O adeus do genial genioso Ricardinho



Aos 42 anos, sai de cena o levantador Ricardinho, ícone de uma geração vitoriosa e um dos maiores da posição em todos os tempos, abrindo espaço para Ricardo Bermudez Garcia, o presidente da equipe Copel Telecom/Maringá e idealizador do projeto social Núcleo Vôlei Ricardinho.

Fiquei alguns minutos pensando em uma expressão para tentar resumir o jogador em sua carreira de 24 anos. Entre as opções, escolhi “Gênio Indomável”.

Ricardinho conseguiu fazer algo muito difícil no esporte: transformar um time ótimo em outro espetacular a partir de uma característica pessoal do estilo de jogo: a velocidade.

Ricardinho seguirá à frente do projeto do Maringá (Fernando Tanaka/Divulgação)

A Seleção Brasileira passou a ter um ritmo alucinante sob a batuta do canhoto que vestia a camisa 17. E olha que ele tinha a responsabilidade de substituir Maurício, outro fora de série. Era um terror para os bloqueadores adversários, invariavelmente driblados pelo levantador. Giba, Nalbert ou Dante, como raios, atacando pelo fundo. André Nascimento pela saída de rede. Gustavo e André Heller em bolas rapidíssimas pela meio eram quase imparáveis. E assim construiu uma hegemonia na década passada difícil de ser repetida.

Ao conversar com integrantes dessa geração, várias vezes ouvi deles que a “loucura” era uma marca do time. E boa parte da loucura vinha do levantador, nome certo no Hall da Fama do esporte pós-aposentadoria.

O gênio genioso Ricardinho foi pilar também de uma das maiores crises vividas pela Seleção masculina, às vésperas do Pan do Rio em 2007. Cortado, ele ficou cinco anos afastado da “Família Bernardinho”. Escreveu um livro, afastou-se de vários dos outros “loucos do bando” e perdeu, talvez, parte do auge da carreira. Uma parcela das brigas daquele grupo em quartos de hotel pelo mundo, vestiários de ginásios e aeroportos vieram à tona.

Ainda retornou à Seleção antes da Olimpíada de Londres, em 2012. Mas não era mais o Ricardinho dos anos anteriores. Nos últimos anos, conciliou a carreira em quadra com a responsabilidade de ser o gestor do time de Maringá, cidade adotada por ele como casa por mais de 20 anos. Em quadra, ele fez muito pelo esporte. Que siga, fora dela, o mesmo caminho.

Acordei e juro que não sabia a foto e o que falar neste primeiro dia de aposentadoria das quadras,momento e sentimento estranho mas com a certeza que dei o meu máximo dentro delas … o corpo , a mente e ate a vontade diziam pra continuar , mas a vida é feita de tomada de decisões de nos posicionarmos e esse momento não seria diferente . O pensamento que fica é de gratidão a Deus e a todos, todos que de alguma maneira passaram por minha carreira . Não teria como eu nominar , eu com certeza falharia com alguém. Bom é isso , mesmo tendo muito a escrever as palavras fogem mas os sentimentos ficam e que bom que ficam . E no primeiro momento ja to com saudades de fazer os centrais “sambarem” kkkkk #voleibol #esporte #volei #volleyball #vida #gratidao

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