeus, pode chegar ao jogo do Brasil com chance de grande de nós as desclassificarmos ou mesmo, num cenário em que perca pra Turquia (possível) e Bulgária (improvável), jogar contra nós já desclassificada.

    A disposição dos jogos foi muito boa para nós, uma vez que pegamos 6 pontos certos logo de cara. Já as duas ameaças (Russia e Servia) pegam Bulgária e Turquia (no caso russo) e Servia pega Holanda (pode perder algum ponto), Casaquistão e USA (jogo delas será ao 12h no sábado e o nosso só depois às 15h).

    Resumindo esse meu blablablá enorme, podemos enfrentar sem maior pressão os nosso maiores rivais (USA e Rússia) e com o gosto doce inclusive de eliminar as girafas.

  • Rafael

    Concordo com você Fernando e acredito até que o Brasil poderá eliminar as russas no sábado, dependendo é claro de uma derrota russa na quinta ou sexta.

  • Rafael

    Corrigindo: os jogos serão na quarta e quinta

  • Márcio

    Rússia X Estados Unidos fizeram o melhor jogo deste Mundial. Na disputa da liderança do grupo na 1 fase, as americanas venceram apertado as russas. Kosheleva fez 31 pts mas comprometeu sua seleção entregando pontos de passe. Gamova começou a jogar como Gamova e fez 20pts. Elas irão enfrentar adversárias europeias e o BRA nesta 2 fase. Europeias já foram derrotadas ano passado no Europeu pela própria Rússia.

    • Sergio

      Marcio, você viu o jogo? Caso positivo, me dÊ a dica…

      • Márcio

        Estou procurando o vídeo completo do jogo, mas não estou conseguindo. Caso vc encontre favor informar aqui. Vi o jogo pela net. O ideal seria rever o jogo para analisar melhor. Mas acho que USA e RUS são fortes candidatas ao título. Lembrando que em jogos eliminatórios as seleções entram muita mais focadas.

    • Fabrício

      Foi um ótimo jogo, sem dúvida!

      Impressionante o bloqueio das americanas, principalmente com a volta da Harmotto. Nunca vi também a Hill jogar tanto. Elas sofreram bem menos com a recepção do que as russas. O que chama a atenção é que o jogo delas está cada vez mais rápido, seja com a ponta, saída, centrais. Elas só não usam muito as bolas de meio fundo. E pararam de sacar forçado, só flutuante, mas bem direcionado!!

      Os EUA poderiam ter levado por 3 x 0. Kosheleva é uma decepção na recepção, mas compensa e muito no ataque. Vira tudo que é caroço. Ela quem segura a barra para a Rússia, porque a tão falada Gamova não está isso tudo não.

      Acredito que o Brasil, se conseguir manter seu sistema defensivo e sacar bem, tem grandes chances de passar pelas russas. Já contra os EUA o buraco é mais embaixo. No grand Prix, a Harmoto não estava e foi tenso vencê-las. Agora, com a volta da central e também com a Fawcett entrando bem nas inversões, tanto em relação ao ataque e bloqueio, é imprevisível o resultado do confronto.

      • Roberto

        Caro Fabrício, na verdade, pelo andar da carruagem e pelo que vem apresentando as duas seleções na competição até o momento, o confronto entre Brasil e EUA é bem previsível, não acha?

        • Fabrício

          Não, Roberto, não acho previsível não, porque , na minha opinião, o sistema de jogo das americanas é bem parecido com o das brasileiras em se tratando de volume de jogo e ambas as equipes bloqueiam muito bem.

          Então, penso que o psicológico fará muita diferença, porque sempre que se enfrentam, americanas e brasileiras, vc pode notar que a partida é sempre muito intensa, pois se exige muita concentração, estratégia. Não é um jogo de provocações e cara feia como quando é Brasil X Rússia.

          Mesmo que a seleção brasileira esteja em altos e baixos até agora, ainda assim apresenta uma certa regularidade, pois sobreviveu às dificuldades, mesmo que aos trancos e barrancos.

        • Fabrício

          Oi, Roberto! Eu acredito em um grande equilíbrio entre EUA e Brasil, sim! Sistema de jogo bem parecido, embora as americanas vem impondo cada vez mais velocidade. Mas mesmo assim, acho bem parelho, ainda mais que são duas seleções que bloqueiam muito bem.

  • Alex Lima

    É bom ficar de olha nas holandesas!!! Tem que jogar muito bem pra não serem surpreendidas!!!

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