O baita jogo entre Sada/Cruzeiro e Sesi



A semifinal da Copa Banco do Brasil entre Sada/Cruzeiro e Sesi foi muito melhor do que eu esperava.

E, por mais estranho que possa parecer, o time derrotado fez o jogo ser tão bom. Opinião até de Marcelo Mendez.

– Todo o mérito desse jogo de alto nível é do Sesi-SP, que trabalhou muito bem no saque e complicou bastante a nossa virada de bola.

Quando vi a escalação do Sesi achei a tarefa mineira não seria das mais difíceis no Ginásio do Taquaral, em Campinas. Marcos Pacheco não tinha Theo e Douglas Souza, dois titulares, além de Thiago Alves, reserva imediato nas pontas. E tudo isso para encarar o poderoso time cruzeirense, que não contava apenas com o central Isac.

E tive certeza de que minha percepção iria se confirmar, quando o Sada abriu 2 a 0 (25-22 e 25-18), mesmo sem estar com alto aproveitamento no ataque. Mas o Sesi tinha dificuldades maiores na virada de bola e sofria no passe em algumas passagens específicas de cruzeirenses pelo saque. Uma delas era com o oposto Wallace, que trocou a força pelo jeito em grande parte do confronto.

William e Murilo na disputa pela bola (Wander Roberto/Divulgação)

William e Murilo na disputa pela bola (Wander Roberto/Divulgação)

No terceiro set, Pacheco manteve na formação titular o jovem ponta Vaccari, reserva da Seleção no último Mundial sub-21 no México, e o experiente levantador Vinhedo. E o Sesi melhorou. O oposto Rafael Araújo também passou a virar mais bolas, Gustavão cresceu no bloqueio e um time, que foi brigador do início ao fim, passou a gostar do jogo. Com vitórias por 25-21 e 28-26, o Sesi levou a decisão para o tie-break.

E no set decisivo pesou a força de Leal e Wallace, que foram mais eficientes na virada de bola. E o favorito acabou se classificando para mais uma final. Mas certamente o Sesi ganha ânimo para o restante da Superliga após a última atuação.

– Mesmo com a derrota fico contente pela dedicação e o empenho do meu time na partida – falou Pacheco.

No sábado, o Sada enfrentará o Brasil Kirin, às 21h, para decidir o campeão. O time de casa se classificou ao vencer o surpreendente Voleisul/Paquetá Esportes por 3 a 1 (25-21, 25-22, 22-25 e 25-20).

Para faturar o primeiro grande título do projeto, a equipe comandada por Alê Stanzioni precisará de mais regularidade da dupla de pontas (Olteanu e Lucas Loh), para que o levantador Gonzalez possa distribuir bem os ataques entre os centrais e o oposto Wallace.

– O que eu quero falar com os jogadores é que temos que descansar, mas não podemos baixar o nível de atenção. Estamos no meio do campeonato. Passamos para a final, como no ano passado, mas não conseguimos o título. Dessa vez, vamos para ganhar – disse o técnico de Campinas.

 



MaisRecentes

Douglas Souza desbanca Lipe e Tandara na escolha do melhor do ano



Continue Lendo

Atual campeão abre Superliga feminina com vitória. É o grande favorito?



Continue Lendo

Dentil/Praia Clube conquista a Supercopa. Mas tem muito a evoluir



Continue Lendo