O Brasil muda de patamar com Leal?



Março de 2018. Em cinco meses, a Seleção Brasileira masculina poderá contar com o ponta Leal.

O cubano naturalizado brasileiro foi liberado pela Federação Internacional (FIVB) para defender uma nova bandeira antes do previsto. Inicialmente a FIVB sinalizava com a liberação apenas em 2019. Tudo mudou com o ofício enviado nesta semana para a Confederação Brasileira.

Leal já conseguiu a naturalização brasileira (Divulgação)

Uma notícia muito comemorada nos bastidores, já que agora Leal poderá disputar o Campeonato Mundial do ano que vem, no Japão. Muito comemorada no Brasil, quero dizer. Para os adversários a notícia é péssima.

E o motivo é a resposta da pergunta do título deste post. Leal mudará sim a Seleção Brasileira de patamar. Ela simplesmente leva em consideração a condição de Leal no vôlei mundial: ele é um fora de série.

Essa afirmação, em nada, menospreza a mão de obra que Renan Dal Zotto tem à disposição atualmente. Já ouvi o seguinte: “somos campeões olímpicos sem ele”. Verdade. Minha resposta sempre foi: “Talvez com ele a conquista tivesse sido um pouco mais fácil”.

Leal evoluiu muito na passagem pelo Sada/Cruzeiro. Transformou-se em um passador melhor e um atacante mais racional. Não é apenas força, a característica que mais era ressaltada quando ele surgiu na seleção cubana. Quem quiser ver aquele Leal procure vídeos do Mundial de 2010, na Itália. O ponta deve muito desta evolução ao técnico Marcelo Mendez, um perfeccionista.

Em entrevista ao SporTV, Renan Dal Zotto revelou ter ligado para Leal para avisá-lo da notícia. Não deixa de ser algo importante também neste cenário. O motivo: mostrar que o jogador é bem-vindo ao grupo.

A presença de um estrangeiro na Seleção Brasileira pela primeira vez na história nunca foi uma unanimidade. E não falo da crítica, do público. Mas sim dos próprios futuros companheiros de Leal com a Amarelinha. Tanto que o assunto sempre foi tratado internalmente com um discurso padrão: “Vamos esperar o processo terminar. Quando ele estiver à disposição pensaremos a respeito. Mas é um grande jogador”. De fato, apenas o tempo vai fazer com que Leal seja abraçado e se sinta parte do grupo. Um nome que poderá ajudar neste processo é Wallace, um fora de série da atual Seleção, e parceiro do ponta por algumas temporadas no Cruzeiro. É com gente que já conhece o temperamento, a postura e o jeito Leal de ser que as barreiras serão quebradas.

Sobre o tema, Renan garante que não haverá problemas:

– Tenho certeza de que ele será muito bem-vindo. É um ótimo garoto, está aqui há muitos anos. Ele se naturalizou por serviços prestados ao Brasil. Então, está tudo certo, não tem problema nenhum. É um grande jogador, é um grande caráter. Se for merecedor de uma convocação, será recebido de braços abertos.

 



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